Seguidores

.

.

Pesquisa personalizada
Calendário Feminista

24 de fevereiro – Dia da conquista do voto feminino no Brasil
8 de março – Dia Internacional da Mulher
30 de abril – Dia Nacional da Mulher
28 de maio – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna
25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha
29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil
23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
28 de setembro – Dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe
10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
25 de outubro – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher
6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

sábado, 14 de novembro de 2015

Minicurso "Mulheres, resistência e (in)dependência: narrativas femininas em perspectiva de gênero" - BA


LOCAL: Prédio da pós-graduação em Ciências Sociais da UFRB, Fundação Hansen Bahia, Cachoeira/BA

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Inscrições abertas para apresentação de trabalhos - BA


GT 5 – Gênero, Raça e Subalternidades
Coordenação:
Ângela Figueiredo
angelaf39@gmail.com
Zelinda Barros
zelindabarros@gmail.com
Ementa: Este GT pretende reunir trabalhos que tenham como propostas refletir sobre as implicações da intersecção de gênero, raça e classe em fenômenos e contextos socioculturais diferenciados e produzir subsídios teóricos à compreensão dos mecanismos que fundamentam o processo de exclusão das mulheres negras, minorias sexuais e outros grupos subalternizados, assim como das formas de resistência por eles engendradas. Serão aceitos estudos relacionados aos seguintes eixos temáticos: 1) Gênero, Raça e Sexualidades, 2) Violências de gênero e racial, 3) Gênero, Comunicação e Cultura, 4) Gênero e Saúde, preferencialmente baseados numa abordagem que considere a interseccionalidade de gênero, sexualidade, raça e classe.
Inscrições para envio de resumos para o GT: até 03 de novembro de 2015

quarta-feira, 27 de maio de 2015

UFRB promove Roda de Conversa sobre transfeminismo e políticas afirmativas - BA


segunda-feira, 9 de março de 2015

Seminário aborda direitos e violências contra meninas - BA



No próximo dia 16 de março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, Salvador também recebe uma edição do Seminário "Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre direitos e violências". Na ocasião, a Plan International Brasil, em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia, apresentará os dados da Pesquisa “Por Ser Menina no Brasil: Crescendo entre Direitos e Violências”. A pesquisa teve como objetivo verificar o contexto de direitos, violências, barreiras, sonhos e superações a partir do próprio olhar das meninas. Os resultados acabaram trazendo à tona um contexto de gritantes desigualdades de gênero, que prejudicam o pleno desenvolvimento das suas habilidades das meninas para a vida.
O evento é aberto ao público e acontecerá a partir das 14hs, no auditório do Ministério Público do Estado da Bahia, em Salvador.
Para se inscrever, basta acessar: http://goo.gl/forms/g13uusPU8J

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Estereótipos sexuais e as “negas” (Zelinda Barros)

O impacto provocado pela série Sexo e as negas é sintomático. Na TV, assim como ocorre em outros espaços sociais, ocupamos muito menos espaço do que deveríamos e, nas poucas vezes em que lá estamos, somos quase que exclusivamente representadas/os por autores/as brancos/as, que falam sobre nós e nossas experiências partindo de um olhar enviesado. Nesse caso específico, o autor branco recorre a estereótipos sobre mulheres negras para representar as nossas experiências.  Uma feminista negra estadunidense, bell hooks*, ao analisar a forma como o feminismo liberal considerava a mulheres negras nos EUA, refletiu sobre alguns elementos que podem ser úteis à reflexão sobre o que ocorre aqui no Brasil, uma vez que trata de questões referidas à população negra na diáspora, não apenas ao contexto estadunidense.

Na tentativa de reverter a repercussão negativa da série em segmentos representativos da população negra, alguns vídeos em solidariedade ao autor da série O sexo e as negas vêm sendo produzidos e divulgados em redes sociais por artistas e outras profissionais negras de segmentos ligados à arte, como Camila Pitanga, Rita Batista, Preta Gil e Margareth Menezes. Isso também é sintomático. A diversidade de formas de manifestação do racismo e a sofisticação com que ele opera em nossa sociedade expõe a diversidade existente entre nós, negras/os, especialmente na forma como contribuímos para o seu fortalecimento supondo reagir a ele.

O uso de expressões como “O sexo e as negas me representa” ou a “ignorância” imputada a quem critica essa produção mostra como, tal como hooks afirma, “a ausência de restrições extremas leva muitas mulheres a ignorar as esferas onde elas são exploradas ou discriminadas ou mesmo pensar que as mulheres não são oprimidas”**. Ela argumentava em referência a mulheres brancas de classe média, mas também podemos utilizar esse argumento para as reações ao racismo expressas por mulheres negras de classe média, pois é nítida a desconsideração da situação de opressão que nós sofremos por conta do véu interposto pela classe. A falta de representatividade na TV, para muitas/os, pode ser resolvida com a inclusão de atores e atrizes negros/as em produções em que atuem como protagonistas, independentemente das representações que sejam reforçadas nessas produções. Como sua inserção de classe lhes permite acessar espaços vedados à maioria da população negra, a inclusão numérica de indivíduos negros é suficiente.

É preciso não apenas ampliar o número de produções que incluam artistas negras/os e contemplem as nossas experiências, como também diversificar as representações por elas veiculadas, rompendo com a estereotipia. Formas mais produtivas de reação ao racismo devem ser incentivadas, especialmente as que evidenciem que os privilégios que algumas mulheres negras supõem gozar são relativos e limitados pelo racismo e sexismo, que operam como forças que impedem a efetiva transformação da nossa sociedade num contexto verdadeiramente igualitário.

Zelinda Barros é Antropóloga feminista negra, ciberativista.
* hooks, que escolheu esse pseudônimo em homenagem a seu avô, Bell Blair Hooks, optou por grafar seu nome dessa forma para destacar sua obra, não a sua pessoa.
** hooks, bell. Feminist theory: from margin to center, 1984, p. 5.
Pesquisa personalizada