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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Seminário “Lugar de Mulher é também no Hip Hop” - BA

O Núcleo Hip Hop Coisa de Menina realiza o 1º Seminário “Lugar de Mulher é também no Hip Hop” que acontece nos dias 14 e 15 de agosto (sábado e domingo), das 08h, às 18h, no Espaço Cultural África 900 – Avª Carlos Gomes – Salvador. O seminário irá reunir mulheres do hip hop soteropolitano com o objetivo de pautar, discutir e construir mecanismos para a legitimação, a profissionalização e o fortalecimento das mulheres do movimento hip hop local.

Hoje o hip hop passa por uma importante fase de crescimento, fortalecimento e afirmação. Presente em diversos municípios da Bahia o hip hop vem a alguns anos interferindo de forma positiva na vida de jovens e adultos, homens e mulheres,  tendo uma atuação de cunho sócio-politico-cultural durante os seus 14 anos no estado da Bahia.

Segundo uma das coordenadoras do evento Mara Asantewaa, apesar do hip hop ser um movimento de caráter libertário e com uma discussão a cerca das relações de gênero, ainda hoje esse movimento que luta contra as discriminações, ainda discrimina e invisibiliza a atuação das mulheres em grande parte do cenário nacional. “Nesse sentido, nós do Núcleo Hip Hop Coisa de Menina estamos fazendo intervenções a fim de ampliar e fortalecer a participação e organização das mulheres no movimento, com o objetivo de garantir o protagonismo feminino e a construção de uma pauta anual que garanta o nosso fortalecimento”, declara Mara Asantewaa.

Serviço:
O quê? 1º Seminário “Lugar de Mulher é também no Hip Hop”
Quando?
 14 e 15 de agosto
(sábado e domingo), das 08h, às 18h.
Onde?
Espaço Cultural África 900 – Avª Carlos Gomes – Salvador.
Quanto? GRATUITO

PROGRAMAÇÃO:

Sábado, 14 de agosto de 2010
- 08hs - Abertura
- 09hs - Bate papo: O Cenário Atual do Hip Hop e a Atuação da Mulher no Movimento Baiano
- 10hs – Trabalho em grupo com o tema “Qual o Lugar da Mulher no Hip Hop?”
- 11hs – Exposição dos Trabalhos
- 12h30min – Intervalo p/almoço
- 13hs– “Microfone Aberto”
- 14hs – Dinâmica com Negramone
- 14h20min – Bate papo:  “A Importância da Profissionalização dos Quatro Elementos do Hip Hop Pelas Mulheres”
- 17h00min – Encerramento.

Domingo, 15 de agosto de 2010
- 08hs – Dinâmica de Aquecimento;
- 08h30min – Bate papo: A Mulher no Hip Hop, Perspectivas e Obstáculos
- 11hs -  Trabalho em grupo: Construção de um Calendário de Atividades
- 12h30min – Intervalo p/almoço
- 14hs – Apresentação do Calendário de Atividades do Calendário discutido pelos GTs.
- 17hs – Avaliação e encerramento com apresentações artísticas, discotecagem e Ajehum ( lanche).

Mais informações:
Mara Asantewaa - (71) 8774-6752  
Cíntia Ribeiro - (71) 3321-5301

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pesquisa sobre Sexualidade e Prostituição - BA

O Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade (Nugsex Diadorim), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da UNEB, está convidando estudantes, professores e técnicos administrativos da universidade, exclusivamente do sexo masculino (maior de idade), para participar da pesquisa Sexualidade e Prostituição.

O estudo - realizado pela professora Silvia Perez, da Universidade de Vigo, na Espanha, que está como pesquisadora-visitante do Diadorim sob a supervisão da coordenadora do núcleo, Suely Messeder - pretende determinar a matriz cultural do homem brasileiro, a visão das mulheres a partir do imaginário social e as principais características do consumo de sexo pago.

Para participar o interessado deve preencher - até o mês de setembro - o questionário on-line acessível no site do Diadorim.

Silvia Perez ressalta que a pesquisa não se limita à UNEB, estando aberta à participação do público masculino da Bahia.

O trabalho, que visa mapear os hábitos sexuais dos homens baianos, vai complementar as pesquisas já realizadas na comunidade espanhola de Galícia, possibilitando uma análise comparativa dos perfis masculinos entre as duas localidades.

