Calendário Feminista - Novembro
25 - Dia Internacional de Luta pela Não-Violência Contra a Mulher
Início da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo
27 - Ratificação pelo Brasil em 1995 da Convenção de Belém do Pará
segunda-feira, 31 de março de 2008
Cartilha "Apitaço: mulheres enfrentando a violência"
Comunicador@s pela Não-discriminação de Jovens
domingo, 30 de março de 2008
Lançamento da Cartilha Saúde da Mulher Negra de Salvador - BA
Segue, acima, convite para o lançamento da primeira cartilha quilombola elaborada pela ASPERS, cujo tema é a Saúde da Mulher Negra de Salvador, fruto de várias atividades realizadas por este grupo com mulheres da comunidade. O lançamento será no dia 07/04, às 17h, na Casa do Benin, Rua Padre Agostinho, 17 Pelourinho. Durante o evento acontecerá a apresentação do diagnóstico de vida e saúde de mulheres em situação de prostituição, realizado pela equipe do Projeto Força Feminina. sábado, 29 de março de 2008
Conferência "Estudos de Gênero e Feministas: um campo de estudos" - BA
Conferência "Estudos de Gênero e Feministas: um campo de estudos"
Profa. Dra. Lucila Scavone
Depto. Sociologia UNESP
Data: 01 de abril de 2008 (terça-feira)
Horário: 09:00 h
Local: Sala Prédio Novo do NEIM (FFCH/UFBa)
Estrada de São Lázaro
quinta-feira, 27 de março de 2008
Seminário de Estudos Espaço Mulher - SP
quarta-feira, 26 de março de 2008
Vígilia pelo Fim da Violência contra a Mulher - BA
Passando pela LAPA, toda última terça-feira do mês, reparem o Fórum de mulheres de Salvador em uma vigília pelo fim da violência contra a mulher negra. Elas convidam a todos que quiserem lutar por esta causa, que conheçam casos a serem denunciados, a levarem seus reclames e a somarem forças nestas vigílias!
Sempre a partir da 17h!
Email para informações: ceafro@ufba.com.br.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Feministas turcas criticam o pedido do governo para que tenham mais filhos
19/03/2008
O corpo e a imagem da mulher são "campos de batalha ideológicos", afirma a escritora Elif Safak
Ricardo Ginés
Em Istambul
"Se não quisermos que nossa população (turca) diminua, cada família deve ter pelo menos três filhos (...) Cada filho é uma bênção." Por motivo do Dia Internacional da Mulher, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, de origem islâmica, dirigiu-se assim a seu público em Usak, uma pequena cidade no oeste da Anatólia.
Na declaração, que foi transmitida pouco depois pela rede nacional CNNtürk, Erdogan, com sua tradicional veemência retórica, advertiu sobre o perigo que representa o controle de natalidade, que na sua opinião "deseja acabar com a nação turca". A verdade é que, com uma idade média de 28,3 anos, a Turquia é um país jovem em comparação com outros europeus.
Em todo caso, e como é habitual em seus discursos pronunciados na Anatólia e não para a galeria diplomática, Erdogan fez uma separação populista entre "eles", o Ocidente, e "nós", muçulmanos.
A reação por parte de associações feministas e de mulheres críticas ao governo não demorou. "Tayyp, dê à luz você e cuide das crianças, nós seremos primeiras-ministras", "Queremos trabalho! Erdogan quer que fiquemos em casa!", entoavam em coro muitas das mulheres nos protestos por seus direitos que ocorreram em toda a Turquia e reuniram milhares de manifestantes.
O jornal liberal "Taraf" assumiu o posto no dia seguinte e deu lugar a análises sobre se na Turquia não seria melhor transformar o Dia da Mulher em Dia da Natalidade. Outros meios de comunicação laicos, a maioria e de maior peso na Turquia, foram menos irônicos e salientaram de forma muito crítica a retórica "que infunde medo", como criticou o jornal "Milliyet".
Desde que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) chegou ao governo, em 2002, sua legislatura foi marcada, principalmente nos primeiros dois anos, por um fortalecimento democrático -o que é exigido pela União Européia no caminho de acesso- e que foi e é apoiado pelo setor liberal da sociedade civil, minoritário mas importante.
