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segunda-feira, 9 de março de 2015

Seminário aborda direitos e violências contra meninas - BA



No próximo dia 16 de março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, Salvador também recebe uma edição do Seminário "Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre direitos e violências". Na ocasião, a Plan International Brasil, em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia, apresentará os dados da Pesquisa “Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre Direitos e Violências”. A pesquisa teve como objetivo verificar o contexto de direitos, violências, barreiras, sonhos e superações a partir do próprio olhar das meninas. Os resultados acabaram trazendo à tona um contexto de gritantes desigualdades de gênero, que prejudicam o pleno desenvolvimento das suas habilidades das meninas para a vida.
O evento é aberto ao público e acontecerá a partir das 14hs, no auditório do Ministério Público do Estado da Bahia, em Salvador.
Para se inscrever, basta acessar: http://goo.gl/forms/g13uusPU8J

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

I Seminário de Feminismo do IESP - RJ


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Estereótipos sexuais e as “negas” (Zelinda Barros)

O impacto provocado pela série Sexo e as negas é sintomático. Na TV, assim como ocorre em outros espaços sociais, ocupamos muito menos espaço do que deveríamos e, nas poucas vezes em que lá estamos, somos quase que exclusivamente representadas/os por autores/as brancos/as, que falam sobre nós e nossas experiências partindo de um olhar enviesado. Nesse caso específico, o autor branco recorre a estereótipos sobre mulheres negras para representar as nossas experiências.  Uma feminista negra estadunidense, bell hooks*, ao analisar a forma como o feminismo liberal considerava a mulheres negras nos EUA, refletiu sobre alguns elementos que podem ser úteis à reflexão sobre o que ocorre aqui no Brasil, uma vez que trata de questões referidas à população negra na diáspora, não apenas ao contexto estadunidense.

Na tentativa de reverter a repercussão negativa da série em segmentos representativos da população negra, alguns vídeos em solidariedade ao autor da série O sexo e as negas vêm sendo produzidos e divulgados em redes sociais por artistas e outras profissionais negras de segmentos ligados à arte, como Camila Pitanga, Rita Batista, Preta Gil e Margareth Menezes. Isso também é sintomático. A diversidade de formas de manifestação do racismo e a sofisticação com que ele opera em nossa sociedade expõe a diversidade existente entre nós, negras/os, especialmente na forma como contribuímos para o seu fortalecimento supondo reagir a ele.

O uso de expressões como “O sexo e as negas me representa” ou a “ignorância” imputada a quem critica essa produção mostra como, tal como hooks afirma, “a ausência de restrições extremas leva muitas mulheres a ignorar as esferas onde elas são exploradas ou discriminadas ou mesmo pensar que as mulheres não são oprimidas”**. Ela argumentava em referência a mulheres brancas de classe média, mas também podemos utilizar esse argumento para as reações ao racismo expressas por mulheres negras de classe média, pois é nítida a desconsideração da situação de opressão que nós sofremos por conta do véu interposto pela classe. A falta de representatividade na TV, para muitas/os, pode ser resolvida com a inclusão de atores e atrizes negros/as em produções em que atuem como protagonistas, independentemente das representações que sejam reforçadas nessas produções. Como sua inserção de classe lhes permite acessar espaços vedados à maioria da população negra, a inclusão numérica de indivíduos negros é suficiente.

É preciso não apenas ampliar o número de produções que incluam artistas negras/os e contemplem as nossas experiências, como também diversificar as representações por elas veiculadas, rompendo com a estereotipia. Formas mais produtivas de reação ao racismo devem ser incentivadas, especialmente as que evidenciem que os privilégios que algumas mulheres negras supõem gozar são relativos e limitados pelo racismo e sexismo, que operam como forças que impedem a efetiva transformação da nossa sociedade num contexto verdadeiramente igualitário.