"Vamos analisar a contribuição do sexo pago para a construção do machismo e até mesmo da autoestima masculina nas sociedades", explica Silvia.

O sigilo das informações fornecidas pelos participantes e a utilização dos dados unicamente para fins do estudo acadêmico foram assegurados pela coordenação do Diadorim.

Segundo Suely Messeder, a iniciativa de aplicar essa pesquisa na Bahia, com o apoio do núcleo da UNEB, surgiu a partir da sua tese de doutorado, realizada em 2008 na Espanha, também sobre masculinidade.

"Por intermédio de uma pesquisadora com quem trabalhei lá, Silvia Perez conheceu o trabalho do Diadorim e pediu para realizar esse estudo aqui. Estamos apoiando a divulgação do questionário on-line e dos trabalhos de campo, como idas a locais específicos de sexo pago para conhecer mais de perto essa realidade", conta Suely.

Para a coordenadora do Nugsex, essa é mais uma oportunidade de tornar o Diadorim internacionalmente reconhecido por realizar e apoiar pesquisas acadêmicas na área de gênero e sexualidade.

"Estudos assim nos permitem também questionar a masculinidade, algo que era inquestionável há não muito tempo. Antes, apenas a mulher era questionada", salienta a coordenadora, adiantando que a pesquisa já foi aplicada no Campus XIX da UNEB, em Camaçari.

III Seminário de Mulheres Negras da UESB - BA

 Apresentação

Nós educadores sabemos das dificuldades enfrentadas pelos docentes para a abordagem da temática da diversidade em suas práticas pedagógicas. Isso se deve, dentre outros: à ausência da abordagem dessa temática nos cursos de formação de professores, seja em nível médio ou superior; ao currículo monocultural que tem caracterizado a história educacional brasileira; à nossa formação sócio-histórica, em que o mito da democracia racial ainda se faz presente no imaginário de muitos docentes, perceptível, por exemplo, quando entrevistamos docentes da educação básica sobre a questão do preconceito racial e ele/as nos informam sobre a inexistência de práticas racistas na escola e, ao realizarmos observações do cotidiano escolar, ainda presenciamos essas práticas.

Em pesquisa concluída no final de 2009 sobre as relações etnicorraciais no cotidiano docente em classes dos anos iniciais do ensino fundamental, podemos verificar as dificuldades por que passam os docentes para trabalhar com a essa temática e, em conseqüência, a exposição cotidiana a que estão expostas as crianças negras.


Assim, a realização deste evento pretende reunir educadores, estudantes dos cursos de licenciatura e lideranças de movimentos sociais para discutir a temática das relações etnicorraciais. Nesta segunda edição do seminário, também realizaremos, em conjunto com a Associação Cultural Agentes de Pastoral Negros, o III Seminário de Mulheres Negras.


A edição do Seminário de Mulheres Negras constitui-se num instrumento através do qual será possível identificar as carências e as potencialidades das mulheres negras moradoras das comunidades urbanas e das comunidades remanescentes de quilombo de Vitória da Conquista e da Região Sudoeste da Bahia em seus múltiplos aspectos: políticos, sociais, educacionais, econômicos, filosóficos e afetivos, além de trazer à tona questões inerentes às comunidades quilombolas e que afetam diretamente a qualidade de vida das mulheres negras, tais como identificação dos quilombos, mobilização e organização das quilombolas, auto-reconhecimento, censo das comunidades, formação associativista, concepção de projetos de infra-estrutura e valorização e reconhecimento cultural, assistência técnica, agrícola e implantação de programas para o desenvolvimento socioeconômico.


A realização deste evento objetiva:
  • Reunir estudantes e pesquisadores da temática das relações etnicorraciais para o debate de questões concernentes à mesma em nível local, estadual e nacional;
  • Discutir a necessidade de os governos assegurarem assistência à saúde de forma adequada às peculiaridades bio-socioculturais das mulheres negras, inclusive na melhoria e/ou na implantação dos serviços de saúde com qualidade nas comunidades periféricas e quilombolas;
  • Discutir estratégias para o fortalecimento da tradição cultural das mulheres quilombolas, com a realização de campanhas de sensibilização, valorização e difusão da cultura quilombola; identificação, tombamento, recuperação e preservação de sítios históricos e arqueológicos de relevância cultural e registro das tradições e história, respeitando os segredos da oralidade.
 