O setor mais laicista, porém, receia as verdadeiras intenções do gabinete liderado por Erdogan e vê no caminho europeu uma simples estratégia para erodir e eliminar o controle do exército, autoproclamado guardião das essências kemalistas [de Kemal Ataturk, o "pai da pátria"].
No calor da discussão, como afirma a escritora turca Elif Safak, o corpo e a imagem da mulher se transformaram em "campos de batalha ideológicos". A afirmação foi referendada pelas caricaturas das mulheres com véus nos veículos mais laicos turcos, que no ano passado lembraram a estigmatização discriminatória das que não o usavam no vizinho Irã.
O véu islâmico se transformou assim no símbolo chave da feminilidade turca, instrumentalizado pela classe política de várias tendências.
O xis da questão é se é verdadeira ou não a vinheta do jornal "Milliyet" do final de fevereiro em que uma mulher vestida de maneira estritamente islâmica carrega um cartaz que diz "Desejo liberdade para minha religião que limita minha liberdade".
Como regra geral, as mulheres turcas que usam véu trabalham menos fora de casa, são mais reclusas e têm maior descendência que suas compatriotas. Mas também entre elas se encontra por exemplo Songül Dogan, célebre por tentar atacara um centro comercial com turbante e pistola.
Uma coisa é indiscutível: para as mulheres dos políticos do AKP, o véu islâmico representou, como regra geral e apesar do elevado nível médio de educação, um primeiro passo para sua atual reclusão como donas de casa. E é no lar matrimonial que 51% das mulheres turcas, usando o véu ou não, sofrem a violência doméstica, segundo um estudo do Worldwatch Institute.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
quarta-feira, 19 de março de 2008
Inscrições abertas para curso em Gênero e Feminismo - SC
Florianópolis
segunda-feira, 17 de março de 2008
1ª Mostra de Cinema Possíveis Sexualidades - BA
Nesta primeira edição, a curadoria compôs um quadro diversificado do tratamento da sexualidade no cinema, selecionando obras com personagens e temáticas homossexuais, bissexuais e transexuais. O evento marcará a estréia, em salas baianas, de dois filmes bastante aguardados: o nacional "Onde Andará Dulce Veiga?" e o argentino "XXY". Em breve, a programação completa será disponibilizada.
Além da exibição cinematográfica, a mostra contará também com duas mesas de discussão. Na primeira, está prevista a discussão do próprio rótulo "cinema gay". A outra fará uma homenagem ao escritor Caio Fernando Abreu. Além de acadêmicos das áreas de cinema e "queer studies", as mesas terão como convidados dois cineastas, o espanhol Miguel Albadalejo e o brasileiro Guilherme Almeida Prado.
Com exibições gratuitas no Instituto Cervantes e preços populares na Sala de Arte, a Mostra Possíveis Sexualidades pretende ainda atender ao multiculturalismo soteropolitano.
Colóquio África e Diáspora: o lugar da mulher negra na geopolítica e os desafios da luta contra o racismo e a pobreza - BA
Local: Centro Histórico de Salvador, Bahia, Brasil
Data de início: 09/05/2008
Data de término: 12/05/2008
A União dos Negros pela Igualdade – UNEGRO, em parceria com a União Brasileira de Mulheres – UBM e o Ministério Público do Estado de Bahia realizam um espaço de diálogo intercontinental sobre a situação política, cultural e econômica das mulheres negras na África e na Diáspora, na perspectiva de buscar propostas que favoreçam o enfrentamento dos desafios impostos pela discriminação e pela pobreza.
O Colóquio África e Diáspora: o lugar da mulher negra na geopolítica e os desafios da luta contra o racismo e a pobreza será, sem dúvida, uma importante reflexão sobre os impactos da concentração de riqueza, da redução de oportunidades no mercado de trabalho, dos avanços tecnológicos que tornam mais exigentes quanto à qualificação da mão de obra. Enfim, constituem elementos fundamentais para considerar as condições objetivas de existência das mulheres negras nas dimensões social, cultural, política e econômica.
domingo, 16 de março de 2008
CINEMAFRO exibe Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo - BA
CINEMAFRO I
O cinema negro em discussão.
Para abrir a edição 2008 o CINEMAFRO exibe no mês da mulher o premiado longa-metragem Filhas do Vento de Joel Zito Araújo e logo após o público irá debater com a educadora Valdeci Nascimento acerca da representação da mulher negra no cinema e na sociedade. Entrada Franca.
