Casos e Coisas do Gênero

Blog voltado à divulgação de idéias e eventos relacionados à área de Gênero.
e-mail: casosecoisasdogenero@gmail.com

Calendário Feminista - Novembro

20 - Dia Nacional da Consciência Negra
25 - Dia Internacional de Luta pela Não-Violência Contra a Mulher
Início da Campanha Mundial 16 Dias de Ativismo
27 - Ratificação pelo Brasil em 1995 da Convenção de Belém do Pará

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

XXX Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra Mulheres - BA



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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Relações raciais e educação será o próximo tema da missão da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação


Em fevereiro de 2010, terá início a próxima missão da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação. O tema será educação e igualdade racial, divido em três eixos centrais: questão quilombola; intolerância religiosa relacionada às religiões de matriz africana; e racismo no cotidiano escolar. Até fevereiro, pessoas e organizações da sociedade civil podem encaminhar casos à relatoria para auxiliar na estruturação da missão. O endereço eletrônico é educacao@dhescabrasil.org.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

Com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas e da Procuradoria Federal do Direito do Cidadão, a Relatoria Nacional do Direito Humano à Educação é uma iniciativa da Plataforma DHESCA (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), uma articulação de 34 organizações e redes nacionais de direitos humanos. A atual Relatora é Denise Carreira, feminista, coordenadora do programa pesquisa e monitoramento de políticas educacionais da Ação Educativa e ex-coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
A última missão da Relatoria Nacional de Educação abordou a situação da educação nas prisões brasileiras (leia aqui sobre o tema).

Controle Social

Conheça o trabalho das Relatorias da Plataforma DhESCA/Brasil

O que é a Relatoria?

Com o apoio do Programa de Voluntários das Nações Unidas e da Procuradoria Federal do Direito do Cidadão, a Relatoria Nacional do Direito Humano à Educação é uma iniciativa da Plataforma DHESCA (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), uma articulação de 34 organizações e redes nacionais de direitos humanos.

Inspirada nos Relatores Especiais da ONU, a Plataforma possui mais cinco relatorias nacionais: saúde, moradia e terra, alimentação, meio ambiente e trabalho. A função de Relator não é remunerada e é exercida por pessoas com grande reconhecimento no campo em que atuam, responsáveis por liderar investigações independentes sobre violações. Cada relatoria nacional conta com o apoio de um assessor, vinculado ao quadro das Nações Unidas. Na educação, a assessoria é exercida pela educadora Suelaine Carneiro, ativista do movimento de mulheres negras e integrante da organização Geledés Instituto da Mulher Negra..

A atual Relatora eleita em junho de 2007 é Denise Carreira, feminista, coordenadora do programa pesquisa e monitoramento de políticas educacionais da Ação Educativa e ex-coordenadora da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A última missão da Relatoria Nacional de Educação abordou a situação educacional no Complexo do Alemão do Rio de Janeiro, após confrontos entre policiais e narcotraficantes. O relatório sobre o Complexo do Alemão está disponível nos sites www.dhescbrasil.org.br e www.acaoeducativa.org.br

É a segunda vez que a Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação trata o tema educação nas Prisões. Em 2006, a ex-Relatora Nacional de Educação Edla Soares e assessora Ednar Cavalcanti realizaram missão sobre a situação das unidades prisionais femininas de Pernambuco. O relatório pode ser acessado no site www.dhescbrasil.org.br

A organização de uma missão

A missão da relatoria está baseada em uma forte articulação com as organizações locais. A organização de uma missão envolve cinco etapas:
qualificação da denúncia –  levantamento de informações sobre a problemática. A partir da denúncia sobre o caso de violação do direito humano à educação, a equipe da Relatoria inicia o processo de levantamento de informações sobre a problemática e contato com organizações da sociedade civil e autoridades do poder público local para verificar a pertinência da missão.
realização da missão – com apoio das organizações e autoridades locais comprometidas com a questão, é realizada a missão, que envolve visitas às comunidades atingidas, entrevistas com famílias, educadoras e educadores, dirigentes escolares, alunos (crianças a adultos); reuniões com autoridades locais; e a realização de uma audiência pública com a população atingida e autoridades para a discussão da situação e a construção de um plano de trabalho que enfrente o problema. Conforme as condições e o interesse, a relatoria realiza também um momento de formação sobre o direito à educação e sobre as formas como a população pode exigi-lo junto às organizações locais.
elaboração do relatório – a equipe da relatoria elabora o relatório contendo a denúncia, o contexto, as vozes da comunidade e das autoridades e o plano de ação pactuado para o enfrentamento do problema.
entrega do relatório às autoridades e divulgação nacional e internacional – o relatório é divulgado junto à imprensa nacional e internacional e entregue às autoridades nacionais, estaduais e municipais para a tomada de providências. Também é apresentado a instâncias internacionais.
seguimento – depois de um período pactuado, é realizada uma missão de seguimento para monitoramento da implementação do plano de ação.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Políticas públicas para as mulheres negras de Salvador é tema de debate no Centro de Referência Loreta Valadares - BA


