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Calendário Feminista

24 de fevereiro – Dia da conquista do voto feminino no Brasil
8 de março – Dia Internacional da Mulher
30 de abril – Dia Nacional da Mulher
28 de maio – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna
25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha
29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil
23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
28 de setembro – Dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe
10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
25 de outubro – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher
6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Carta aberta ao Movimento Negro em geral e ao Movimento de Mulheres Negra, em particular

Comunico às organizações de Movimento Negro e demais Movimentos Sociais e, em especial, às irmãs que compõem as organizações de movimento de Mulheres Negras, que eu, estudante do quinto semestre de Historia UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado-  fui agredida com um tapa na cara por um estudante que compõe a organização do Simpósio de História “Pesquisa histórica na Bahia” na referida faculdade.
 
Fui agredida fisicamente (com um tapa na cara!) por um homem branco, estudante, como eu, do 5° semestre do curso de história da UNIJORGE – Centro Universitário Jorge Amado. Enfatizo esse dado, por sabermos que o racismo e o machismo se articulam o tempo todo, para impedirem que pessoas como eu (preta “estilo favela!”) possam representar uma pequena minoria do curso de história (brancos, e classe média). Atualmente ocupo a posição de Coordenadora Acadêmica do Centro Acadêmico União dos Búzios, representação legítima dos estudantes do curso de história dessa Instituição.
 
Inicialmente, estávamos organizando com a coordenação do Curso de História uma atividade acadêmica (o simpósio de história); Entretanto, da noite pro dia fomos retirados da organização com a explicação de que o evento não deveria ter envolvimento do movimento estudantil, por parte um dos palestrantes, e que não iríamos assinar os certificados por quem estava organizando era a instituição.
 
Quando chegamos, no dia anterior ao fato, encontramos esse grupo de estudantes com a camisa da organização do evento (que até então era da universidade), fizemos algumas intervenções falando sobre a institucionalização da atividade do movimento estudantil e sobre a apropriação intelectual da atividade. (Tudo isso causou incômodo à organização do evento – Coordenação e estudantes envolvidos no processo)
 
Quando cheguei à atividade, no dia seguinte, fui impedida de assinar a lista de presença, que me legitimaria ganhar o certificado de carga horária do evento. Todas as pessoas assinaram, quando chegou a minha vez a organização da atividade recolheu a lista, e eu perguntei num tom alto no meio da palestra: ‘por que vou assinar a lista lá fora, já que todos assinaram aqui dentro?’ Na mesma hora todo mundo parou e me olhou... Esperei o evento acabar e chamei a coordenadora do curso pra pedir explicação, a mesma não deu atenção, acabei não comunicando sobre o ocorrido. Quando sai do evento me dirigi até o LUCAS PIMENTA (o agressor) e perguntei: ‘posso assinar alista?’ Ele disse: “você é muito mau educada!”, eu o interrompi e falei, ‘não quero te ouvir, só quero saber se posso assinar, caso contrario vou conversar com a coordenação’. E ele disse: “Você ta tirando muita onda, não é de agora que eu to te aturando!” E me deu UM TAPA NA CARA! Quando eu falei que Eu sou oriunda do Movimento Negro, do Movimento de Mulheres Negras, e que não ia deixar barato que ia acionar a Lei Maria da Penha pra ele, ele se curvou e foi segurado pelos colegas enquanto tentava me dar murros.
 
Ao dizer “você ta tirando muita onda”  e em seguida me agredir o Sr Lucas Pimenta  revelou um sentimento de insatisfação, não apenas dele, isoladamente, mas de muit@s outr@s diante do fato de eu ser Coordenadora Acadêmica no CA de História da Jorge Amado. O fato de estarmos adentrando o espaço acadêmico, por si só, já fez membros da elite branca sentirem-se ameaçados. Mas, esse tapa na cara ocorre em retaliação a um fato mais insuportável ainda, para Lucas e demais membros da elite racista desse país: sou Negra “favelada”, jovem e o represento, em um espaço que o projeto genocida de Estado brasileiro historicamente  reservou para os branc@s 

Por essas razões, conclamo meus irmãos e em especial às minhas irmãs para amanhã, na extensão desta atividade, manifestarmos politicamente a nossa indignação e repulsa, diante desse caso inequívoco de machismo e racismo.
 
Onde? Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE (Paralela)
Concentração: 18h, praça de alimentação.
Nairobi Aguiar 71 81256549

terça-feira, 26 de abril de 2011

Dias das Mães no Calafate - BA

 (Clique na imagem para ampliá-la)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

E-book Sexualidade e educação sexual

Depois do Livro de Resumos, já está disponível para download o ebook do I Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual (I CISES) que decorreu na Universidade de Aveiro, nos dias 11, 12 e 13 de Novembro de 2010 com a colaboração de várias entidades, entre as quais, a Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a SIDA".  Tendo por título Sexualidade e Educação Sexual: políticas educativas, investigação e práticas, o e-book está dividido em sete secções temáticas e termina com a Carta de Aveiro que, por iniciativa do Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores, já foi traduzida para inglês e espanhol.