PROGRAMAÇÃO
21 DE OUTUBRO DE 2010

08:00às 10:00 h - Credenciamento
09:00 h - Mesa oficial de abertura
09:30 às 10:30h - Conferência de abertura: A mulher negra no Estado da Bahia
10:30 às 12:00h
Mesa redonda 1: Negros no ensino superior: políticas de acesso e permanência
Mesa redonda 2: Educação em comunidades quilombolas e aldeias indígenas
Mesa redonda 3: Saúde da mulher
14:00 às 16:00h - Oficinas
16:00 às 18:00h - Mini-cursos
18:00h - Atividade cultural
18:30h - Lançamento de livros
19:00h - Palestra: Aspectos jurídicos do Estatuto da Igualdade Racial

22 DE OUTUBRO DE 2010
08:00 às 09:30h
Mesa redonda 4: Imagens e representações da mulher em artefatos culturais
Mesa redonda 5: A Lei 10639/03 no Estado da Bahia
Mesa redonda 6: Negros e mestiços: história e relações de gênero
09:30 às 11:30h - Mini-cursos e oficinas
11:30h - Atividade cultural
14:00 às 16:00h - Sessão de comunicações
16:00h às 17:00h
Premiação dos projetos de trabalho sobre Educação e Diversidade desenvolvidos por escolas da educação básica.
Premiação do concurso de redação sobre Diversidade e educação
17:00h - Conferência de encerramento: Ações e políticas governamentais para a implementação da Lei 10639/03

domingo, 8 de agosto de 2010

Começa votação das indicadas ao Troféu Palmares

As personalidades femininas que receberão o Troféu Palmares, este ano, serão escolhidas em votação aberta, a partir de hoje (06/08/10), pela Internet. As três homenageadas serão escolhidas entre as 15 mulheres selecionadas a partir de uma ampla consulta, envolvendo todo o quadro funcional da Fundação Cultural Palmares - servidores, funcionários e terceirizados.


Essa é a terceira edição do Troféu, instituído para homenagear personalidades da sociedade brasileira que contribuem para o exercício do respeito à diversidade e à cidadania, com especial atenção à causa afro-brasileira. Outro diferencial deste ano é a ênfase na questão de gênero: somente mulheres estão concorrendo ao prêmio, que será entregue durante as comemorações do 22º aniversário da Fundação Cultural Palmares.

O PROCESSO - A escolha das homenageadas começou em julho último, com a indicação de mais de 30 candidatas, pelo corpo funcional da Palmares. Desta primeira lista, o corpo diretivo da Fundação selecionou os 15 nomes que participarão da votação aberta (ver lista). Cinco para cada um dos campos previstos pelo regulamento - o cultural, o social e o religioso.

A votação aberta começa hoje e prossegue até o próximo dia 15, bastando para isso clicar aqui e seguir as instruções, pois o sistema é auto-explicativo. As candidatas mais votadas em cada campo receberão o Troféu Palmares 2010, no próximo dia 20, no Teatro Nacional de Brasília, constituindo- se no ponto alto das atividades comemorativas do aniversário da Fundação.

Aliás, as homenagens da Palmares ao sexo feminino não se resumem à entrega do Troféu. Fechando a noite do dia 20, acontecerá o show Mães D´ Água, protagonizado por sete talentosas cantoras negras do Brasil: Alaíde Costa, Daúde, Luciana Mello, Margareth Menezes, Mart´nália, Paula Lima e Rosa Maria, que sobem ao palco acompanhadas por uma banda-base e uma super orquestra de 45 músicos.


O TROFÉU - O Troféu Palmares foi instituído em 2008, para homenagear personalidades brasileiras, por seu trabalho em defesa da sociedade. No primeiro ano de realização, receberam a estatueta a atriz Zezé Mota, a Yalorixá Mãe Stella de Oxóssi e o ministro da Cultura, Juca Ferreira. No ano passado, os agraciados foram Mãe Beata de Iemanjá, Esther Grossi e Haroldo Costa.

Confira, abaixo, a lista de candidatas e contribua para essa grande homenagem à mulher brasileira. 