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A Superintendência de Políticas para as Mulheres, através do Centro de Referência Loreta Valadares, promove um debate sobre “Políticas públicas para as mulheres negras de Salvador: Ações e Perspectivas”. Representantes de entidades públicas, associações de mulheres, lideranças comunitárias e sociedade em geral participam do encontro no próximo dia 19 de novembro, a partir das 09h., no CRLV.
A atividade da “Quinta Temática” integra a programação de aniversário do Centro de Referência e dá início à Campanha Nacional dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres que, na Bahia, começa mais cedo em ocasião do 20 de Novembro - Dia Nacional da Consciência Negra.
Entre as convidadas para a discussão destaca-se a Professora Vilma Reis, socióloga e coordenadora executiva do CEAFRO – Educação e Profissionalização para a Igualdade Racial e de Gênero, Adriana Nascimento, gestora do FIEMA – Fundo Municipal para o Desenvolvimento Humano e Inclusão Educacional de Mulheres Afro-descendentes e Luciana Mota, representante da Fundação Cultural Palmares na Bahia.
Confira nossa programação de aniversário e participe!
Contamos com sua presença!

sábado, 14 de novembro de 2009

UNEB promove II Encontro de Parteiras Tradicionais da Chapada Diamantina - BA

Evento, que tem apoio do Ministério da Saúde (MS) e da Secretaria estadual da Saúde (Sesab), vai apresentar atual quadro de assistência ao parto da região - Dias 20 e 21/novembro, em Lençóis
 
Apresentar o atual quadro de assistência ao parto da região da Chapada Diamantina. Essa é tarefa do II Encontro de Parteiras Tradicionais da Chapada Diamantina.
A iniciativa, que integra o projeto Três Marias, da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), acontece nos dias 20 e 21 de novembro, às 18h, no Mercado Municipal de Lençóis.
Patrocinado pelo Ministério da Saúde (MS), através do Fundo Nacional de Saúde (FNS), o projeto é coordenado pelo Serviço Médico, Odontológico e Social (SMOS) da universidade, vinculado à Proex, e conta ainda com apoio da Secretaria estadual da Saúde (Sesab).
Estão entre os convidados para participar da abertura oficial do evento, o reitor da UNEB, Lourisvaldo Valentim, e o secretário estadual Jorge Solla (Sesab).
Coordenadora do projeto e do SMOS, Mary Galvão informa que a ação já vem identificando a situação da assistência obstétrica em municípios da região: “No período de março a setembro deste ano, realizamos seis cursos de atualização em Palmeiras (Vale do Capão), Iraquara, Seabra, Andaraí, Mucugê e Lençóis”.
Mary Galvão ressalta que o evento visa, basicamente, divulgar os diagnósticos levantados sobre a assistência ao pré-natal, parto e pós-parto, e fortalecer a política de humanização da atenção ao parto e nascimento.
A programação do evento terá a participação de médicos, professores, pesquisadores da área e comunidade local, no debate a temas como Diagnóstico da situação da assistência ao parto na região e Estratégias para a redução da mortalidade materna e neonatal do estado da Bahia.

Informações: SMOS/Campus I - Tel.: (71) 3117-2344.

[Texto e imagem: Ascom/UNEB] cs/ma

1º Encontro Nacional de Negras Jovens Feministas - BA

Estamos a caminho do 1º Encontro Nacional de Negras Jovens Feministas, que  acontecerá em Salvador - Bahia, nos dias 27, 28 e 29 de Novembro de 2009. 
Interessadas devem enviar sua ficha de pré-inscrição para o e-mail: negrasjovensfeministas@yahoo.com.br  até 16 de novembro de 2009.

 
ou leia informações abaixo...

Critérios de Seleção:
1 – Ser mulher negra jovem, com idade entre 15 e 34 anos, proveniente de todo o
Brasil.