Seminário "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado" - SP

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Campanha de rádio divulga o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas

Data é comemorada no dia 27 de abril. No Brasil, a profissão é exercida por 7,2 milhões de pessoas
 
Brasília, 25 de abril de 2011 - A campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras” começou a ser divulgada no dia 18 de abril para emissoras comerciais, comunitárias, universitárias, sindicais, entre outras, de todo o Brasil. A iniciativa tem o objetivo de divulgar os direitos das trabalhadoras domésticas e valorizar o trabalho doméstico. São três spots de 60 segundos, em média, gravados com: a presidente da Fenatrad – Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, um empregador e uma trabalhadora doméstica.

A iniciativa é assinada pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, ONU Mulheres (antes UNIFEM) e Fenatrad, com o apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O relançamento da campanha de rádio “Respeito e dignidade para as trabalhadoras domésticas: uma profissão como todas as outras” é uma das estratégias para dar visibilidade ao trabalho doméstico, por ocasião do Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas, comemorado em 27 de abril. Em 2010, a campanha ganhou a adesão da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e foi veiculada em centenas de emissoras de rádio de todo o Brasil.


Trabalho doméstico: desigualdades de gênero e raça
Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE, em 2008, a categoria das trabalhadoras domésticas representava 15,8% do total da ocupação feminina, o que correspondia, em termos numéricos, a 7,2 milhões de pessoas. Entre as mulheres negras, 20,1% das ocupadas eram trabalhadoras domésticas. Dentre as mulheres brancas, amarelas e indígenas ocupadas, o trabalho doméstico correspondia a cerca de 12% do total da sua ocupação.

Embora agregue um número significativo de mulheres, o trabalho doméstico é marcado por condições precárias. Somente 26,8% da categoria têm carteira assinada. Entre aquelas que não têm carteira assinada, as mulheres negras eram a maioria (59,2%). Os baixos rendimentos também são uma característica desta ocupação: entre as trabalhadoras com carteira assinada, o rendimento médio mensal era de R$ 523,50, ao passo que entre aquelas sem carteira, esta média caia para R$ 303,00. As trabalhadoras negras, particularmente, recebiam, em média, apenas R$ 280,00.

Direitos a serem conquistados
O trabalho doméstico é uma atividade laboral essencial não apenas para o funcionamento dos lares (domicílios), como também para a sociedade e para as economias. Atualmente, a demanda pelo trabalho doméstico remunerado tem crescido em todas as partes do mundo. As características peculiares do trabalho doméstico e sua complexidade colocam grandes desafios do ponto de vista da ação pública e da organização de atores sociais para a superação das discriminações de gênero e raça e para a promoção de direitos.

Apesar do reconhecimento oficial como ocupação e dos direitos assegurados em lei, o trabalho doméstico é um trabalho desvalorizado e invisibilizado, pouco regulamentado e cujas características se afastam da noção de trabalho decente. É marcado pela informalidade, pouco cobertura da proteção social e baixa remuneração. As trabalhadoras domésticas sofrem com o desrespeito sistemático de seus direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho. É uma ocupação na qual as discriminações de gênero e raça se entrelaçam e se fortalecem mutuamente. A desvalorização do trabalho dos cuidados, tradicionalmente realizado pelas mulheres, e a associação com atividades realizadas em regime de servidão e escravidão estão na base do não reconhecimento do trabalho doméstico como uma profissão como todas as outras.

Clique nos links abaixo e escute os spots:

Contatos:
Assessoria de Comunicação
ONU Mulheres Brasil e Cone Sul
Isabel Clavelin
(61) 3038.9287 / 8175.6315

domingo, 24 de abril de 2011

1ª Conferência FAZAG sobre Mulher, Gênero e Relações de Trabalho - BA

Esta conferência propõe discutir sobre as questões da mulher e o seu acesso ao mercado de trabalho, a discriminação de gênero, o empoderamento econômico das mulheres indígenas e afrodescendentes, os avanços e desafios no enfrentamento desse acesso.

Conferência: “Memória das Mulheres Operárias da CVI”
Conferencista: Professor Ms. Márcio Vieira – UNEB/FAZAG
Convidadas especiais para mesa redonda: Mulheres Operárias da CVI da década de 60-70
Local: Auditório da Faculdade Zacarias de Góes – FAZAG
Mais informações no blog:
 
 
Colabore com nosso evento respondendo a enquete no link:
 
Sua opinião e muito importante para nós
 
Vagas limitadas , os inscritos receberão certificado de participação

Inscrição no email:
eventopedagogiafazag@gmail.com
Solicite por email a sua ficha de inscrição
Sua presença fará toda a diferença na nossa conferência!!
 