Indicadas


1. Campo religioso
 
Irmã Estelita, a Juíza Perpétua da Boa Morte. Aos 104 anos, é a mais antiga integrante da Irmandade da Boa Morte, confraria feminina afrocatólica composta por descendentes de escravos africanos. Instalada no Recôncavo Baiano, tem forte significado político, social e religioso. Patrimônio Imaterial da Bahia, a Festa da Boa Morte, que acontece este mês, mistura elementos do catolicismo e do candomblé e é considerada uma das mais importantes manifestações culturais do estado.
Mãe Carmem, a Yalorixá do Terreiro do Gantois. Mãe Carmem é a filha mais nova de Mãe Menininha do Gantois e irmã caçula de Mãe Cleusa Millet, sua antecessora. Foi iniciada no Candomblé para Oxalá quando ainda era criança. Após a morte de Mãe Cleusa, em 1998, assumiu o Ilê Iyá Omi Axé Iyamassé, o terreiro mais famoso do Brasil, localizado em Salvador (Bahia). Ela traz o segredo do Axé, tendo ao seu lado as duas filhas: Angela de Oxum e Neli de Oxossi.
Mãe Meninazinha d´Oxum,
a Yalorixá do Terreiro Ilê Omulu e Oxum. Mãe Meninazinha D`Oxum é neta e herdeira espiritual de Iyá Davina, tendo sido declarada Yalorixá antes mesmo de nascer. Fundadora da Sociedade Civil e Religiosa Ilê Omolu e Oxum, localizada em São João de Meriti (RJ), entende ser necessário ampliar a função religiosa da comunidade-terreiro para a de agente disseminador de informação para a população do terreiro e do seu entorno.
Mãe Neide Oyá D`Oxum, a Mãe Neide. Iniciou-se no Kardecismo aos 16 anos, passando, posteriormente, a participar de cultos afro-brasileiros, até fundar o Grupo União Espírita Santa Bárbara (GUESB), hoje uma ONG de auxílio material e espiritual de comunidades desassistidas. Dentre outras ações sociais que desenvolve, destaca-se a contribuição diária para a alimentação das comunidades quilombolas de União dos Palmares, que foram devastadas pelas últimas enchentes no estado de Alagoas.
Mãe Railda, a primeira mãe de santo do Distrito Federal. Railda Rocha Pitta, do Terreiro Opô Afonjá Ilê Oxum, é uma das mais respeitadas lideranças religiosas do País, desenvolvendo um significativo trabalho de auto-afirmação da negritude na capital do Brasil. A religiosa reivindica, dentre outras ações afirmativas, o acesso do povo negro às instâncias de poder, sendo uma intransigente defensora do sistema de cotas.

2. Campo cultural
 
Chica
 Xavier.
Atriz de cinema, teatro e televisão, é figura emblemática da luta pela igualdade racial e do combate ao preconceito religioso, tendo recebido, em 2009, o título de Cidadã do Estado do Rio de Janeiro e o diploma Zumbi dos Palmares, da Assembléia Legislativa do Rio. Dentre os trabalhos que marcaram sua carreira, destacam-se o filme "Assalto ao trem pagador" (1962), dirigido por Roberto Farias, e a novela "Os Ossos do Barão" (1973), de Jorge Andrade (Rede Globo de Televisão).
 
Elisa Lucinda.
Escritora e atriz, atua, com sucesso, em teatro, cinema e televisão. "A menina transparente" , poema de estréia na literatura infantil, recebeu o Prêmio Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Por meio da escrita, como a poesia "Mulata exportação", e da postura cotidiana - não aceitou, por exemplo, alisar o cabelo para interpretar uma médica, em uma novela da Rede Globo de Televisão", está sempre denunciando os preconceitos e discriminações da sociedade.
 
D. Ivone Lara.
Cantora e compositora carioca, foi a primeira mulher a ingressar, em 1965, na Ala dos Compositores da Escola de Samba Império Serrano. A definição do diretor de shows Túlio Feliciano resume a identidade artística da vencedora do Prêmio Shell de MPB de 2002: "A síntese do samba, aquela que tem o ritmo dos tambores do jongo e a riqueza melódica e harmônica do choro. No seu canto intuitivo está um pouco da África e do negro americano".
 
Lia de Itamaracá. Cirandeira pernambucana, Maria Madalena Correa do Nascimento ficou conhecida como Lia de Itamaracá, nos anos 60, quando a cantora e compositora Teca Calazans gravou a quadra "Esta ciranda quem me deu foi Lia/ que mora na Ilha de Itamaracá". Apesar de cantar e compor desde a infância, somente em 1977 gravou o primeiro disco, "A Rainha da Ciranda". Desde 2005, carrega o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.
 
