Calendário Feminista - Novembro

20 - Dia Nacional da Consciência Negra
25 - Dia Internacional de Luta pela Não-Violência Contra a Mulher
Início da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo
27 - Ratificação pelo Brasil em 1995 da Convenção de Belém do Pará

quarta-feira, 25 de junho de 2008

"Quinta Temática" discute Violência contra a Mulher - BA


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Observatório lança livro "Questões de Sexualidade - Ensaios Transculturais"

O Observatório de Sexualidade e Política (SPW) e o Instituto de Estudos sobre o Desenvolvimento (IDS) da Universidade de Sussex, na Inglaterra, acabam de lançar o livro Questões de Sexualidade – Ensaios Transculturais. Trata-se da versão em português da publicação IDS Bulletin – Sexuality Matters, decorrente do seminário Realizing Sexual Rights (Realizando os Direitos Sexuais), que aconteceu em setembro de 2005, no IDS.

Com distribuição gratuita, a publicação reúne reflexões em torno das implicações do sexo e da sexualidade no desenvolvimento, a partir de artigos de ativistas de distintas regiões do mundo, relatando experiências inovadoras e bem-sucedidas na defesa dos direitos sexuais como direitos humanos nos seus respectivos países.

Para saber mais, clique aqui e acesse agora mesmo a versão em português do site do SPW!


Sobre o Observatório de Sexualidade e Política

O Observatório de Sexualidade e Política (Sexuality Policy Watch - SPW) é uma iniciativa global, cujo secretariado está sediado na ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids) e a língua oficial é o inglês. Composto por pesquisadores(as) e ativistas das mais diversas regiões do mundo e inspirado por iniciativas locais e internacionais, o SPW tem dois pilares: contribuir para debates sobre política global relacionada à sexualidade através de projetos de pesquisa acerca de dinâmicas sociais e políticas públicas; e promover vínculos mais efetivos entre as iniciativas de caráter local, regional e global.

Com o objetivo de ampliar o acesso às pesquisas e conteúdos desenvolvidos pelo fórum, o site do SPW também tem versões em espanhol e em português, onde, eventualmente, são disponibilizadas informações nestes idiomas.

Secretariado do Observatório de Sexualidade e Política
ABIA - Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS
www.sxpolitics.org
admin@sxpolitics.org
+55 21 2223-1040

sábado, 14 de junho de 2008

XVIII Vigília pelo Fim da Violência contra as Mulheres - BA

Terça feira, dia 17 de junho
Das 17 às 19 horas

Acontecerá na estação central da Lapa, Salvador/BA, a XVIII VIGÍLIA pelo fim da Violência contra as Mulheres, focalizando a Morte Materna.

Contamos com sua participação!
LEVE UMA VELA BRANCA

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Defesa de Tese sobre Homossexualidade feminina - SP

Tese de Doutorado em Ciências Sociais

Entre umas e outras: mulheres, (homo)sexualidades e diferenças na cidade de São Paulo
Regina Facchini


23 de junho de 2008
14 horas
Sala de Tese - Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
Universidade Estadual de Campinas - Unicamp - Campinas

Banca Examinadora:

Profa. Dra. Maria Filomena Gregori - Orientadora– IFCH/UNICAMP
Prof. Dr. Sérgio Luís Carrara - UERJ
Prof. Dr. Julio Assis Simões - USP
Profa. Dra. Mariza Corrêa - IFCH/Unicamp
Profa. Dra. Adriana Piscitelli - IFCH/Unicamp

Suplentes:

Profa. Dra. Jane Araújo Russo - UERJ
Profa. Dra. Regina Maria Barbosa – NEPO/UNICAMP
Profa. Dra. Heloisa Pontes – IFCH/Unicamp

SUS inicia este ano inscrições para cirurgia de troca de sexo

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer cirurgias de mudança de sexo (do masculino para o feminino) gratuitamente, até novembro deste ano. O anúncio foi feito pela diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Ana Maria Costa, durante a 1ª Conferência Estadual de Políticas Públicas para GLBTT do Rio de Janeiro. O pedido para a transgenitalização (troca de sexo) deverá ser feito no posto de saúde, que dará início ao processo. Entre a requisição e a cirurgia propriamente dita, deverão se passar 2 anos, obrigatoriamente - período em que o paciente se submeterá a um acompanhamento psicológico para ter certeza da decisão. "A cirurgia não tem como voltar atrás", disse Ana Maria. Segundo Ana Maria, há cerca de mil pessoas interessadas na transgenitalização. Fonte: Revista Fórum: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=3026

