Maiores informações acesse o site da SEPROMI.
Secretaria Luiza Helena de Bairros
Período: 05 a 08 de Agosto de 2009
Local: Escola Politécnica/UFBA - Salvador - Bahia
Instituições Coordenadoras do evento
No Brasil: NEIM/UFBA, UNEB/UFV/UFF e Univasf e Associação de Pesquisadores Negros da Bahia (APNB).
Na França: CRBC/EHESS (França)
A Coordenação do I Seminário Internacional, Gênero, Raça, Classe e Identidade Social no Brasil e na França, convida pesquisadoras/es franceses/as e brasileiras/os, estudantes de graduação e pós-graduação, especialistas, profissionais, integrantes dos diversos núcleos, centros e programas universitários e de pesquisa do Brasil e da França, assim como secretarias de governo, núcleos de gênero de empresas públicas, sindicatos, partidos políticos e outros, com pesquisas recentes sobre o tema, para debater sobre a relevância das intersecções de gênero, raça e classe e o lugar ocupado por grupos alvos de discriminações baseadas na percepção do corpo, particularmente de negros e mulheres no espaço social na França e no Brasil. O estudo da condição feminina e dos negros no espaço social compreende tanto a objetivação da posição relativa dessas populações através de mapas e tabelas estatísticas, quanto a análise de representações dessa posição relativa totalidade social e da memória histórica, ou ainda fundada em cosmologias religiosas provedoras de imagens da diáspora de afrodescendentes.
O interesse de nossa proposta é buscar relacionar as questões comuns ao estudos de gênero, raça e classe e suas intersecções, para examinar, simultaneamente, o que tem sido pensado sobre os descendentes de Africanos vivendo em outros continentes e o sentido das mobilizações com base na condição de negros/as para liquidar com as estigmatizações racistas e sexistas, promover a mobilidade social e aumentar sua liberdade de decidir sobre os destinos coletivos.
Os resultados poderão clarificar a eficácia de políticas públicas no sentido da superação das históricas desigualdades apontadas.
OBJETIVOS
Realizar o I Seminário Internacional, “Gênero, Raça, Classe e Identidade Social no Brasil e na França” com a participação de cientistas sociais franceses/as e brasileiras/os, com pesquisas recentes sobre o tema, para debater sobre a intersecção desses determinantes sociais e o lugar ocupado por grupos de negros no espaço social na França e no Brasil, especialmente os contingentes femininos.
Estimular o intercâmbio permanente entre França e Brasil, para avançarmos nas discussões, tanto teórico-metodológicas quanto políticas, que poderão melhor subsidiar a formulação de políticas públicas que visem a igualdade racial e de gênero.
Publicar um livro com os resultados do evento.
PROCEDIMENTOS E CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA AVALIAÇÃO
A idéia é trabalharmos em torno de mesas redondas, conferências e grupos de trabalho sobre os diversos temas relacionados. Para as mesas e conferências, convidamos vários/as estudiosos/as de renome da área, tanto nacionais como franceses.
Para os grupos de trabalho, haverá inscrições com envio de resumos espandidos que serão avaliados por uma Comissão Científica composta pelas seguintes universidades: UFBA,UNEB/ UFC/UFF e UNIVASF e Associação de Pesquisadores Negros da Bahia (APNB) e serão disponibilizados livro de resumo. Neste evento há a possibilidade de inscrição em duas modalidades: sem apresentação de trabalho(s) (ouvinte) ou com apresentação de trabalho (comunicação oral).
INSCRIÇÃO
COM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO
O evento está aberto à participação de pesquisadoras(es),doutoras/es, mestres/as estudantes de doutorado, mestrado, especialização e graduação mediante a apresentação de comprovante de pagamento da inscrição no evento. As inscrições com apresentação de trabalho aceito poderão ser realizadas até 30/07/2009.
As/os participantes deverão apresentar seus trabalhos escritos, previamente, para uma vez submetidos ao debate, serem publicados sob a forma de livros tanto na Europa quanto no Brasil. Cada participante tem direito a escolher dois GTs, sendo que o Comitê científico definirá o grupo de maior afinidade do trabalho e comunicará a/o participante.