Entidades organizadoras
·         Curso de pedagogia FAZAG ;
·         Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Valença -
·         Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher
·         Centro de Referencia da Mulher
·         Movimento UNEGRO - União de Negros Pela Igualdade
 

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Inscrições abertas para o curso “Mulher: Liderança Comunitária” - SP


 AVEPEMA (associação do verde e proteção do meio ambiente)  irá capacitar 60 mulheres acima dos 20 anos  para exercerem papel de liderança na comunidade, com o financiamento do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e a CAIXA.
O projeto Mulher: Liderança comunitária” busca identificar e intensificar nas empreendedoras sociais o capital humano, instrumentalizando-as  para melhoria do capital social na sua comunidade, a  sua atuação profissional,  aprimorando sua percepção na identificação de oportunidades dentro da sustentabilidade ambiental;  fomentar  o exercício da cidadania,  a integração social e  o fortalecimento da autoestima,  buscar igualdade e equidade de  gênero, gerando o aumento de mulheres  na representatividade pública.  
O curso é composto de 12 aulas, uma vez por semana. O projeto proporcionará aos participantes vale transporte e Lanche.
Parceiros:  Centro de Cidadania da Mulher de Santo Amaro, Tales de Mileto.
Início do curso:

Zona Sul: dia  25 de Abril/2011
Local: Centro de Cidadania da Mulher de Santo Amaro
Endereço: Rua Mário Lopes Leão, nº 240
Telefone para inscrição: 5521-6626 / 5524-4782

Zona Leste: dia 24 de Maio/2011
Local: Colégio Tales de Mileto
Endereço: Rua Platina, 287 (a 200 metros do Metrô Tatuapé)
Telefone para inscrição: 2605 4155/ 2694 4866

OBJETIVO GERAL:

Capacitar as mulheres para exercerem papel de liderança, promover o exercício da cidadania a integração social e o fortalecimento da autoestima e consciência plena da cidadania, buscar maior igualdade de gênero e aumentar os índices femininos na representatividade política.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

·   Facilitar e fortalecer os vínculos entre diferentes atores sociais para garantir à comunidade, a apropriação do projeto e seus resultados em curto, médio e longo prazo.
·   Possibilitar à mulher a identificação de alternativas possíveis para superação de situações vivenciadas;
·    Promover a reflexão, discussão e reposicionamento da sociedade com relação à mulher e Articular os meios que favoreçam a inserção da mulher na sociedade civil organizada, elevando a cidadania; 
·     Identificar os diferentes tipos de liderança e fazer a avaliação de suas características;
·   Avaliar e aprimorar as competências interpessoais de comunicação, negociação, influência, motivação e delegação que lhe permita se desenvolver como líder, valendo-se de suas próprias características.
·    Apresentar as implicações e a importância da gestão de mudanças sobre o capital humano. Como assistir pessoas e desenvolver habilidades para reconhecer, prever e gerenciar conflitos no ambiente de trabalho.

Módulos:

    1. Comportamento e  Motivações na Liderança Feminina
    2. A tarefa do líder é desenvolver líderes – desenvolver os capitais
    3. Planejamento e estratégia: desenvolvimento pessoal
    4. Gestão de conflitos: Trabalhando em equipe
    5. Desenvolvimento Local

quarta-feira, 20 de abril de 2011

ONU Mulheres Brasil e Cone Sul abre edital anual para financiamento de projetos da sociedade civil

Seleção destina US$ 415 mil e está centrada em três áreas temáticas: liderança e participação política, eliminação da violência contra as mulheres e empoderamento econômico das mulheres.  Propostas de projetos serão recebidas até o dia 8 de maio de 2011
 
Brasília, 19 de abril de 2011 - A ONU Mulheres – Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e Empoderamento das Mulheres abre nesta terça-feira (19/4) edital anual para financiamento de projetos da sociedade civil. A seleção se encerra no dia 8 de maio de 2011 e prevê o financiamento de US$ 415 mil (cerca de RS 680 mil) para iniciativas que sejam executadas na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

O edital está estruturado em três áreas temáticas: expansão da liderança e participação das mulheres, promovendo a igualdade de gênero nas diferentes esferas da sociedade; eliminação da violência contra as mulheres; e fomento ao empoderamento econômico das mulheres. Podem apresentar propostas organizações da sociedade civil com experiência mínima comprovada de um ano na execução de projetos similares. Os projetos financiados deverão ser executados no período de 1º de julho de 2011 a 30 de junho de 2012.

Para o Brasil estão destinados US$ 133 mil (cerca de R$ 220 mil) para a capacitação de organizações da sociedade civil, especialmente de mulheres e população LGBT em situação de vulnerabilidade social, para participar na formulação e avaliação de políticas públicas na área de segurança pública. Os recursos também estão direcionados para apoiar as atividades preparatórias da 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres e aumentar a capacidade de liderança das mulheres em cargos eletivos e em esferas de tomada de decisão.

Na Argentina, o edital canaliza US$ 87 mil para o fortalecimento de rádios comunitárias; atividades de base de mulheres rurais, povos originários e migrantes para incidência nas políticas públicas; e produção de conhecimento sobre cadeias de cuidado, uso do tempo e temas econômicos de mulheres rurais, povos originários, afrodescendentes, migrantes e em outras áreas de vulnerabilidade. Para o Chile, a seleção prevê US$ 55 mil para a seleção de projetos que aumentem a capacidade de liderança das mulheres e a participação delas em cargos eletivos e de tomada de decisão; e a geração de renda de mulheres rurais, com enfoque especial em mulheres indígenas.