Quando: 28.03.08 > 19h. Onde: FICA-BA > Av. Carlos Gomes, Ed. Esther Moura Franco, 111, 5º, Centro, Salvador-Ba. cinemafro@gmail. com www.cinemafro. blogspot. com
Apoio: Fundação Internacional de Capoeira Angola - BA www.ficabahia. com.br
Realização: CINEMAFRO
quinta-feira, 13 de março de 2008
Revista Eletrônica África e Africanidades
CHAMADA PARA ARTIGOS, RESENHAS E OPINIÕES
O Espaço África e Africanidades lançará no próximo mês de maio a primeira edição da REVISTA ELETRÔNICA ÁFRICA E AFRICANIDADES que receberá artigos, resenhas e opiniões sobre aspectos da História, Cultura e Literatura Africanas e Afro-Brasileiras com publicação trimestral.
Os trabalhos recebidos serão avaliados, em um primeiro momento, pelo Conselho Editorial e posteriormente pelo Conselho Consultivo, considerando a clareza e a pertinência do tema abordado, adequação às linhas da revista, o aspecto geral do texto (estrutura de apresentação, clareza da redação, adequação às normas). Os artigos deverão ser inéditos e somente casos especiais avaliados pelos dois conselhos serão aceitos artigos para republicação
Serão aceitos textos para publicação nos seguintes idiomas: português, espanhol, inglês. Contribuições de alunos de graduação e pós-graduação lato-sensu, professores da educação básica bem como de representantes de grupos da sociedade civil também serão bem vindas.
Os autores que tiverem seus trabalhos aceitos receberão um aviso, por e-mail ou correio, indicando o número no qual será veiculado seu texto.
Para participar da primeira edição da REVISTA ELETRÔNICA ÁFRICA E AFRICANIDADES que será publicada em maio/ 2008 encaminhe seu material até 15 de abril de 2008.
LINHAS DA REVISTA
Estudos Africanos: pesquisa e divulgação
A Cultura Afro-Brasileira em seus diversos desdobramentos
Literatura, Mito e Memória
A África na sala de aula: questionamentos e estratégias
A Literatura Africana para jovens e crianças
Literatura, História e Artes: entrelaçamentos possíveis
Estudos de Narrativa: tendências contemporâneas
O Comparativismo Literário: interdisciplinaridade e hibridismo
Tradições Orais
Religiosidade
Luta e Resistência em Espaços Urbanos e Rurais
Saúde da População Negra
Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural
Políticas de Ação Afirmativas no Brasil e no Exterior: avaliações e perspectivas
Participação e Representação Política
Educação: mudanças, desafios e novas perspectivas.
Mercado de Trabalho
Racismo Institucional
Encontros Feministas - MG
II SEMINÁRIO INTERNACIONAL: Enfoques Feministas e o Século XXI:
Feminismo e Universidade na América Latina
VI ENCONTRO DA REDE BRASILEIRA DE ESTUDOS E PESQUISAS
FEMINISTAS - REDEFEM
II ENCONTRO INTERMACIONAL POLÍTICA E FEMINISMO
10 a 13 de Junho de 2008
Belo Horizonte, Minas Gerais
Com o objetivo de congregar pesquisadoras/es, estudantes,especialistas,
profissionais, integrantes dos diversos Núcleos, Centros e Programas
Universitários de Estudos feministas da América Latina e Caribe,
articulando, assim, um espaço para a permuta de experiências nacionais
e internacionais, que levem a reflexões sobre as conquistas, tensões e
perspectivas do feminismo acadêmico e sua contribuição para o avanço
das lutas das mulheres, estamos convocando este evento conjunto das
Redes Latinoamericana e do Caribe de Centros e Programas de Estudos
da Mulher e Gênero, da REDEFEM.
Este evento conjunto terá a duração de cinco dias, com a abertura
solene à noite do dia 10 de Junho de 2008. Para os demais dias, a
proposta é de realização de Conferencias Internacionais e mesas
redondas na parte da manhã, em torno das temáticas específicas do
evento e de sessões científicas na parte da tarde – dos 15 Grupos
Temáticos - para a apresentação de trabalhos, que poderão tratar de
questões diversas no campo dos estudos sobre mulheres, feminismo
e relações de gênero. Na perspectiva de constituir esse evento em um
espaço democrático de discussão e aprofundamento teórico, haverá ainda
três Mesas Redondas no período do final da tarde a serem constituídas em
torno a temáticas articuladas e correlatas aos temas principais a partir
da apresentação de propostas por parte das participantes.