GRUPOS DE TRABALHO (GTs)
GT1: Diáspora Africana na perspectiva dos estudos de gênero e raça
GT2: Sexualidade, Gênero e Raça
GT3: Políticas Públicas de Promoção da Igualdade racial e de gênero
GT4: Estudos de Gênero e Raça no Brasil e na França
GT5: Movimentos Sociais e as Relações de Gênero e Raça
GT6: Geração, Negritude e Feminismo
GT7: Juventude Negra: Desafios Contemporâneos do Feminismo
GT8: Mulheres, Terreiros e Quilombos Rurais e Urbanos
GT9: Questão Indígena na perspectiva de gênero e etnia
Essa modalidade de inscrição dá direito a certificação como apresentação de trabalho atendendo ao critério de no mínimo 75% de presença no Evento e apresentação do trabalho por uma/um das/dos autores/as. Não haverá devolução das taxas de inscrições pagas em nenhuma hipótese.
Data limite para envio de resumo expandido e trabalho completo: 10/07/09
Data de divulgação do aceite de trabalhos: 24/07/09
Data limite para inscrição com trabalho aceito: 30/07/09
Data limite para inscrição como ouvinte: 05/08/09
VALOR DA TAXA PARA ESTA CATEGORIA:
Profissionais/Pesquisadoras(es), doutoras/es R$ 70,00
Professores/as de Escolas Públicas e Particulares (nível superior) R$ 60,00
Estudantes de pós-graduação:mestrado, doutorado e especialização R$ 50,00
Estudantes de graduação: R$ 30,00
ESPECIFICAÇÔES DO RESUMO EXPANDIDO
• Formato Word, de 03 a 04 páginas, com espaço 1,5 e fonte Arial tamanho 12 com o arquivo correspondente em formato pdf.
• O título deve ser seguido do nome dos autores (máximo de 2) do trabalho com seus vínculos institucionais.
• Os trabalhos também devem ser enviados por e-mail, arquivo em Word, com o arquivo correspondente em formato pdf.
PARA MESAS REDONDAS
• Os trabalhos devem ser enviados por email, até dia 20/07
• Formato Word, no máximo 15 páginas, com espaço 1,5 e fonte Arial tamanho 12 com o arquivo correspondente em formato pdf.
• O título deve ser seguido do nome dos autores (máximo de 2) do trabalho com seus vínculos institucionais.
SEM APRESENTAÇÃO DE TRABALHO
Essa modalidade de inscrição destina-se aos movimentos sociais, profissionais de secretarias de governo, núcleos de gênero de empresas públicas e privadas, sindicatos, partidos políticos e outros, que buscam as questões relativas às relações de gênero, raça, classe e identidade social nos países proponentes. Essa modalidade de inscrição dá direito a certificação como participante, atendendo ao critério de no mínimo 75% de presença no Evento.
VALOR DA TAXA PARA ESTA CATEGORIA:
Profissionais/Pesquisadoras(es), doutoras/es R$ 60,00
Professores/as de Escolas Públicas e Particulares (nível superior) R$ 50,00
Estudantes de pós-graduação:mestrado, doutorado e especialização R$ 40,00
Estudantes de graduação: R$ 20,00
Movimentos Sociais: R$ 10,00
E-MAIL PARA INSCRIÇÕES: seminariobrasilfranca@gmail.com
NEIM/UFBa - Salvador - Bahia
COORDENAÇÃO GERAL
Cecilia Maria Bacellar Sardenberg (NEIM/UFBA)
Antonia dos Santos Garcia (PPGNEIM/UFBA)
Márcia Macedo (NEIM/UFBA)
Salete Da Dalt (Coordenadora de pesquisa do DataUff /UFF)
Afrânio-Raul Garcia - CRBC/EHESS (França)
Mônica Schpun (EHESS/França)
Tobossis Virando a Mesa é um programa online semanal que vai ao ar todas as quartas-feiras nos sites youtube.com, vidilife.com e tantos outros, além do nosso blog. Diante da ausência de programas que privilegiem e destaquem as lutas, conquistas e desafios da Mulher Negra no campo midiático, Tobossis decide virar a mesa e ocupar um dos campos determinantes no processo de construção identitário: o campo da Imagem, da Comunicacao, portanto. Demarcamos aqui um dos territórios no qual a voz da mulher negra será ouvida e respeitada, afim de estabelecer o diálogo com outras mulheres e homens, negros ou não, a partir do nosso lugar, olhar e percepção de mundo.
Tobossis Virando a Mesa dá continuidade a luta de Lélias, Mahins, Rosas, Bells, Marias, Menininhas, Senhoras, Ciatas, Franciscas, Jandiras, enfim, todas as mulheres negras, reconhecidas ou não, que lutaram da maneira que foi possível para que chegássemos até aqui.
