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Calendário Feminista

24 de fevereiro – Dia da conquista do voto feminino no Brasil
8 de março – Dia Internacional da Mulher
30 de abril – Dia Nacional da Mulher
28 de maio – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna
25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha
29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil
23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
28 de setembro – Dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe
10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
25 de outubro – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher
6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Acabar com a Secretaria de Políticas para as Mulheres ajuda? Já é hora de um Ministério para cuidar dos Direitos Humanos?

A partir de discussões muito sigilosas e pequenas reuniões palacianas, está em curso a elaboração de um projeto de reforma ministerial que não pretende só mudar alguns nomes, mas também as estruturas. Isso especialmente nas áreas que afetam as mulheres.
A proposta, que está ganhando vigor na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, é a de se criar o Ministério dos Direitos Humanos. Ele será fruto da incorporação à Secretaria Especial de Direitos Humanos, que hoje já tem status de ministério, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e, eventualmente, da FUNAI, na forma de uma Secretaria de Direitos Indígenas.
O argumento governamental e dos partidos dirigentes é de que com essa mudança o Brasil estará dando ao mundo um sinal claro de que respeita e quer garantir os direitos humanos. Por outro lado, nas áreas de planejamento e finanças, soa como adequado o argumento de que essa fusão representará uma "otimização de gastos", dando ao parco orçamento dessas áreas um vigor maior.
Para os estrategistas políticos do Palácio, essa fusão dará maior presença do comando governamental atual junto aos movimentos populares e aos grupos sociais que têm mostrado certo descontentamento com as políticas públicas apoiadas no desenvolvimento econômico a todo custo (ver Belo Monte, indústria de papel e celulose, agronegócio, extração mineral e vegetal etc.) e por conta da pouca presença dos movimentos sociais nos debates governamentais.
E o que dizem os movimentos sociais? Nada! Ninguém se manifestou.
Primeiro, é claro, não se manifestaram porque esse debate ainda não existe publicamente, no governo, nas organizações sociais e movimentos. Não há uma proposta formalizada pelo governo. Muitas organizações, mais próximas por questões partidárias, sabem que o debate se processa e têm informações detalhadas. Mas não "vazam" nada por lealdade partidária. Quando o assunto chegar às bases, será um debate sobre o fato consumado. Aí então, acabará redundando em uma discussão sobre a oportunidade de se pressionar para a nomeação desta ou daquela pessoa e um embate sobre o espaço de um ou outro grupo político.
Segundo motivo para a falta de discussões, é porque não há acúmulo político sobre o tema. Não é uma proposta nova, mas pouco se debateu sobre ela. Já foi apresentada no processo de transição do governo FHC para o primeiro mandato do presidente Lula e depois foi aventada ligeiramente na transição entre Lula e a presidenta Dilma. Em todas as situações, a necessidade de acomodamento de lideranças em postos de importância fez com que o debate perdesse fôlego e nem chegasse a ser posto no patamar do significado substancial dessa organização das áreas de direitos. Ao mesmo tempo, naquele momento, repercutiu muito bem a criação das secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres e de Igualdade Racial.
Antes disso e servindo de esteio para essa ação, no governo FHC, uma mini-reforma administrativa, iniciada com a liderança de Bresser-Pereira, deu força às Secretarias Nacionais e, depois, às Secretarias Especiais. Tudo inspirado no modelo francês, onde convivem dois níveis de ministérios. Uns estratégicos e políticos e outros temáticos e setoriais.
Ao juntar as Secretarias Especiais em um mesmo Ministério dos Direitos Humanos (é provável que a Secretaria da Pesca não venha a ser incorporada nesse contexto, já que, convenhamos, parece não combinar muito com as outras), estarão debatendo em um mesmo ambiente administrativo e político, segmentos que passarão a ser tratados como iguais no campo do planejamento estatal e da administração dos recursos orçamentários. É provável que tenhamos nesse nível político-administrativo, subordinado à ministra ou ao ministro dos Direitos Humanos, uma Secretaria Executiva (como acontece em todos os demais ministérios), uma Secretaria da Criança e da Adolescência, uma Secretaria da Promoção da Igualdade Racial, uma Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma Secretaria de Direitos Indígenas. Pelo grau de organização dos movimentos, também é provável que se some a estas uma Secretaria dos Direitos da Diversidade (reunindo movimentos LGBT), uma Secretaria de Direitos das Pessoas com Deficiência e, talvez, uma Secretaria dos Povos da Floresta e Ribeirinhos e uma Secretaria da Pessoa Idosa.
Em pouco tempo, certamente se apresentarão para o debate da organização de institucionalidades específicas, os povos ciganos, os migrantes, as pessoas marginalizadas e que vivem em situação de rua, as pessoas com transtornos mentais e alguns outros grupos que têm sofrido muito a negligência do Estado ou tradicionalmente se enquadram como marginais em nossa cultura escravista, elitista e racista.
Em um contexto de cobertor curto (orçamento restrito), mais que pressionar o Ministério do Planejamento ou o Palácio do Planalto, os movimentos vão, em primeiro lugar, disputar "internamente" os recursos e as prioridades. O que isso gerará, é cedo para se saber. Mas não é uma situação inédita a ponto de não se poder formar cenários possíveis. Um deles aponta para o enfraquecimento de alguns movimentos, especialmente os movimentos feministas e os movimentos negros.
A proximidade de conferências nacionais, especialmente a 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, faz com que entidades responsáveis e comprometidas com a luta pela autonomia das mulheres, contra o racismo e contra a lesbofobia, a transfobia e homofobia, se mexam e comecem a discutir e a manifestar suas opiniões sobre essa questão que, caso venha mesmo a se materializar, vai criar fronteiras bem demarcadas da ação institucional dos movimentos que desejam transformações políticas e sociais no país.