Os RESUMOS de PÔSTERES (Graduação) e de APRESENTAÇÕES DE
TRABALHOS (Pós-graduação) no GT (no formato abaixo) deverão ser
enviados para no prazo estipulado para os respectivos Coordenadores dos
Grupos Temáticos (um@ mesm@ candidat@ só poderá enviar um único resumo
para um único GT).
Os trabalhos inscritos serão distribuídos nos Grupos Temáticos, abaixo
listados, atendendo sua adequação e previa seleção:
GT 01 – Gênero e Relações Raciais
GT 02 – Gênero, Diversidade Sexual e Cidadania GLBT
GT 03 – Gênero e Gerações
GT 04 – Gênero e Violência
GT 05 – Gênero e Saúde
GT 06 – Gênero e Educação
GT 07 – Gênero, Política e Políticas Públicas
GT 08 – Gênero, Classe e Relações no Trabalho
GT 09 – Direitos Reprodutivos e Bioética
GT 10 – Gênero, Literatura e Linguagem
GT 11 – Gênero, Corpo e Motricidade Humana
GT 12 – Gênero, Teoria e Epistemologia Feminista
GT 13 – Gênero, Discursos religiosos e Religiosidades
GT 14 – Gênero e História
GT 15 – Gênero e Mídias
Para mais informações acesse o documento anexado ou visite a página
http://www.redefem.ufrgs.br/.Mulher que lê!
O homem gosta de pescar e a mulher gosta de ler.
Uma manhã, o marido pesca até altas horas e resolve tirar uma soneca. Apesar de não conhecer bem o lago, a mulher decide pegar o barco do marido
e ler no lago.
Ela navega um pouco, ancora, e continua lendo seu livro.
Chega um guardião do parque em seu barco, para ao lado da mulher e fala:
- Bom dia, madame. Oque tá fazendo?
- Lendo um livro - responde, pensando: será que não é óbvio?
- A senhora está em uma área restrita em que a pesca é proibida, informa.
- Sinto muito, tenente, mas não estou pescando, estou lendo.
- Sim, mas com todo o equipamento de pesca. Pelo que sei, a senhora pode começar a qualquer momento.Se não sair daí imediatamente, terei de multá-la e processá-la.
- Se o senhor fizer isso,terei que acusá-lo de assédio sexual.
-É verdade, mas o senhor tem todo o equipamento. Pelo que sei, pode começar a qualquer momento.
-Tenha um bom dia, madame - diz ele, e vai embora.
sexta-feira, 7 de março de 2008
O Dia Internacional da Mulher
A idéia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão econômica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.
Este fato levou à uma versão distorcida dos fatos, misturando este evento com o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.
Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em 1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhague, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher serviram de estopim para a Revolução russa de 1917. Depois da Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenin para torná-lo num dia oficial que, durante o período soviético permaneceu numa celebração da "heróica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a sua vertente política e tornar-se-ia numa ocasião em que os homens manifestavam a sua simpatia ou amor pelas mulheres da sua vida — um tanto semelhante a uma mistura dos feriados ocidentais Dia das Mães e Dia dos Namorados. O dia permanece como feriado oficial na Rússia (bem como na Bielorrússia, Macedônia, Moldávia e Ucrânia), e verifica-se pelas ofertas de prendas e flores dos homens às mulheres (quaisquer mulheres). Quando a Tchecoslováquia integrou o Bloco Soviético, esta celebração foi apoiada oficialmente e gradualmente transformada em paródia — ver MDŽ.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.
Incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist
O incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist em Nova Iorque a 25 de Março de 1911 foi um grande desastre industrial que causou a morte de mais de uma centena de costureiras que morreram no fogo ou se precipitaram do edifício. Este incêndio iria contribuir para a especificação de critérios rigorosos sobre as condições de segurança no trabalho e para o crescimento dos sindicatos que despoletavam como consequência da revolução industrial.A Triangle Company ocupava os três últimos andares do edifício Asch, de dez andares, que fazia esquina entre as ruas Greene Street e Washington Place, e empregava cerca de 600 trabalhadores, a maioria constituída por mulheres jovemas imigrantes que trabalhavam 14 horas por dia, em semanas de trabalho de 60-72 horas, costurando vestuário por modestos salários entre os 6 e os 10 dólares por semana.