Selma do Coco. Cantora e compositora pernambucana, Selma do Coco é legítima representante de um ritmo que remonta ao Quilombo dos Palmares. Entre os destaques de sua trajetória artística estão o Prêmio Sharp de 1999, que ganhou com o disco "Minha História"; o Concurso Público do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco, promovido pelo governo do estado, e do qual foi uma das vencedoras; e o 32º New Orleans Jazz & Heritage Festival, do qual foi a principal atração brasileira.



3. Campo social


ALAÍDE DO FEIJÃO. Especialista na culinária afro-baiana e grande conhecedora da cultura ancestral africana, Alaíde da Conceição mantém um pequeno restaurante no Centro Histórico do Salvador, de onde acompanha e participa, ativamente, do desenvolvimento da luta contra o racismo na cidade. Viu nascerem algumas das principais entidades negras da Bahia, como o Ilê Aiyê e o Olodum, alimentando, com seu suculento feijão, idéias e ações de boa parte das lideranças negras baianas.

Jurema Werneck. Carioca, nascida no Morro dos Cabritos, em Copacabana, Jurema Werneck começou a participar do movimento de mulheres negras do Rio de Janeiro na segunda metade da década de 80. Graduada em medicina, integra, atualmente, o Conselho Nacional de Saúde e coordena a ONG Criola - uma das trincheiras que usa na luta para vencer o racismo, o sexismo e a lesbofobia, com o objetivo de transformar as relações sociais desiguais e injustas do Brasil.


Luislinda Valois.  A baiana Luislinda Valois é um dos mais contundentes exemplos de resistência e superação. "Aconselhada" , aos nove anos, a deixar de estudar para "aprender a fazer feijoada na casa de brancos", tornou-se a primeira juíza negra do Brasil, prolatando a primeira sentença contra o racismo no País. Dentre os diversos projetos que implantou, para levar a Justiça aos negros e pobres, destacam-se os Balcões de Justiça e Cidadania, a Justiça Itinerante e o Fome Zero no Judiciário.


SUELI CARNEIRO. É uma das mais expressivas ativistas do movimento negro brasileiro. Feminista, intelectual, fundou o Geledés - Instituto da Mulher Negra, primeira organização negra e feminista independente de São Paulo, e criou o único programa brasileiro de orientação na área de saúde específico para mulheres negras. Seus artigos - cerca de 150, publicados em jornais, revistas e livros - traduzem o engajamento político e a defesa dos direitos da mulher negra.

VILMA REIS. Socióloga e ativista do Movimento de Mulheres Negras, a baiana Vilma Reis é pesquisadora associada do projeto Raça e Democracia nas Américas e da Associação Nacional de Cientistas Políticos Negros/as dos EUA, possuindo importantes reflexões sobre racismo institucional. Entre suas várias trincheiras de luta estão o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceafro) e o Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), que preside.



 

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Estréia hoje a peça "Rosário", com Felícia de Castro - BA

Rosário é uma fábula de mulheres, deusas e animais preparada para o espectador na forma de um ritual. O espetáculo se inspira, em especial, na simbologia da coroação de reis negros, sempre viva nos congados mineiros e em outros folguedos brasileiros. Esta experiência cênica revela aspectos das formações identitárias brasileiras a partir do encontro de culturas diversas em novo território e a religiosidade como dispositivo de sobrevivência e técnica de resistência numa realidade hostil. Ancorado no contato com manifestações populares como os reisados e romarias da região do Cariri, na pesquisa vocal e na força dos cantos tradicionais, o espetáculo solo da atriz Felícia de Castro manifesta um ritual feminino e poético. Através de canções e explosões de textos, a atriz traz à cena um rosário de mulheres em uma única prece. Um corpo dilacerado pelo corte da desterritorialização traduz no acontecimento cênico um ciclo de crueldade, criatividade, luta e reinvenção de si mesmo pela beleza e pela fé. Uma fábula pessoal que recria imagens de terra, mar, mãe, rainhas, coroações, cortes e catarses.