No Paraguai, serão financiados US$ 62 mil em projetos que reinstalem a discussão sobre cotas para mulheres na política; fortaleçam as capacidades institucionais da Secretaria de Gênero do Poder Judiciário; e fortaleçam a capacidade de elaboração de orçamentos sensíveis ao gênero da Secretaria da Mulher da Presidência da República. Para o Uruguai estão alocados US$ 78 mil para financiar iniciativas que estimulem a participação política das mulheres e fomento dos direitos das mulheres de minorias com discriminações múltiplas; e apóiem iniciativas relacionadas a gênero e mudanças climáticas.


 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Revista Eparrei


Eventos abordam Gênero, Direito e Violência contra a Mulher - RJ

(Clique na imagem para ampliá-la)

Sobre as inscrições
  • As inscrições nos Grupos de Trabalho (GT´s) e na oficina serão gratuitas.
  • Para se inscrever na conferência, nos grupos de trabalho ou na oficina, mande um e-mail para nucleodh@puc-rio.br informando a(s) atividade(s) na(s) qual(is) deseja se inscrever;
  • As mesas e Grupos de Trabalho serão abertos a todos.
  • Serão concedidos certificados relativos às participações nos grupos de trabalho e na oficina.
 
Envio de trabalhos
  • Os resumos para apresentação nos grupos de trabalho serão recebidos até o dia 20 de maio, segundo normas abaixo;
  • O resultado dos trabalhos aprovados será divulgado até o dia 27 de maio
  • As versões finais dos trabalhos aprovados deverão ser enviados até o dia 02 de junho para publicação eletrônica;
  • Somente serão publicados os trabalhos devidamente aprovados.
 
Critérios para inscrição na oficina do dia 02 de junho de 2011
 
  • As oficinas promovidas pela Red Alas serão destinadas a professores de Direito, pois o objetivo consiste em disseminar a discussão sobre a desigualdade de gênero nos cursos de graduação em Direito. Os temas das oficinas serão:
  • São oferecidas até setenta vagas. Caso o número de inscrições ultrapasse o número de vagas serão utilizados os seguintes critérios para a seleção: professores doutores ou mestres de Universidades, doutorandos e mestrandos em Direito, respectivamente.
  • A oficina oferecida pela Red Alas é gratuita e serão conferidos certificados aos participantes.

Critérios para a seleção de trabalhos a serem apresentados nos GTs
  • Serão recebidos resumos de pesquisadores que apontar o GT no qual deseja apresentar o trabalho;
  • Cada Grupo de Trabalho terá 05 (cinco) vagas. Cada participante poderá apresentar apenas um trabalho em um dos eixos temáticos abaixo relacionados:
      1) Judiciário e violência contra a mulher: aspectos criminais e constitucionais
      2) Direito Internacional e Violência contra a mulher
      3) Gênero como Sistemas de Justiça: que mulheres são protegidas e de que forma?
      4) Estratégias litigiosas dos movimentos sociais
  • Os resumos poderão ser enviados em co-autoria, com no máximo dois autores, que não poderão apresentar outros trabalhos em outros Grupos de Trabalho, ainda que individualmente ou em co-autoria.

Resumo:
  • Fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento 1,5;
  • Margens: direita 3; esquerda 3; superior: 2,5; inferior: 2,5
  • Até 300 palavras;
 
Normas para envio do trabalho completo

  • Somente serão publicados os trabalhos devidamente apresentados no evento;
  • Resumo em português e em inglês com o mínimo de dez e o máximo de quinze linhas, justificado, espaçamento simples;
  • Três a cinco palavras-chave.
  • Mínimo de 10 e máximo de 15 laudas.
  • Título maiúscula; subtítulo minúscula e em negrito;
  • Nome do autor e co-autor; filiação institucional e e-mail para contato em nota de rodapé;
  • Os subitens deverão ser numerados e escritos em minúscula em negrito;
  • Sistema de nota de pé de página;
  • Referências bibliográficas.
Quaisquer dúvidas, escreva para nucleodh@puc-rio.br
 
Organização:
 
Profª. Drª. Márcia Nina Bernardes (PUC-Rio)
Profª. Adriana Vidal de Oliveira (PUC-Rio)
Vanessa Santos do Canto (PUC-Rio)

Seminário Internacional UFRGS: Rotas Críticas III

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sexta-feira, 15 de abril de 2011

4º ENCONTRO DE MULHERES ESTUDANTES DA UNE - BA

Com o mote “Ô abre alas que as mulheres vão passar”, o IV EME da UNE terá o objetivo de criar uma agenda ampla que avance na discussão das mulheres nos espaços de decisão da Entidade e apresentar os desafios da mulher brasileira que, mesmo admitindo avanços no campo das políticas públicas, no acesso a educação, ainda sofrem com as duplas jornadas de trabalho, com a falta de autonomia e a mercantilização de seus corpos, com a cri...minalização do aborto e com os valores patriarcais e mercadológicos arraigados no seu cotidiano.