A empresa já se tornara mediática em 1909 com uma grande greve de mulheres costureiras coordenadas pelo sindicato International Ladies' Garment Workers' Union, que tentava negociar um acordo colectivo; a Triangle ter-se-á recusado a assinar o acordo.
As condições da fábrica eram as típicas na altura: têxteis inflamáveis guardados em toda a fábrica, fumar era frequente, a illuminação era providenciada por iluminação a gás e não existiam extintores de fogo. Durante a tarde de 25 de Março de 1911 desencadeava-se um incêndio. Os operários do décimo e oitavo andares foram notificados e a maioria salvou-se. No entanto, o alerta para o nono andar tardou a chegar.
O nono andar apenas dispunha de duas saídas. Uma escadaria já se encontrava cheia de fumo e chamas quando os operários se deram conta que o edifício estava a arder. A outra porta estava fechada, ostensivamente para evitar que as operárias roubassem materiais ou fizessem pausas. A única saída de emergência, exterior, depressa se arruinaria pelo peso das operárias que tentavam escapar. O elevador também avariou, eliminando essa possibilidade de fuga.
Apercebendo-se que estavam sem saída, e devido ao calor intenso, algumas trabalhadoras lançaram-se das janelas, a uma altura de nove andares. Outras forçaram as portas do elevador, lançando-se pela conduta de ascensão. Poucas sobreviveram a estas quedas. As restantes esperaram até que o fogo as consumisse. Os bombeiros chegaram rápido, embora não houvessem escadas disponíveis para os transportar além do sexto andar. Um único sobrevivente foi encontrado, estando próximo do afogamento, perto da conduta de ascensão. O total de mortos foi de 146: 91 no incêndio e 54 nas quedas.
FONTES:http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inc%C3%AAndio_na_f%C3%A1brica_da_Triangle_Shirtwaist
quinta-feira, 6 de março de 2008
E o terreno tá cada vez mais árido (Zelinda Barros)
E o terreno tá cada vez mais árido
tá cada vez mais árido o terreno...
Grilaram o campo da luta
nos matam de fome, nos violentam
e sorriem...
Sorriem pelo direito assegurado
pela violência debelada
pela morte da sanha de poder
por agora termos como fazer
Mas o terreno tá árido
tá cada vez mais árido o terreno...
Trocaram a letra da lei
querem nos aniquilar com o nosso próprio veneno
põe intenções em meus gestos
de forma que nem mesmo eu sei
E o terreno? Árido
tá cada vez mais árido o terreno
Irmãs desconhecem irmãs
trocam o Nós pelo Eu
competem e correm
e param
competindo na busca do que é(?) seu
e tá árido
cada vez mais árido o terreno...
quarta-feira, 5 de março de 2008
Bom artigo sobre Assédio Moral
Por Angélica Pinheiro
incompetente, que as minhas matérias eram um lixo. Tudo em voz alta, para a
redação inteira ouvir. Fui parar no hospital. Crise aguda de gastrite. Fora
a enxaqueca permanente". O depoimento é de Paula*, hoje assessora de
imprensa, que durante dois anos se submeteu a humilhações diárias
capitaneadas por um editor de um jornal de grande circulação de São Paulo.
Um exemplo, dentre muitos, de um tipo de violência comum nas redações: o
assédio moral.
Reféns da vergonha, do medo de perder o emprego e de serem taxados como
encrenqueiros, a maioria não denuncia os superiores. Paula, por exemplo,
optou pela saída mais corriqueira, pediu demissão. "Concluí que não valia a
pena denunciar. Ainda tenho muita carreira pela frente", justifica.
O receio pode ter razões práticas. Mas contribui para velar uma agressão que
é tão antiga quanto uma Olivetti Lettera, marcada por uma conduta abusiva do
superior que, repetidamente, usa gestos, palavras e atitudes para humilhar
um funcionário ou muitos deles. Ou seja, não trata-se apenas de uma mera
implicância de chefe com subordinado.
A área de comunicação é terreno fértil para o assédio. Só perde para saúde e
educação. Não é difícil saber o porquê quando se conhece a rotina de um
jornalista. Doutor em comunicação, o psicólogo José Roberto Heloani
mergulhou nas histórias desses profissionais, para o trabalho "Mudanças no
mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista", e
descobriu situações semelhantes em diversas redações.