FICHA TÉCNICA:
Concepção, pesquisa e Atuação – Felícia de Castro
Direção e Preparação Vocal– Demian Reis
Assistência de direção – Carolina Laranjeira
Assessoria em danças brasileiras - Rafael Rolim
Iluminação e operação de luz – Eduardo Albergaria
Figurino – Rino Carvalho
Trilha Sonora – Fabiano de Cristo e coletivo rosário
Operação de som - Ana Carla Silva
Produção – Viviane Jacó
Assessoria de Imprensa – Dayane Pereira
Arte Gráfica e Fotografias – Eduardo Ravi
Cenografia e Adereços (boi e coroa) – Maurício Pedrosa e coletivo rosário
Costura – Angélica Paixão

TEATRO DO ICBA (corredor da Vitória, 1809, telefone: 3338 4700).
Quando: 05 a 27 de agosto de 2010 /Quintas às 14h e 20h, Sextas às 20 h.
Quanto: Valor: R$ 10,00 e 5,00

Realização: Felícia de Castro
E-mail: espetaculorosario@gmail.com
Site: espetaculorosario.blogspot.com
Contato: 71 - 91968548 / 71 - 99776226 / 71 – 87321535 / 71 – 99132813

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Encontro com a Dra. Penda Mbow - BA

A Dra. Penda Mbow está na capital baiana para ministrar o minicurso Dakar, Senegal: O Islã na África Ocidental e questões de gênero, autoridade, identidade e modernidade, oferecido pelo CEAO/UFBa, nos dias 3, 4 e 5/8 e  deseja conversar com mulheres feministas e ativistas de Salvador.
Nesse sentido, marcamos um encontro com a Dra. Penda para esta quinta-feira (5/8), das 15 às 17 horas, no prédio do Ceao/Ceafro, localizado Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho- Salvador/Bahia e esperamos contar com a sua presença.

Cordialmente,
Ceres Santos
Coordenadora Executiva do Ceafro

Quem é Penda Mbow?

A professora Penda tem uma história de pesquisa ligada ao Islã e a questão de gênero e cidadania. Ela foi diretora do Instituto de Gênero do Codesria; tem um Doutorado honoris causa pela Universidade de Uppsala na Suécia, também é consultora do UNIFEM e da embaixada da Holanda; é membro consultivo do gênero do CEDEAO e foi ministra da educação no Senegal; com a Présence Africaine de Paris ela trabalha como correspondente e é editora da Africa Zamani.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ato público pelo fim da violência contra a mulher - SP

PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER...A LEI É PRA VALER!!!

Apesar de ter sido sancionada em 2006 pelo presidente da República, a Lei Maria da Penha não garante por si só uma proteção integral às mulheres vitima de violência. A legislação Brasileira direcionada ao gênero feminino está entre as melhores do mundo, mas tem muito ainda para avançar e ser de fato executada, pois vivemos em pleno Séc. XXI, em uma sociedade que reforça o machismo, aonde vimos à culpa por ter sofrido algum tipo de violência cair sobre a responsabilidade da mulher. Lidamos também com um atendimento não adequado a essas vitimas desde a sua denúncia até um acompanhamento posterior; vivemos em uma sociedade que a mulher é educada para servir ao homem, onde não é estimulada a buscar sua independência econômica dentre outras arbitrariedades.
Por esses motivos e sentimentos de indignações, a Marcha Mundial das Mulheres do Município de Guarulhos junto com outras Instituições, Movimentos e Mulheres de todo o município se uniram para fazer um ATO: PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER... A LEI É PRA VALER!!! E manter um grupo de mulheres que fazem desses encontros pólos de discussões sobre: a liberdade, a independência, a vida, a autonomia de milhares de mulheres de toda a cidade, nação e mundo.
Para que a mensagem chegue às autoridades, a milhares de casas e demais movimentos, solicitamos a cobertura deste ATO, que para o município de Guarulhos e principalmente as mulheres que sofreram ou sofrem algum tipo de violência, tome por iniciativa à denúncia e, que principalmente possam lutar juntas por uma Lei que de fato funcione em beneficio da mulher.

DATA: 07/08/2010
HORÁRIO: 10:00 hrs
LOCAL: Concentração: Praça Getúlio Vargas - Centro de Guarulhos (Próx. à Câmara Municipal) e vamos a caminhada até o Marco Zero da Cidade em frente à Igreja Matriz.
Durante o ATO vamos ter diversas intervenções culturais dialogado com o tema.