Zelinda Barros é Antropóloga feminista negra, ciberativista.
* hooks, que escolheu esse pseudônimo em homenagem a seu avô, Bell Blair Hooks, optou por grafar seu nome dessa forma para destacar sua obra, não a sua pessoa.
** hooks, bell. Feminist theory: from margin to center, 1984, p. 5.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Seminário Nacional debaterá protagonismo da mulher na cultura - BA


De 28 a 31 de outubro, a capital baiana, Salvador, receberá agentes de todo o Brasil para o Seminário Nacional Mulher e Cultura (SNMC), no qual debaterão as ações e os espaços de visibilidade das mulheres em alguns segmentos da Cultura. Realização da Fundação Pedro Calmon/Secretaria de Cultura do Estado, em parceria do Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o Seminário trará mesas de debate, apresentações culturais e rodas de diálogo, tendo como principal objetivo fortalecer as ações culturais realizadas por mulheres ou sobre mulheres, além de promover reflexões e debates sobre a temática. O Seminário será aberto no dia 28 de outubro (terça-feira), no Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia (Barris), a partir das 19h e as inscrições (gratuitas) começam nesta segunda (15), por internet.
O Seminário será um espaço de convivência e troca de experiências acadêmicas, artísticas e culturais, a partir da interação entre diferentes agentes femininos de cultura do Brasil, tendo como finalidade o fortalecimento de uma rede de articulação feminina em todo país. É voltado para mulheres que apresentem atuação na temática cultural e perspectivas enquanto multiplicadoras, que tenham militância no segmento ou desenvolvam pesquisa sobre o tema central do evento e os transversais. A inscrição é gratuita, mas as vagas são limitadas e será feita – EXCLUSIVAMENTE – pela internet, no hotsite do evento(www.fpc.ba.gov.br/mulherecultura   ), no período de 15 a 22 de setembro.  Para garantir a presença de mulheres de todo o país, a produção do evento custeará passagens e hospedagens, conforme ​seleção  da Comissão de Inscrição do Seminário. 
As Mesas de Debates terão como temas: “Mulher: Tradição e Contemporaneidade”, “Mulheres da Cultura”, “Mulher, Cultura e Comunicação”, “Mulheres e Conhecimentos Tradicionais” e “Cultura e Contemporaneidade”, de 29 a 31 de outubro. Neste último dia, serão realizadas ainda as Rodas de Diálogos, com temas que ampliam as discussões centrais. Dentre as convidadas, estão a yalorixá, Beatriz Moreira Costa, a Mãe Beata de Yemanjá (RJ), a indígena do povo Omágua/Kambeba, mestra e escritora, Marcia Kambeba (PA), a jornalista e diretora do Coletivo Intervozes, Beatriz Barbosa (BSB), a doutora em Literatura Comparada da UERJ, Fernanda Felisberto e a integrante da Brigada de AudioVisual do Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ana Chã (SP).
 Histórico
Ao adotar como um de seus princípios a igualdade e o respeito à diversidade, o II Plano Nacional de Políticas para Mulheres registrou que a promoção da igualdade de direitos entre mulheres e homens requer respeito e atenção, dentre outros aspectos, à diversidade cultural. Nesta linha, a SecultBA vem implementando os debates sobre mulher e cultura desde a IV Conferência Estadual de Cultura, que possibilitou discussões segmentadas sobre a temática. Além disto, em 2013, foi realizada a I Conferência Setorial de Mulher e Cultura, que encaminhou para encontro nacional demandas específicas do setor e articulou a formação de um grupo de debate para dialogar juntamente com os órgãos, as proposições de demandas.
Entretanto, no universo ampliado das manifestações culturais, a presença da mulher, apesar de visível e marcante, nem sempre é devidamente valorizada. O Seminário Nacional Mulher e Cultura reforça a proposta da criação de um espaço de interação entre diferentes agentes femininos de cultura do Brasil. Mais do que ampliar o espaço de diálogo, este Seminário destaca a relevância do debate sobre a participação feminina nos diversos espaços governamentais e de consulta; fortalece as discussões dos segmentos através das mesas temáticas e otimiza a criação de estratégias para divulgação e fortalecimento das ações em rede.
Além dos debates, o Seminário Nacional Mulher e Cultura contará também com apresentações culturais femininas – música, teatro, recitais -, espaços de leitura, com a Biblioteca Móvel, ao longo da programação, que será encerrada com show na Praça Tereza Batista – Pelourinho. Paralela às atividades, acontecerá também, nos dias 28 e 29, a Mostra de Filmes “Mulheres, Cultura e Contemporaneidade”, na Sala Walter da Silveira, gratuitamente. Toda a programação do SNMC poderá ser consultada no endereço  http://www.fpc.ba.gov.br/mulherecultura , a partir de onde também serão transmitidos os debates.
SERVIÇO
O que: Seminário Nacional Mulher e Cultura – SNMC
Quando: 28 a 31 de outubro de 2014
Onde: Complexo Cultural dos Barris
Gratuito
 CONFIRA A PROGRAMAÇÃO AQUI.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Convocatória de propostas de apoio a mulheres afrodescendentes da América Latina