*Luciano Veronezi*
As desavenças no jornalismo são produto de uma lógica competitiva, motivada,
muitas vezes, por um conflito de gerações. Ou seja, o mais jovem desqualifica o trabalho do mais velho, que não possui tanto domínio da tecnologia quanto ele. E quem tem mais idade, por sua vez, costuma classificar os chamados focas como irresponsáveis e ignorantes. "O isolamento é a mais comum das humilhações. Um elogio sutil, acompanhado de uma desqualificação profissional, também é uma atitude corriqueira. Cria-se um clima de desconfiança até que os próprios colegas começam a questionar o trabalho dessa vítima, isolando-a", explica o psicólogo.
Não há, por enquanto, uma avaliação empírica sobre quantos jornalistas sofrem assédio no Brasil. Mas no universo pesquisado por Heloani, 44
pessoas, 19% era alvo de agressões. As conseqüências são graves. Os homens costumam ter problemas cardíacos, gastrintestinais e de disfunção erétil. Já as mulheres sofrem com doenças hormonais, enxaquecas e queda de cabelo. Alcoolismo, uso de drogas e até tentativas de suicídio também ocorrem.
*Conheça o perfil dos agressores**
*Profeta * - Sua missão é "enxugar" o mais rápido possível a "máquina", demitindo indiscriminadamente os trabalhadores/as. Refere-se às demissões como a "grande realização da sua vida". Humilha com cautela, reservadamente. As testemunhas, quando existem, são seus superiores, mostrando sua habilidade em "esmagar" elegantemente
*Pitt-bull* - É o chefe agressivo, violento e perverso em palavras e atos. Demite friamente e humilha por prazer.
*Troglodita* - É o chefe brusco, grotesco. Implanta as normas sem pensar e todos devem obedecer sem reclamar. Sempre está com a razão. Seu tipo é: "eu mando e você obedece"
*Tigrão* - Esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de público que assista seu ato para sentir-se respeitado e temido por todos.
*Mala-babão* - É aquele chefe que bajula o patrão e não larga os subordinados. Persegue e controla cada um com "mão de ferro". É uma espécie de capataz moderno.
*Grande irmão* - Aproxima-se dos trabalhadores e mostra-se sensível aos problemas particulares de cada um, independente se intra ou extra-muros. Na primeira "oportunidade", utiliza estes mesmos problemas contra o trabalhador, para rebaixá-lo, afastá-lo do grupo, demiti-lo ou exigir produtividade.
*Garganta* - É o chefe que não conhece bem o seu trabalho, mas vive contando vantagens e não admite que seu subordinado saiba mais do que ele. Submete-o a situações vexatórias, como por exemplo: colocá-lo para realizar tarefas acima do seu conhecimento ou inferior à sua função.
*"Tasea" ("Ta se achando")* - Confuso e inseguro. Esconde seu desconhecimento com ordens contraditórias: começa projetos novos, para no dia seguinte modificá-los. Exige relatórios diários que não serão utilizados. Não sabe o que fazer com as demandas dos seus superiores. Se algum projeto é elogiado pelos superiores, colhe os louros. Em caso contrário, responsabiliza a "incompetência" dos seus subordinados
*Fonte*: assediomoral.org/conteúdo retirado de Barreto, M. Uma Jornada de
Humilhações. 2000 PUC/SP
segunda-feira, 3 de março de 2008
Dicas importantes
Barros, antropóloga
www.fazervaleralei.blogspot.com – blog com subsídios(livros, eventos, links) para auxiliar a implementação da Lei nº 10.639/03
www.socursosgratis.blogspot.com – divulgação de cursos, seminários e palestras grátis, prensenciais e à distância
www.trabalhartrabalhar.blogspot.com – blog voltado à divulgação de oportunidades de trabalho no Brasil, especialmente na Região Nordeste
www.casosecoisasdogenero.blogspot.com – blog com textos, poesias, divulgação de eventos relacionados à temática Gênero
www.trocatudosemdinheiro.blogspot.com – blog destinado à troca de objetos usados.
www.cursobgirls.blogspot.com – blog do Curso de Formação de B-Girl, promovido pela Rede Aiyê Hip Hop em parceria com o Fundo ângela Borba de Recursos para Mulheres
Caixa Econômica Federal oferece CPF gratuito para mulheres
As mulheres que procurarem as agências da Caixa também terão acesso às políticas públicas do Governo Federal, no âmbito do Programa Fome Zero, como o Bolsa Família e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), além da abertura de contas (Caixa Fácil) e micro crédito.