Antenadas com o momento atual, em que as mulheres rompem barreiras e alcançam espaços nunca antes conquistados, as mulheres da UNE buscam radicalizar as suas pautas e dizer, em alto e bom som, que ainda temos que lutar muito! Enquanto as mulheres jovens ocuparem os piores postos de trabalho, enquanto a pobreza estiver majoritariamente entre as mulheres negras, enquanto o aborto for criminalizado, a violência continuar existindo, estaremos em processo de luta e resistência!

Sabemos que o sistema capitalista reproduz e reforça a opressão sobre as mulheres que se acentua ainda mais se ela for negra. Recebem os menores salários, são menos representadas na educação superior e as que mais morrem por abortos inseguros. O encontro também vai acumular para essa realidade.

A luta contra o machismo é coletiva. É preciso que todas as mulheres se sintam protagonistas dessa luta e a encarem como sua em seu cotidiano, levando-a não só para os debates na sala de aula, como também para outros espaços de atuação que participam, como Centros Acadêmicos, DCEs, nas UEEs, nas diretorias da UNE e organizações políticas.
Mulheres estudantes em luta!

Faça sua inscrição: http://mulheresnaune.blogspot.com/p/ficha-de-inscricao-do-4-eme.html#


Programação
21 de abril
18h00 – Mesa de Abertura

19h00 – Atividade Cultural

22 de abril
09h00 – Mesa Eixo 1: Ô abre alas que as mulheres vão passar! Igualdade é poder.
Convidadas:
Iriny Lopes, Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres;
Ticiana Studart, da Marcha Mundial das Mulheres;
Deputada Federal Alice Portugal PC do B - BA;
Fabya Reis, do MST;
Louise Caroline, Secretária Especial da Mulher em Caruaru – PE;
Zilmar Alberita, do Círculo Palmarino.

12h30 – Almoço

14h00 – Mesa Eixo 2: Mulher e o mundo do trabalho
Convidadas:
Rosana Sousa de Deus, Juventude da CUT;
Raimunda Gomes, Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB;
Creusa Maria, Presidente da FENATRAD;
Carmem Foro, Secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da CONTAG;
Fernanda Melchionna, Vereadora de Porto Alegre.

17h00 – Grupos de Discussão
Movimento Estudantil
Saúde
LGBT
Assistência estudantil
Economia solidária e feminista
Mulher negra
Mídia
Violência contra a mulher

19h00 – Jantar

20h30 – Atividade Cultural

23 de abril
09h00 – Mesa Eixo 3: As mulheres transformando a Universidade
Convidadas:
Luiza Bairros, Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Promoção da Igualdade Racial;
Lucia Stumpf, ex-presidente da UNE e dirigente da UBM;
Alessandra Terribili, Marcha Mundial das Mulheres;
Daniele Jardim, historiadora e pesquisadora;
Luciana Mandelli, Diretora de Programas da SPM

12h30 – Almoço

14h00 – Dinâmica sobre a Legalização do Aborto

17h00 – Atividades Autogestionadas; Trocas de experiências entre coletivos feministas;

19h00 – Jantar

20h30 – Atividade Cultural

24 de abril
09h00 - Plenária final

13h00 - Almoço

Serviços:
O que? 4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE
Quando? De 21 e 24 de abril de 2011.
Onde? Salvador
Como? http://mulheresnaune.blogspot.com/
Quanto? R$10,00

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Homofobia e racismo na agenda nacional (Nilton Luz)