terça-feira, 10 de junho de 2008

Intercâmbio com o Canadá profissionaliza mulher carente do Norte e Nordeste

Representantes dos centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefet) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) participam de visita técnica à Associação das Universidades Comunitárias Canadenses — Association of Canadian Community Colleges (ACCC). O objetivo é conhecer a experiência canadense para o desenvolvimento, no Brasil, do projeto Mulheres Mil. O programa, em fase de implantação pela Setec, em cooperação com o governo do Canadá, beneficiará mil mulheres de 13 estados das regiões Norte e Nordeste.
“Para se ter idéia do que é a abrangência do processo de inclusão nas instituições canadenses, eu sou uma das beneficiadas”, disse Marti Ford, aborígine canadense que deu as boas-vindas à delegação brasileira. “Quando bati à porta da instituição, tinha 20 anos, era mãe solteira e sem profissão.”
Hoje, com duas graduações e mestrado, Marti é reitora da School of Indigenous Education, campi do Red River’s College. “Se a escola não tivesse esse trabalho de inclusão, eu não estaria aqui”, ressaltou.
O Sistema de Avaliação e Reconhecimento de Aprendizagem Prévia (Arap), que consiste no mapeamento e na certificação dos conhecimentos adquiridos no decorrer da vida, é uma das metodologias usadas pelos canadenses, dirigida aos imigrantes e aos aborígines, público-alvo das instituições. No Brasil, a experiência beneficiará as pessoas atendidas pelo Mulheres Mil.
“Queremos que várias brasileiras possam ter histórias semelhantes à de Marti Ford”, disse Natilene Brito, gestora do projeto no Maranhão. Ela avalia que o Arap adequa-se à realidade das beneficiadas. “Estamos trabalhando com mulheres de baixa renda. A maioria não concluiu o ensino fundamental, mas cozinha, faz artesanato e outras coisas”, destacou.
Segundo Natilene, a meta é oferecer o mesmo tipo de acesso que ocorre no Canadá, a partir do mapeamento dos conhecimentos e com o acompanhamento psicológico e social. “Isso evita a evasão e a perda de tempo porque a aluna é integrada ao curso de sua preferência, em grau compatível ao de seu conhecimento. Além disso, se ela sabe cozinhar, isso é certificado, o que ajuda na auto-estima”, ressaltou.
Outra experiência interessante, segundo Magda Zanotto, gestora em Alagoas, é a interlocução com o mundo do trabalho. As instituições fazem pesquisas de mercado para detectar as novas tendências. Na Universidade George Brown, por exemplo, um dos cursos oferecidos é o de conserto de ar condicionado para mulheres. “A demanda surgiu na população local, que teme abrir a casa para homens e confia mais nas mulheres”, revelou.
Em setembro, os canadenses virão ao Brasil para acompanhar a implementação dos projetos e promover oficinas de capacitação na metodologia Arap para os professores. Além do intercâmbio de experiências, a cooperação prevê repasse de recursos do governo canadense.
Participam da missão, que termina neste sábado, 7, representantes dos Cefets de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Tocantins. Durante a missão, foram visitadas instituições que oferecem cursos nas áreas de processamento de alimentos, pesca, artesanato e reciclagem de lixo, capacitações ofertadas pelo Mulheres Mil.
Assessoria de Imprensa da Setec

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Nota de repúdio contra a prisão do Sargento Laci Marinho de Araújo

É evidente o ato discriminatório que vitimou o sargento do Exército, Laci Marinho de Araújo, preso no último dia 3, em São Paulo, pela Polícia do Exército. A prisão do sargento Laci ocorreu sob a alegação de suposto crime de deserção.

Na realidade, o que houve foi uma retaliação por parte do Exército brasileiro, já que o militar assumira publicamente sua opção sexual em entrevista concedida à revista Época.


Na reportagem, o sargento Laci revelou ter um relacionamento de 10 anos com o também militar Fernando Alcântara de Figueiredo.


O Movimento Nacional de Direitos Humanos não pode deixar de manifestar o seu repúdio à atitude do comando do Exército Brasileiro.


O conselheiro nacional do MNDH, Renato Simões, representante do Regional São Paulo, integrou a delegação do Conselho Estadual dos Diretos da Pessoa Humana (CONDEPE/SP) que visitou - momentos após a prisão - o sargento Laci de Araújo e seu companheiro, sargento Fernando Alcântara, no Hospital Militar do Cambuci, em SP.

Foi possível constatar o trauma psicológico sofrido por ambos a partir da inusitada prisão – de caráter claramente homofóbico - realizada nas dependências da Rede TV pela Polícia do Exército.

Dizer quer as regras disciplinares do Exército autorizam procedimentos deste porte é escamotear a questão e pedir à sociedade brasileira que ignore o direto à livre orientação sexual do cidadão brasileiro (art. 5º, caput e art. 3º, inciso IV da Constituição Federal).

Não é a primeira vez que esta questão surge nas fileiras das Forças Armadas brasileira e não é a primeira vez que o acontecimento é manipulado e abafado.

O MNDH entende que já é tempo de as instituições nacionais abrirem debate sobre este e outros temas candentes, que perpassam todo e qualquer segmento da sociedade nacional.

É necessário que a defesa do militar seja feita e os danos sejam reparados, tanto no aspecto moral quanto material.

O CONDEPE/SP apresentou um rol de requerimentos ao Ministro da Justiça, a fim de obter providências que minimizem o mal causado e se ofereçam condições de integral tratamento e readaptação do sargento Laci às suas funções.

O MNDH reafirma sua perplexidade frente ao ato arbitrário e de pronto vai acompanhar o desdobramento do caso do sargento Laci:

* solicitando a designação de um advogado junto à Defensoria Pública da União;

* solicitando acompanhar e visitar o sargento Laci desde a sua chegada e durante toda sua permanência em Brasília;

* solicitando a constituição de junta médica pelo Conselho Federal de Medicina para emitir parecer alternativo com relação à saúde do militar;

* encaminhando Nota de Repúdio a ser divulgada na Conferência GLBT e a ser encaminhada ao Ministro da Defesa protestando contra a discriminação da qual foram vítimas os dois militares brasileiros.

Movimento Nacional de Direitos Humanos.

Brasília – 5 de junho de 2008.