La misión de When and Where I Enter, Inc. (“WWIE”) es consolidar instituciones y organizaciones que apoyan nuestra meta de ayudar a las mujeres afrodescendientes de América Latina a ejercer control sobre sus vidas y participar en sus comunidades de modo significativo y efectivo. WWIE aceptará las propuestas de la concesión en temas de Desarrollo Económico y Educación; Salud y Conciencia Sexual; Desarrollo de Liderazgo; y Enriquecimiento Cultural. Por favor complete este formulario de inscripción y devuélvalo por correo electrónico (proposals@whenandwhereienter.org) antes del 29 de septiembre de 2014. Las concesiones pueden ser de US$500 a US$5.000.
  • Desarrollo Económico y Educación: WWIE apoya organizaciones que ayudan a las mujeres afrodescendientes de América Latina a desarrollar las habilidades para adquirir y mantener un empleo confiable para ayudar a levantarse y a sus familias de la pobreza.  También apoyamos programas que permiten a las mujeres afrodescendientes de América Latina a crear y preservar prosperidad en la forma de ahorros, hogares y empresas empresariales.

  • Salud y Conciencia Sexual: WWIE apoya organizaciones que promuevan un ambiente seguro e informado en el cual las mujeres y niñas pueden participar en su propia salud reproductiva. Esto incluye, pero no se limita a, proporcionando educación sobre estrategias de prevención, mejorando el acceso a servicios de salud y proporcionando apoyo a sobrevivientes de violencia domestica y por género.

  • Desarrollo de Liderazgo: WWIE apoya organizaciones que reconocen el valor de las mujeres y niñas afrodescendientes de América Latina como recursos a sus familias y comunidades y que promueven las habilidades de liderazgo para dar poder a mujeres y niñas para convertirse en agentes activos del cambio social y participar más completamente en sus comunidades.

  • Enriquecimiento Cultural: WWIE apoya organizaciones que animan la expresión creativa de mujeres y niñas afrodescendientes de América Latina como una forma de diseminar tradiciones culturales y atraer las comunidades donde viven.


Atentamente,
Lori Robinson
Secretaria de la Junta Directiva
When and Where I Enter, Inc

UFRB promove "Encontro Internacional Gênero e Feminismo" - BA



05/setembro/2014
CAHL/UFRB - Auditório Hansen Bahia

Temos a satisfação de convida-las/os para Encontro Internacional Gênero e Feminismo, com Felicity Grabiel e Marcia Ochoa, do departamento de Estudos Feministas, da Universidade da Califórnia, de Santa Cruz, EUA.

Programação:

10h -12h30 – Palestras e Debate

Governando Intimidades de Imigrantes Transnacionais, com Felicity Grabiel
Rainha por um dia: Transformistas, Misses e Performances da feminilidade na Venezuela, com Marcia Ochoa

14h-17h - Mini-curso
Metodologia de Gênero e Feminista

Organização:
Maria de Fátima Ferreira

Mediação

Suzana Maia