Racismo e homofobia são discriminações distintas em origens, formas e conseqüências. Há alguns dias, três casos ajudaram a explicitar as diferenças e semelhanças, e também a estabelecer as conexões entre elas e unificar a reação a todas as formas de desigualdade e intolerância. A primeira vítima foi um estudante negro, gay assumido e militante, estudando no interior do Rio Grande do Sul, covardemente agredido, preso e ameaçado de morte por policiais. Nas ameaças, racismo e preconceito regional explícitos.
Respondendo a pergunta da cantora Preta Gil, em caso de maior repercussão midiática, o homofóbico deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou em programa de TV aberta que seus filhos não namorariam uma mulher negra porque “têm boa educação”, associando a possibilidade da relação à promiscuidade. Assustado com a repercussão pública e ameaçado de perder o mandato, retrocedeu e tentou justificar-se com a versão de que confundiu a pergunta, imaginando tratar-se de “gays”. Inúmeras declarações estapafúrdias do deputado têm se seguido àquela.
Não parou por aí. O também deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), afirmou pelo Twitter que africanos "descendem de ancestrais amaldiçoados por Noé" e que gays têm "podridão de sentimentos" que "levam ao ódio, ao crime e à rejeição".
Nos três casos, a cara da opressão é o próprio Estado, personificado nos policiais e nos deputados federais. O Poder Executivo, responsável pela força policial, deve proteger os cidadãos e cidadãs, no cumprimento às leis aprovadas no mesmo Legislativo que abriga os dois deputados. Os casos exibiram o profundo fosso que o Brasil tem de superar para promover a cidadania de segmentos discriminados.
O crescimento da pauta LGBT na agenda pública brasileira teve o efeito colateral de organizar a oposição reacionária aos direitos dessa parcela da sociedade. Tornou-se a principal bandeira da bancada evangélica, obrigou um retrocesso na campanha de 2010 e tem tomado o espaço midiático que tiveram as cotas raciais na década passada. Do início do ano para cá, os casos de homofobia ganharam enorme visibilidade – lastreada, é bom que se diga, pelos casos de agressões na Avenida Paulista, que vitimaram jovens de classe média. Não se trata de uma coincidência apenas.
O assassinato de travestis ou de negras lésbicas e negros gays não costuma ganhar igual notoriedade. A homofobia, quanto praticada cotidianamente contra negros e negras, nas periferias das cidades e no interior do país, encontra no anonimato a receita da impunidade e o incentivo à reincidência. Os eventos, entretanto, jogaram luz sobre essa faceta da dupla discriminação. Pela primeira vez, a oportunidade de debater homofobia e racismo juntos, compreendendo suas imbricações. O assunto parece ter sido colocado, mesmo que momentaneamente, em debate nacional.
Os três casos demonstram as diferenças e semelhanças entre racismo e homofobia. Jovens de classe média agredidos estampam manchetes de jornais, mas o assassinato cruel de uma travesti negra de 14 anos não merece sequer uma nota de rodapé. Por sua vez, declarações racistas podem levar a processo de cassação de mandato parlamentar, mas as mesmas palavras ditas contra gays e lésbicas é tolerável. Nesse jogo, é difícil mesmo compreender o que é pior, entre duas discriminações. A única certeza é de que os negros e as negras LGBT sairão perdendo por todos os lados.
Mas existe um ponto positivo decorrido dos três atos deploráveis. Conseguiram unificar setores dos movimentos negro e LGBT, em geral avessos à solidariedade mútuas, em repúdio aos “ismos” e “fobias”. Há de se admitir, no entanto, que o ponto de contato não foi apenas a defesa das vítimas. Apesar do estudante ser negro e gay assumido, e da cantora negra falar abertamente e orgulhosamente das experiências que viveu com outras mulheres, o principal elo de identidade foi a reação contra a postura racista e homofóbica dos deputados. Nem os skinheads obtêm tal façanha, embora suas vítimas preferenciais sejam justamente LGBT, negros e nordestinos, os três casos em voga. Diante disso, questiona-se se é possível que os movimentos sociais acumulem força para inverter situações desfavoráveis. A reação a Bolsonaro e seu recuo sinalizam que sim, e a capacidade de fazer alianças certamente contribui nas agendas comuns.
Negras lésbicas e negros gays, bissexuais, travestis e transexuais constroem uma espécie de ponte entre duas realidades distintas, que sofrem desigualdades diferentes. No esforço de corresponder à dupla identidade, costumam estar excluídas de ambas. O movimento de negros e negras lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais têm ainda uma grande caminho para avançar.

Retirado do site:

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Campanha #EUSOUGAY

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Itarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

http://projetoeusougay.wordpress.com/

Mulheres: Conquista e Dilemas

A primeira entrevista da série Mulheres: Conquista e Dilemas, discute entre outras coisas, a emancipação feminina. Para falar sobre o assunto conversamos com duas mulheres jovens que entendem e mais do que isso, compreendem o papel e importância da mulher na formação da nossa sociedade. Membro do Coletivo Mulheres na Rua, Victória Aquino, destaca que o machismo é um marcador social que fere a liberdade feminina. Já a rapper e pedagoga Mahara, tem como meio de instrumento a música para lutar pela igualdade de direitos. Ela aproveitou para destacar que a mulher vem ganhando uma maior independência e acaba fugindo do modelo familiar patriarcal.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O ex-ministro e a senzala

Data: 11/04/2011

A declaração do economista e ex-ministro Delfim Netto neste domingo (4/4), no programa "Canal Livre", da TV Band, que comparou as empregadas domésticas a animais em extinção, evidencia o quanto estamos distante do conceito de igualdade, aqui compreendida em todos seus aspectos.

Delfim Netto personaliza o pensamento persistente de um Brasil colonial, que enxergava negras e negros como seres inferiores, feitos para servir a uma elite branca. Séculos nos distanciam daquele período, mas a fala do ex-ministro demonstra que essa cultura escravocrata permanece, lamentavelmente, até os dias atuais. Disse Delfim Netto: "a empregada doméstica, infelizmente, não existe mais. Quem teve este animal, teve. Quem não teve, nunca mais vai ter". Mais do que uma afirmação infeliz, a comparação demonstra o total desrespeito, a desvalorização e a invisibilidade, além do desconhecimento sobre a realidade da valorosa atividade das quase sete milhões de mulheres trabalhadoras domésticas.

No Brasil, o trabalho doméstico é a ocupação que agrega o maior numero de mulheres, 15,8% do total da ocupação feminina, de acordo com dados disponibilizados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2008), do IBGE. E a maioria dessa categoria é formada por mulheres, sobretudo negras. Desse total, a despeito de todos os incentivos governamentais para formalização da atividade, 73,2% não têm carteira assinada e, por conseguinte, não contam com qualquer amparo trabalhista e previdenciário previstos para todas trabalhadoras e trabalhadores.