Segundo a presidenta Maria Fernanda, a instituição demonstra sua preocupação com a melhoria da qualidade de vida das mulheres, promovendo ações que valorizem seus direitos como cidadãs. "Uma característica do sexo feminino é cuidar de tudo e de todos. Por isso, a Caixa prioriza o atendimento à mulher em suas ações e programas sociais".
Nos últimos quatro anos, a Caixa beneficiou mais de um milhão de mulheres. Segundo levantamento realizado na folha de pagamento do programa Bolsa Família, 10,2 milhões de famílias beneficiadas são chefiadas por mulheres. Desse total, 2,8 milhões não possuem CPF, o que impossibilita que essas mulheres sejam econômica e socialmente ativas.
Documentação necessária para emissão de CPF
Mulheres maiores de 18 anos:
- Documento de Identificação que comprove a filiação;
Mulheres de 16 anos a 18 anos incompletos:
- Documento de Identificação que comprove a filiação;
- Título de Eleitor (opcional).
Mulheres de 16 anos a 18 anos incompletos (realizado pelo responsável legal):
- Certidão de Nascimento ou Documentos de Identificação que comprovem a filiação;
- Documento de identificação de um dos pais, tutor, curador ou responsável pela guarda em virtude de decisão judicial;
- Documento que comprove a tutela, curatela ou responsabilidade pela guarda, conforme o caso, de incapaz ou interdito;
- Presença de um dos pais, tutor, curador, ou da pessoa responsável por sua guarda em virtude de decisão judicial, conforme o caso;
- Título de Eleitor (opcional).
Mulheres menores de 16 anos, tuteladas, curateladas ou sujeitas à guarda judicial:
- Certidão de Nascimento ou Documentos de Identificação que comprovem a filiação;
- Documento de identificação de um dos pais, tutor, curador ou responsável pela guarda em virtude de decisão judicial;
- Documento que comprove a tutela, curatela ou responsabilidade pela guarda, conforme o caso, de incapaz ou interdito;
- Presença de um dos pais, tutor, curador, ou da pessoa responsável por sua guarda em virtude de decisão judicial, conforme o caso
Fundação Channel seleciona bolsistas
domingo, 2 de março de 2008
Seminário Vozes Negras Femininas - ES
Informações importantes.
Pedimos a gentileza que leiam com atenção:
1 - . Não temos como oferecer bolsas para participantes, sendo que cada um/a terá que arcar com as despesas de hospedagem e passagem durante o encontro.
Somente as palestrantes terão suas despesas pagas pela Organização doEncontro.
Caso seja necessário, pedimos a gentileza que solicitem, com antecipação, um convite oficial do encontro, para poderem conseguir financiamentos com terceiros para garantirem a sua participação no mesmo.
2. Estamos enviando uma lista de Hoteis, com preços acessíveis para os participantes do encontro
3.As inscrições para o seminário se encerram no dia 15 de Março de 2008, e não estaremos aceitando inscrições após essa
data, pois as vagas são limitadas.
Pedimos também que respondam ao questionário anexo a ficha, para avaliarmos o perfil de cada participante.
Envio da ficha de inscrição pelo email:
nzingambandi77@yahoo.com.br
4. Nas próximas semanas, estará disponível a programação do evento, e pedimos a gentileza que aguardem.
Atenciosamente
Janaína Silva
Nzinga Mbandi
Sexo e cérebro
Até 4 ou 5 anos de idade, as meninas tendem a aprender mais facilmente do que os meninos. Na puberdade acontece o mesmo. Os dois períodos correspondem à intensa produção do hormônio masculino testosterona. Agora, surgem evidências de que uma coisa esta ligada à outra. Descobriu- se que a testosterona atrasa o crescimento de certas zonas do cérebro quando sua secreção é elevada. Mas isso não significa que os homens ficam menos inteligentes. Pois o crescimento mais lento de certas zonas cerebrais favorece o desenvolvimento mais rápido de outras. Daí os homens tendem a ser mais aptos que as mulheres para as ciências exatas, enquanto elas seriam melhores em atividades relacionadas com a linguagem.
Fonte: Revista Superinteressante, jan, 1988.