2 – se considerar negra jovem feminista, politicas, poetizas, dançarinas, Mc's, grafiteiras, guerreiras, estudantes, trabalhadoras domesticas, quilombolas, lesbicas, etc., ou seja, indepente do segmento que você esteja o que vale é se identificar com a filosofia feminista negra na sua concepção e ativismo político. Queremos dialogar as várias experiências de nos identificarmos como negras jovens feministas. Oportunidade para criar estratégias de ações conjuntas, comunicação e conhecimento de irmãs possiveis parceiras, criação de rede.

3 –Contribuir para as discussões e atividades do encontro.

4 – Assumir o compromisso de multiplicar as discussões do encontro para outras pessoas no sua região.

PS> Não é pré-requisto para a inscrição para o I ENNJF participar do grupo de discussão negrasjovensfeminis tas@yahoogrupos. com.br ,


Histórico das negras jovens feministas

Apresentação
O diálogo e a mobilização das Negras Jovens Feministas se configuraram num momento importante de intercâmbio, participação e debate político sobre os rumos do feminismo e a democracia feminista, no 10º Encontro Feminista Latino-americano e do Caribe, que ocorreu no Brasil, em 2005.
No 10º EFLAC as mulheres jovens protagonizaram diversas ações, entre elas os painéis de juventude e o I Fórum de Jovens Feministas, por terem garantido uma representante na Comissão Organizadora do evento.
Já as jovens negras, no Encontro se identificaram se apropriaram dos acontecimentos políticos e se organizaram coletivamente para discutir seus principais pontos para o documento final que seria lido pelas jovens na plenária final. A atividade referência para este encontro foi à oficina, Diálogo entre Movimentos Feministas e Movimento Negro, que resultou posteriormente na criação do grupo Negras Jovens Feministas. As jovens saíram deste espaço com desejo de organizar um espaço para mobilizar, socializar, dialogar sobre a história do feminismo negro e do que é ser uma jovem negra feminista na sociedade brasileira.
Um outro momento de importante ocorreu durante a mobilização nos Estados e preparação e qualificação para atuar na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres foram realizadas algumas ações importantes: A Semana da Mulher Jovem que resultou num documento de São Paulo com alguns pontos e proposições das jovens feministas; a reunião de jovens delegadas coordenada pela FES e também, participaram da reunião organizada pelo movimento de mulheres negras com o apoio da UNIFEM. Na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, as mulheres jovens negras, indígenas, quilombolas e lésbicas chegaram bem articuladas e contribuíram na construção de documentos chaves.
            Especificamente as negras jovens produzirem o zine “Feminismo não combina com racismo”, material que apresentava as principais reivindicações das negras jovens feministas, e denunciava o racismo no interior do próprio feminismo. Como ocorreu em diversas situações do processo das conferências nos municípios e Estados. Essa mobilização entre os movimentos de jovens feministas e de mulheres militantes que resultaram na conquista do eixo de Enfrentamento do racismo, sexismo e lesbofobia e enfrentamento às desigualdades que atingem as mulheres jovens e idosas em suas especificidades e diversidades (eixos 10 e 11) alterando o II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.
Durante a plenária final da II Conferência de Políticas para as Mulheres a Ministra Nilcea Freire assumiu publicamente alguns compromissos com as mulheres jovens, dentre eles destacamos: Garantir as representações de mulheres jovens na comissão de relatoria da II Conferência de Políticas para as Mulheres e no Conselho Nacional de Mulheres e o apoio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres (SPM) para o encontro de jovens delegadas da Conferência Nacional de Juventude. Além da vaga de mulheres jovens no Conselho Nacional de Mulheres.
O I Encontro Nacional de Jovens Feministas, no Ceará , em março de 2008, jovens mulheres feministas: negras, lésbicas, sindicalistas, rurais, candomblecistas, universitárias, se reuniram para discutir e tentar consolidar uma articulação de jovens mulheres que abarcasse as diversas bandeiras políticas que corroboram da perspectiva emancipatória da condição de ser mulher, visibilizando as especificidades que devem ser respeitadas nos Movimentos Feministas. Sendo assim, formou-se a Articulação Nacional de Jovens Feministas.
Durante os dias correntes aonde as discussões iam se apresentando, as negras jovens presentes, percebiam que o feminismo negro ao qual tinham pertencimento político poderia se apresentar na articulação, mas a concepção política, histórica e filosófica desse feminismo não vertebraria aquele espaço. Mais uma vez, as demandas, expectativas e anseios das jovens negras seriam destacadas apenas como uma pauta específica. Nessa ocasião, há o lançamento de uma Carta Aberta feita pelas negras jovens presentes, onde logo no 1º parágrafo do documento, cumprimentam os 20 anos de resistência do Movimento de Mulheres Negras contemporâneo. A partir daí, reuniões extras para tratar das questões que afligem essa categoria se estabelecem, ficando visível que a dificuldade em unificar as demandas e apresentá-las dentro do espaço daquela Articulação mista como uma força política com estratégias alinhadas, apresentava- se no contexto geral como uma fragilidade que prejudicava a pretensão daquela coletividade presente. Assim, as negras jovens de todas as regiões representadas tiram como prioridade para o futuro do feminismo negro, o imperativo de construir esse espaço político, que se inicia com o fortalecimento de uma lista de discussão (ainda no Ceará), perpassa pela responsabilidade de cada uma ali presente voltar ao seu estado de origem e disseminar a idéia da rede para desembocar no 1º Encontro que reuniria jovens negras de todo o país portando os anseios de cada região.