A informalidade acarreta uma série de violações de direitos, como carga horária bem acima do limite legal, excesso de horas trabalhadas sem remuneração extra, salários abaixo do mínimo estabelecido, entre outros. Segundo esse levantamento da PNAD 2008 - período em que o salário mínimo era de R$ 415,00 -, o rendimento médio mensal entre as trabalhadoras com carteira assinada era de R$ 523,50. Do total que ainda estão na informalidade, a média caia para R$ 303,00 (27,0% abaixo do teto salarial), sendo a condição das trabalhadoras domésticas negras era ainda pior: elas não percebiam mais de R$ 280,00, ou seja 67,4% do salário mínimo.

O conjunto dessas informações demonstra que, mesmo em uma ocupação tradicionalmente feminina e marcada pela precariedade, as mulheres, e em especial as negras, encontram-se em situação mais desfavorável do que os homens, refletindo a discriminação racial, a segmentação ocupacional e a desigualdade no mercado de trabalho.

O governo federal tem feito esforços para regularização da atividade, incentivando o empregador através de descontos no Imposto de Renda, entre outras ações. Temos como desafio eliminar a desigualdade vivida por mulheres trabalhadoras domésticas no mundo do trabalho. Isso significa não só abordar os aspectos legais, mas de reconhecer e enfrentar o pensamento escravocrata que ainda persiste em parte da sociedade.

É lamentável que ainda hoje alguém pronuncie em rede de TV, sem qualquer sombra de constrangimento, o preconceito e a discriminação. Para além da formalização da categoria, o país tem compromissos com a igualdade de gênero e raça, inclusive como signatário de tratados internacionais de direitos humanos.

As declarações do ex-ministro Delfim Netto expõem a face perversa do racismo, do preconceito e o pressuposto de que as pessoas são diferentes e que, portanto, são ou não merecedoras de direitos. Por essa visão, existem os animais e seus "donos". Identificar os discursos que perpetuam a cultura da desigualdade significa combater a violência dissimulada e a mais explícita, que impedem os avanços sociais, o reconhecimento da cidadania, do tratamento igualitário para todas e todos e, por decorrência, da democracia.

Iriny Lopes
Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM)

Senado promove audiência pública para debater a Lei Maria da Penha

A Comissão de Direitos Humanos do Senado realiza nesta na terça-feira (12), a audiência pública para debater a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) e a existência de possíveis alterações, em função de interpretações díspares sobre a sua aplicabilidade. Foram convidadas as ministras Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Luiza Bairros, Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir), além do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso.

A Comissão de direitos humanos do Senado realiza nesta na terça-feira (12), a audiência pública para debater a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) e a existência de possíveis alterações, em função de interpretações díspares sobre a sua aplicabilidade. Foram convidadas as ministras Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e Luiza Bairros, Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial (Seppir), além do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e do presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

2º de Ciclo de Debates da Aqualtune - RJ

Reservem o dia 09 de abril  na sua agenda! Nesse dia a Associação de Mulheres Negras Aqualtune  realizará o seu segundo Ciclo de Debates do ano de 2011.

Tema: “Para ficar bonita tem que sofrer!”
A construção de identidade capilar para mulheres negras no Nível Superior.

O tema corresponde a pesquisa de Luane Bento dos Santos, cientista social , que estará conosco compartilhando sua pesquisa:

LOCAL:
Av. Rua Antonio Regados,26/ 6ªandar- sala 610, Centro. (Conlutas)
Horário: 14 hs (Referência-Lapa)

Contamos com vocês!


Associação de Mulheres Negras Aqualtune:
Nossos passos vêm de longe...

Se inscreva em nosso grupo: aqualtunemulheresnegras@yahoogrupos.com.br
e-mail: aqualtune_mulheresnegras@yahoo.com
facebook: Aqualtune Associação (aqualtune@gmail. com)
twitter:@aqualtunenegras (aqualtune@gmail. com)
orkut:  *Associação de Mulheres Negras Aqualtune*  (aqualtune_mulheresnegras@yahoo.com)

terça-feira, 5 de abril de 2011

CCJ aprova a constitucionalidade de PL que proíbe descontos no salário de empregadas domésticas

Na tarde desta terça-feira, 05 de abril, foi aprovada, por unanimidade, a constitucionalidade do Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 1.652/03, de autoria do Deputado Federal Luiz Alberto (PT/BA), que altera a Lei 5.859/1972, a qual dispõe sobre a profissão do trabalhador (a) doméstico (a) e dá outras providências, como a proibição dos empregadores de efetuar qualquer desconto nos salários do empregado (a) que não os determinados por lei.  
Depois desta deliberação na reunião ordinária da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania, agora o Deputado Luiz Alberto vai conversar com o presidente da mesa da Câmara, para tentar a inserção desse projeto na pauta do Plenário, no intuito de que o mesmo seja votado ainda nesse mês de abril, dado que no próximo dia 27 se comemora o Dia da Trabalhadora Doméstica.
“Como descontar aluguel, por exemplo, de quem, por força do próprio contrato de trabalho, deve residir na casa de seu empregador? A criativa mente de nossos empregadores está sempre a acrescentar mais itens a essa injusta lista”, afirmou Luiz Alberto. A atual legislação possibilita o desconto de gastos com aluguel, salário e alimentação.
O autor da proposta explica ainda que os empregadores brasileiros encontraram uma forma de burlar a lei criando a expressão “salário in natura”, que significa o pagamento do salário integral descontando-se itens como aluguel, alimentação, produtos de higiene, etc.