Com temas variados, Tobossis conta com a participação de três negras mulheres para virar a mesa: a estudante e esteticista Marah Akin, a jornalista e poetisa Mel Adún e a jornalista e musicista Víviam Caroline.
Idealizado e realizado pelo grupo Abará Tabuleiro da Comunicação, Tobossis Virando a Mesa nasce com a intenção de também chacoalhar a rede!
Veja os programas já exibidos:
Ser Mulher Negra - 28 de maio 2009;
Afro-Balzac; E agora 30? - 5 de junho de 2009;
Juventude Negra - 11 de junho de 2009
http://tobossis.blogspot.com/
De onde surgiu o nome Tobossis: as Tobossis são energias femininas e infantis, cultuadas na Casa das Minas no Maranhão. Muitas pessoas tendem a confundir as Tobossis com os Êres (energias infantis), comuns nas religiões de matriz africana.
As Tobossis pertenciam a nobreza africana – da antiga Dahome, atual Benin. A líder das Tobossis se chamava Nochê Naé, a grande matriarca da família Davice, ancestral da família real de Dahome (família do Abomey), considerada por eles, a mãe de todos os Voduns.
Para receber uma Tobossis era necessário uma iniciação específica. O principal Vodun da casa escolhia um grupo de filhas de santo, as voduncirrês, formando assim o Barco das Meninas ou Barco das Novidades, preparatório para a feitura das Tobossis.
Depois de iniciadas, as filhas de santo se tornavam vodunsi - gonjaí. Ao contrário dos Êres, uma Tobossi só vinha em uma determinada gonjaí. Quando a mesma morria, sua Tobossi nunca mais voltava. O último barco que se tem conhecimento foi de 1913/1914 e a última gonjaí faleceu na década de 70. Desde então nunca mais se teve notícias das Tobossis ‘em terra’.
O visual das Tobossis também era singular; usavam saias coloridas, pulseiras feitas com búzios e coral e uma manta de miçangas coloridas. Gostavam de brincar e dançar, além de passar dias incorporadas.
ELAS – Fundo de Investimento Social, em parceria com outros 2 Fundos integrantes do Consórcio de Fundos de Mulheres da América Latina, Fondo
O Consórcio Latino Americano e do Caribe de Fundos de Mulheres, tem o objetivo de buscar, mobilizar, distribuir e ampliar os recursos financeiros, assim como contribuir para o fortalecimento do movimento de mulheres e a construção de múltiplas capacidades das diversas organizações de direitos humanos das mulheres adultas e jovens, bem como de meninas da região.
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Especificidade deste Concurso
Tema Geral: “DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA DAS MULHERES JOVENS”.
Objetivos do Concurso:
1. Estimular a articulação das organizações de mulheres jovens (18 a 29 anos) com as demais organizações de mulheres e feministas, com vistas ao desenvolvimento de ações locais de grande impacto e de curto prazo para consolidar os direitos humanos e de cidadania das mulheres jovens.
2. Incentivar o protagonismo das mulheres jovens e sua capacidade de articulação através de donativos semente que permitam a promoção de sua participação em espaços de incidência.
Foco do Concurso:
Direito das mulheres jovens nas áreas de:
· Educação
· Cultura
· Saúde
· Formação política
· Sexualidade e reprodução
· Comunicação
· Diálogo inter-geracional e com o movimento feminista
· Incidência em espaços de poder
Atividades desejadas:
· De capacitação e difusão dos direitos das mulheres jovens nas áreas mencionadas;
· De reivindicação de direitos e políticas públicas para as mulheres jovens, ainda sem regulamentação ou cujo exercício seja reduzido;
· De articulação com outras redes de jovens, feministas e de direitos humanos nas áreas mencionadas com vistas ao fortalecimento das redes de mulheres jovens e divulgação de seu ideário;
· De fortalecimento das redes de mulheres jovens, de modo a evidenciar sua capacidade de produzir mudanças como atrizes políticas significativas;
· Campanhas locais nas áreas de direitos das mulheres jovens.
Regiões Geográficas: todos os Estados da Federação.
Público Alvo: grupos e organizações de mulheres jovens do Brasil, principalmente jovens afro-descendentes, indígenas, lésbicas e bi-sexuais.