DIVULGUEM!!! !!!!!!!!! !!.

Hélen Barcellos
Telefone: (21)91380871
Msn: helen_barcellos@hotmail.com
Skype: helen.barcellos

Aberto edital de ensaios sobre a luta das mulheres contra o racismo na América Latina e Caribe


Incentivar a produção de conhecimento e reflexão sobre racismo e as diversas discriminações contra as mulheres negras e indígenas na América Latina e Caribe. Essa é a contribuição do Programa Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), através do primeiro concurso regional de ensaios de pesquisa “A luta das mulheres contra o racismo na América Latina e Caribe”.
A chamada de textos visa estimular e divulgar pesquisas escritas em Português e Espanhol, partindo da reflexão, análise e proposta de incidência política feminista na luta contra o racismo cujo impacto é diferenciado na vida de mulheres negras e indígenas. Os textos deverão ser enviados até 15 de dezembro deste ano e serão publicados na série Cadernos de Diálogos, editada pelo UNIFEM Brasil e Cone Sul.
“Nosso objetivo é impulsionar a introdução da luta contra o racismo e as diferentes formas de discriminação e exclusão social nas agendas políticas feministas da América Latina. A desconstrução do racismo é tarefa de toda a sociedade e não somente de mulheres negras e indígenas”, explica Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa regional de Gênero, Raça e Etnia, desenvolvido no Brasil, Bolívia, Guatemala e Paraguai.

O edital estabelece três eixos de abordagem: representações, discursos e políticas de identidades; agendas feministas na América Latina e Caribe e a luta contra o racismo; e estratégias, identidades e discursos políticos das organizações e/ou movimentos sociais de mulheres e as distintas expressões feministas das mulheres negras e indígenas. O concurso tem caráter plural e não privilegia nenhuma teoria em particular.

Os três melhores ensaios serão premiados com publicação na série Cadernos de Diálogos e receberão valores em dinheiro: primeiro lugar US$ 2.300, segundo lugar US$ 1.700 e terceiro lugar US$ 1.000. Os textos devem seguir as normas técnicas de apresentação científica e serem enviados pelo correio postal sem identificação de autoria.

Clique aqui para ler a íntegra do edital (em Português)

Blog Afrocensos 2010 divulga notícias sobre raça e etnia na rodada dos censos nas Américas

Notícias, entrevistas, debates, artigos e dados por raça e etnia. Esses são os conteúdos do Blog Afrocensos 2010, ferramenta criada para divulgar a mobilização dos afrodescendentes das Américas na rodada dos censos de 2010 a 2012. A atualização das informações é feita por integrantes do Grupo de Trabalho Afrodescendentes das Américas nos Censos de 2010, jornalistas, comunicadores e ativistas, engajados no combate ao racismo e na afirmação da identidade negra.

O Blog Afrocensos 2010 registra as principais iniciativas políticas dos afrodescendentes para monitoramento e incidência na coleta de dados por raça e etnia nos censos, como estabelece a Declaração e o Plano de Ação de Durban. Os textos são escritos em Português, Espanhol e Inglês para facilitar o acesso à informação dos afrodescendentes e a troca de experiências sobre os censos de 2010-2012.

http://login.webadvisor.com.br/sites/700/710/00000753.gif

Blog Afrocensos 2010: conteúdo em Português, Espanhol e Inglês sobre as principais notícias sobre os censos de 2010

Desde a sua formação, em junho de 2009, o Grupo de Trabalho de Afrodescendentes das Américas para os Censos de 2010, conta com assessoria técnica e apoio financeiro do UNIFEM Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Gênero, Raça e Etnia. Para Maria Inês Barbosa, coordenadora do programa regional, o uso das redes sociais de informação é fundamental para integrar e divulgar a maneira como os afrodescendentes vão incidir nos censos de 2010-2012.