Assessoria de Comunicação Deputado Luiz Alberto (PT/BA)
Jornalista Responsáveis
Naiara Leite - DRT 2823
Carlos Eduardo Freitas - DRT 3350

Documento Final da 2ª Assembléia das Mulheres Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo

Reunidas na aldeia de Rodelas, do Povo Tuxá, estado da Bahia, entre os dias 27 a 30 de março de 2011, nós, mulheres indígenas de 36 povos dos estados da Bahia, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rio Grande  do Norte, realizamos a 2ª Assembléia das Mulheres Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, com o tema “ Fortalecer os saberes das mulheres indígenas para garantir a participação política nos espaços de decisões.” Debatemos os seguintes temas: participação política das mulheres indígenas; políticas públicas, grandes empreendimentos de impactos à terras indígenas; reestruturação da FUNAI; transição da saúde indígena para a Secretaria Especial de Saúde Indígena; desenvolvimento sustentável e ATER Indígena; regularização dos territórios indígenas; equidade de gênero e Lei Maria da Penha. Registramos que os povos indígenas continuam enfrentando graves problemas:

•    Paralisação dos processos de regularização das terras, como por exemplo: Aranã, Kaxixó, Anacé, Tabajara e Kalabaça, Funiô, Tuxá, Pataxó, Pataxó Há Há Hãe, Kalancó, Tingui Botó, Koiwpanká, Karuazú, Katoquim, Karapotó, Kariri Xokó, Wassu Cocal, Geripankó, Truká, Pipipã, Pankaiwká, Tumbalalá, Tabajara, Kanindé, Tupinambá, Tapeba, Tremembé,Atikum  na nova vida e outros que nenhuma providência ainda foi tomada.
•    Ausência de políticas públicas direcionadas às mulheres indígenas, especialmente no caso da saúde.
•    Ausência de esclarecimento quanto à reestruturação da FUNAI e a criação da SESAI.
•    Obras de grandes impactos e seus efeitos diretos ( transformações radicais na ocupação das terras) e indiretos, tais como: prostituição, drogas, alcoolismo. Essas obras são: transposição do Rio São Francisco; Transnordestina; barragens e usina nuclear.
 
Repudiamos o tratamento de Judiciário nas questões que nos dizem respeito, tais como: criminalização das lideranças e parcialidade nas decisões sobre as questões territoriais.Ressaltamos as prisões de Gliceria Tupinambá, presa com seu bebe recém-nascido, e Valdelice Tupinambá.
 
Registramos o nosso desapontamento que apesar de termos pela primeira vez na história desse país uma presidenta, esta tem manifestado sua preferência pelo Capital e pelas grandes obras, que afetam  os povos indígenas e comunidades tradicionais. Alertamos aqui para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, no estado do Pará.
 
Foi realizada, ainda, a eleição das novas representantes das micro-regiões e a nova coordenadora do departamento de mulheres indígenas da APOINME. Ceiça Feitosa Pitaguary foi eleita como coordenadora do departamento de mulheres indígenas por unanimidade. As coordenadoras indicadas pelas micro são: Paraíba (Yolanda Mendonça e Maria da Penha Gomes); Alagoas e Sergipe (Cremilda Hermínio Máximo e Maria Aparecida Texeira Silva); Ceará (Mariza de Souza Machado e Francilene da Costa Silva); Bahia Sul/Extremo Sul (Rafaela Florêncio de Jesus e Valdinete Barbosa Nascimento); Bahia Norte e Oeste (Geane de Jesus Santos e Ilclenia Campos da Silva); Espírito Santo (Josiane Francisco Felício e Kelli Cristina Rodrigues Cardoso dos Santos); Minas Gerais (Leila Borges e Adriana Nunes); Pernambuco (Maria das Dores dos Santos Silva e Suyane Araújo de Sá); Rio grande do Norte e Piauí ficaram de fazer um oficio para o Departamento de Mulheres solicitando um prazo de 30 dias para se reunirem em suas bases e apresentarem os nomes de suas respectivas representantes. 

Por fim foi realizada a avaliação da assembléia que foi vista como positiva. A organização da assembléia, a coordenação de Josiane Tupiniquim e a nova coordenadora foram elogiadas e foi mencionada a importância de continuar na construção das discussões e na luta pela incisão política das mulheres. Foi lida e aprovada uma carta de repúdio das mulheres sobre as grandes obras que impactam as territórios indígenas para serem enviadas à Presidenta Dilma e aos demais órgãos competentes, bem como foi lido e aprovado esse documento final da Assembléia e realizado o ritual de encerramento.

Dessa forma marcamos a nossa participação política na luta dos nossos povos, enfrentando os preconceitos, denunciando injustiças, fortalecendo a diversidade cultural e apontando caminhos para um futuro melhor.
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