Montante dos Recursos
Para este Concurso, contamos com U$ 130.000,00 (cento e trinta mil dólares) para serem doados a projetos de grupos de jovens dos 3 Fundos do Consórcio, mas cada projeto deverá ser orçado entre U$ 4.000,00 e U$ 10.000,00 (quatro mil e dez mil dólares).
Duração do Projeto: 08 meses (de 1º de setembro de 2009 a 30 de maio de 2010)
Atenção: cada grupo ou organização só poderá enviar 1 (um) projeto.
Critérios de Participação
· Poderão participar todos os grupos ou organizações de mulheres do país.
· No caso de grupos de mulheres que se encontrem dentro de um grupo ou organização mista, poderá enviar um projeto desde que o faça como um grupo autônomo, desvinculado do grupo ou entidade onde está inserido. O recurso será enviado diretamente para a conta da organização ou de uma pessoa integrante do grupo, que terá que assinar um termo de compromisso e será responsável por repassar os recursos e por cumprir as exigências do Concurso.
· A organização não necessita estar formalmente registrada, embora isso seja desejável (poucos financiadores apóiam grupos informais).
· A organização não poderá ter cunho religioso e partidário de nenhum tipo.
· As organizações que não cumpram com estes requisitos, não serão consideradas no concurso.
Critérios de Seleção
A avaliação e seleção dos projetos caberá unicamente ao Conselho Deliberativo do ELAS - Fundo de Investimento Social. Para saber quem são nossas conselheiras, entre no nosso site: www.fundosocialelas.org em “Equipe e Conselhos”.
Os seguintes critérios serão levados em conta na avaliação do projeto:
· Defesa e promoção dos direitos humanos das mulheres jovens;
· Adequação do projeto aos objetivos gerais do concurso;
· Promoção de mudanças na vida das mulheres jovens;
· Potencial para ser multiplicado em outros locais;
· Idoneidade e histórico do grupo ou organização proponente;
· Organizações ou grupos que tenham menos acesso a recursos terão prioridade.
Como participar
Para participar é necessário preencher o formulário para solicitação de financiamento que se encontra em anexo. Ele tem três partes: as duas primeiras (I e II) contém as informações necessárias sobre o grupo ou organização. Você deve preenchê-las e colocá-las num envelope à parte com o título: Dados de identificação. A terceira parte (III) contém as informações sobre o projeto e deve vir com o pseudônimo (nome fantasia) da organização. Essa é a parte que você deve enviar com cópia para o Fundo, juntamente com o envelope com os dados de identificação (partes I e II), em outro envelope, com o endereço do ELAS – Fundo de Investimento Social, que se encontra no final deste formulário.
Obs: Não serão aceitas propostas enviadas via correio eletrônico. Os projetos que não obedecerem às especificações solicitadas, não serão aceitos.
Prazo de início: dia 15 de junho de 2009
Prazo Final: dia 15 de julho de 2009 (não vale o carimbo de correio, antes desta data o projeto deve ter dado entrada na sede do ELAS).
Período de seleção: segunda quinzena de julho e primeira quinzena de agosto de 2009
Divulgação dos resultados: 17 de agosto de 2009
Início dos projetos: 01 de setembro de 2009
Encerramento dos projetos com prestação de contas narrativa e financeira: 31 de maio de 2010
Dia: 19/06/2009
Horário: 9h às 12:30h
Local: Sala 215, prédio 43211 (Instituto de Letras) - Porto Alegre/RS
A CEPIA, em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher lança uma campanha para que as mulheres tenham o direito de decidir pela interrupção da gravidez em casos de anencefalia.
A campanha tem como objetivo maior sensibilizar a opinião publica sobre o sofrimento imposto a uma mulher e a sua família de levar a termo uma gravidez de um anencéfalo. A anencefalia, ou ausência de cérebro, é uma má formação fetal irreversível e incompatível com a vida que pode ser detectada por ultrasonografia ainda no estágio inicial da gestação. Entretanto, o Código Penal Brasileiro, instituído em 1940, não permite a interrupção da gestação nestas circunstâncias.
O lançamento desta campanha, através da mídia impressa, de outdoors, banners, cartazes e postais a serem enviados ao Congresso Nacional se dá em momento estratégico. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá apreciar e votar esta matéria ainda este ano.
Apesar da anencefalia ser irreversível, as leis são reversíveis e devem ser compatíveis com a dignidade humana.
Ajude na divulgação desta campanha !