“Os censos se constituem como estratégia fundamental para visibilizar as populações impactadas pelo racismo. Além disso, são fontes de informações que possibilitam a expressão das desigualdades. Desta forma, é uma estratégia importante no processo de desconstrução do racismo”, considera Maria Inês Barbosa.

Leia no Blog Afrocensos 2010 a entrevista de Epsy Campbell sobre as estratégias do Grupo Grupo de Trabalho de Afrodescendentes das Américas para os Censos de 2010.

Fonte: Informativo Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM - outubro 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

I Encontro Baiano de Mulheres Cegas - BA


Nos dias 11 e 12 de dezembro, mulheres que convivem com a deficiência visual debaterão temas alusivos a condição de ser mulher e sua relação no processo de inserção social.
A Bahia é um estado que responde por mais de 2 milhões de pessoas convivendo com algum tipo de deficiência. A deficiência visual feminina guarda em si, aspectos peculiares: a discriminação por ser mulher, por ser cega e por viver em condições adversas no meio social. O I Encontro Baiano de Mulheres Cegas pretende lançar uma lupa sobre tais questões tendo como objeto de exame, os direitos da mulher em diálogo com sua condição de cega, suas relações familiares, seu ingresso e permanência no mercado de trabalho, saúde, sexualidade e inserção social igualmente merecem destaque nesse panorama. Nunca houve um debate aprofundado sobre esse tema na Bahia e, por isso, o projeto certamente descortinará esse aspecto marcante na proteção e defesa dos direitos da pessoa com deficiência. A inclusão de novos e outros olhares de mulheres cegas ou não, justifica satisfatoriamente a criação desse momento que a Associação Baiana de Cegos propõe. O encontro aqui se impõe como espaço privilegiado para o aprofundamento das demandas do segmento de mulheres com deficiência visual na Bahia. Dessa forma, a Associação Baiana de Cegos sai na frente e lança luz sobre a pouco conhecida vida e a defesa dos direitos da mulher cega em nosso Estado. Almeja diagnosticar o perfil da mulher mãe, trabalhadora e formadora de opinião convivendo com uma limitação visual.
O I Encontro Baiano de Mulheres Cegas ocorrerá nos dias 11 e 12 de dezembro, das 8h às 18h no Auditório da Associação Baiana de Cegos localizada na Rua Mesquita dos Barris, 40 - Barris.
As inscrições podem ser realizadas através do preenchimento da ficha por telefone (71 3328.0661), pessoalmente na sede da Associação Baiana de Cegos, ou ainda poderá ser preenchida eletronicamente e enviada para o endereço eletrônico eventos@associacaobaianadecegos.org.br, via fax ou via postal. A inscrição é gratuita e as participantes terão direito a alimentação, material didático e participação nas oficinas. Vagas limitadas!
O I Encontro Baiano de Mulheres Cegas tem o apoio do Programa de Acessibilidade da Vida Brasil. Segue programação
 
Programação

Dia 11/12
08.00h – Abertura e apresentação cultural;
    08.30h – Mesa redonda 1: A mulher cega no contexto da inclusão social; 
09.10h – Debate
10.15h – Intervalo
10.30h – Mesa Redonda 2: Equidade de gênero e as relações sociais   na área da deficiência.
11.30h – Debate
12.00h – Almoço
14.00h – Grupos de trabalho: Eixos Mobilizadores:
                            Saúde, direitos sexuais e reprodutivos;
                             Segurança, vulnerabilidade e risco social;
                            Trabalho, empreendedorismo e geração de renda;
                            Intervenção nos espaços de participação e controle social.
 

Dia 12/12
08.00h – Sensibilização
08.30h – Plenária para apresentação dos Grupos de trabalho
12.00h Almoço
14.00h Oficinas e Vivências
16.40h Apresentação da Carta de Propostas do Encontro
17h Considerações Finais
Encerramento e entrega dos certificados. Coquetel e apresentação cultural.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Concurso premia iniciativa de jovens negras empreendedoras - BA

Programa Jovens nos Negócios terá cerimônia de julgamento e premiação nesta quinta-feira, 12, no Teatro Acbeu. Projeto vencedor receberá incentivos financeiros.



Apoiar a iniciativa de jovens empreendedores negros e negras na consolidação de negócios que gerem emprego e renda para suas famílias e comunidades. Este é o objetivo do Programa Jovens nos Negócios, promovido pela organização norte-americana Levantamos, que desde o início de 2009 vem oferecendo uma série de oportunidades de desenvolvimento profissional para jovens de bairros da periferia de Salvador. Após cursos e oficinas de capacitação, acompanhamento dos planos de trabalho e uma viagem aos Estados Unidos para conhecerem experiências de empreendedorismo, a última etapa do programa será realizado no próximo dia 12 de novembro, às 18h, no Teatro Acbeu (Corredor da Vitória) quando será anunciado o projeto vencedor, que receberá incentivos financeiros para tocar os negócios.
Na reta final do Programa restam apenas três empresárias: Elísia Santos, Samadá Kinté e Cleide Crisarte que atuam, respectivamente, no segmento de cabelos crespos, designer de unhas e artesanato ambiental. As jovens representam as comunidades de São Caetano, Paripe e Saramandaia, todas marcadas pela escassez de oportunidades para os jovens e altos índices de violência. Em abril deste ano, elas integraram uma comitiva de mais de dez jovens que visitaram quatro cidades norte-americana (São Francisco, Nova Iorque, Washington e Philadelfia) , para conhecer empresários e iniciativas de negócios focados em preocupações étnicas e comunitárias.
O Programa Jovens nos Negócios é financiado pelo Departamento de Estado Americano. Nesta quinta-feira, 12, as jovens apresentarão seus planos de negócios, explicando aos jurados suas estratégias, motivações e a organização dos seus trabalhos. Para julgar os projetos foram convidadas personalidades com reconhecida trajetória na área dos negócios, tanto da Bahia como dos Estados Unidos. Entre eles: Mário Nelson Carvalho, da Associação Nacional dos Coletivos de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros, Míriam Souza, da organização Companheiros das Américas e do Conselho Estadual da Mulher Empresária e Russell Hicks, da Ebony Suns Fashion, organização que atua com estética negra na Philadelfia, Estados Unidos.
“O objetivo do Programa é realizar intercâmbio de estratégias para o crescimento de negócios que afetem positivamente a comunidade onde essas jovens atuam, além de oferecer aos jovens afro-brasileiros um profundo conhecimento sobre o contexto histórico e cultural da apropriação e desenvolvimento econômico nos EUA”, explica a coordenadora do Programa, Tianna Paschel. Os nomes das empresas concorrentes são: Salão Rosas Negras, de Elisia Santos, Ateliêr de Unhas Sol & Flores, de Samadar Kintê e Crisarte Produtos Afroambientais, de Cleide Crisarte.



SERVIÇO
O que: CONCURSO JOVENS NOS NEGÓCIOS
Quando: 12 de novembro, quinta-feira, às 18h
Local: Associação Cultural Brasil – Estados Unidos (ACBEU)
Avenida Sete de Setembro 1883, Corredor da Vitória.
Informações: Tianna Paschel 71-9603-2838 / Márcio Lima 71. 3264-3150 /
Assessoria de Imprensa: André Luís Santana: 8873-7047

ONU lança campanha pela igualdade

O Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil (UNIC), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids – UNAIDS, ACNUR, UNESCO, UNIFEM, UNODC e redes da sociedade civil, têm a honra de convidar Vossa Senhoria para o lançamento da Campanha “IGUAL A VOCÊ”.


A campanha consiste em inserções televisivas de 30 segundos abordando a luta pela igualdade dos direitos de populações vítimas de preconceito. Os protagonistas desses filmes são ativistas e representantes de redes sociais estabelecidas no país, como transexuais, gays, profissionais do sexo, lésbicas e pessoas vivendo com HIV. Outros grupos vulneráveis também são enfocados na campanha como, por exemplo, usuários de drogas, refugiados, população negra e jovens no ambiente escolar.



Todos os dias, estes segmentos populacionais ainda são alvo de preconceito no Brasil. Por essa razão, ações adicionais são essenciais para a conscientização da sociedade e para reafirmar nosso compromisso em promover o respeito e os direitos fundamentais do indivíduo. A nãodiscriminação e a igualdade devem ser fortalecidas e se tornar princípios perenes.

O lançamento ocorrerá na segunda-feira, dia 16 de novembro, às 10 horas, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, à Rua Marechal Floriano 196 – Centro.



Nossa equipe estará à disposição para as informações necessárias pelo telefone: (61) 3038 9220.