FONTE: Universidade Livre Feminista

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Morre queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004

A ambientalista queniana Wangari Maathai, Prêmio Nobel da Paz em 2004, morreu neste domingo (25), anunciou nesta segunda-feira (26) o Movimento Cinturão Verde, que ela fundou há mais de 30 anos.

“Com imensa tristeza, a família de Wangari Maathai anuncia seu falecimento, ocorrido em 25 de setembro de 2011, depois de uma grande e valente luta contra o câncer”, anuncia a organização em sua página na internet.

Segundo as agências internacionais de notícias, Wangari Maathai, de 71 anos, morreu num hospital em Nairobi.
Maathai fez campanha pelos direitos humanos e capacitação das pessoas mais pobres da África. Em 2004, ela recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para promover o desenvolvimento sustentável, democracia e paz. Foi a primeira mulher africana a levar o prêmio.

Bióloga, mãe de três filhos, Wangari Maathai foi presa e ameaçada de morte por lutar pela democracia no Quênia. Nas primeiras eleições livres de seu país, foi eleita para o Parlamento e tornou-se ministra assistente do Meio Ambiente.
(*) G1, com informações das agências de notícias France Presse e Reuters

FONTE: Correio Nagô

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Vaga Pos-Doc: Duke - Race, Ethnicity, Gender

2012-2013 POST DOCTORAL FELLOWSHIP
 
 
The Center for the Study of Race, Ethnicity, and Gender in the Social Sciences (REGSS), an affiliate of the Social Science Research Institute at Duke University, is pleased to announce the establishment of the Samuel DuBois Cook Postdoctoral Fellowship.  Cook, a political scientist, was the first black tenured professor at Duke University and served as a member of the Duke University Board of Trustees from 1981-1993 and is now a Trustee Emeritus.

REGSS seeks to provide a context where scholars interested in examining the constructs of race, ethnicity, and gender from an interdisciplinary perspective can engage each other in dialogue and collaboration. Our questions and our methodologies draw on disciplinary backgrounds that include economics, history, political science, psychology, public policy, and sociology. Scholars interested in the study of race, ethnicity, and the intersection of gender with race and ethnicity, are invited to apply for this one-year fellowship. Individuals working in the field of comparative race are also encouraged to apply.  Postdoctoral fellows teach one course during the year, present their research at one of the center's monthly research colloquia, and devote the rest of their time to research and writing.

Fields:    Applications for study in any social science discipline are welcome. Please specify your home discipline and/or the discipline in which you received your Ph.D.

Stipend:  $40,000 per fellowship period.  Health benefits are available.  Some funds are available for research expenses, including conference travel.

Fellowship Period: August 1, 2012 - May 15, 2013.

Eligibility: The primary criterion for selection is evidence of scholarship or scholarly interest in the study of race, ethnicity, or the intersection of gender with race and ethnicity.  Applicants must complete all requirements for the doctoral degree by August 2012.  Preference will be given to individuals who are within five years of their degree, but more senior applicants will be considered.

Application materials: Applicants must submit an application letter (including email address) in which the applicant clearly identifies the area or discipline of proposed research, curriculum vitae, sample publications and/or dissertation chapters, three letters of recommendation, a statement of research plans and a description of the course you prefer to teach. The research statement should be a separate document and not included in a cover letter. If recommendation letters accompany application materials they should be in a sealed envelope.  Please indicate in application letter if you are legally authorized to work in the United States.  Also, indicate whether you now, or in the future require sponsorship for employment visa status (e.g., Green Card, H-1B, TN, J-1.)


All materials should be sent to the address below and must be postmarked by January 16, 2012.  Submitted material will not be returned to the applicant. Incomplete applications will not be considered.

REGSS Postdoctoral Fellowship Program
Duke University
Social Science Research Institute
Box 90420 / Erwin Mill
Durham, NC 27705

Telephone (919) 681-2702
 
Question should be directed to:
 
Professor Paula D. McClain (pmcclain@duke.edu)
Or
Professor Kerry L. Haynie (klhaynie@duke.edu)
 
 

domingo, 18 de setembro de 2011

Chamada para trabalhos "Queering Paradigms IV" - RJ

 Caráter do congresso e das contribuições:
Após o sucesso de três congressos internacionais e interdisciplinares Queering Paradigms, realizados em três continentes, o Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Programa de Pós-graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e a Associação de Linguística Aplicada do Brasil (ALAB) têm a honra de sediar o quarto congresso, Queering Paradigms IV, a ser realizado do dia 25 ao dia 28 de julho de 2012. Nossos/as conferencistas serão Annamarie Jagose (Universidade de Sydney, Austrália), José Quiroga (Universidade de Emory, EUA), Alípio Sousa Filho (UFRN, Brasil), Jack Halberstam (Universidade do Sul de Califórnia, EUA), Luiz Paulo da Moita Lopes (UFRJ, Brasil) e Jô Gondar (UNIRIO, Brasil).
Assim como nos congressos anteriores, usamos o termo ‘queer’ para nos referir a um domínio indefinido e sem fronteiras de gêneros, sexualidades e práticas corporais não-normativas que inclui uma filiação a abordagens analíticas críticas, considerando também que o termo não ressoa globalmente com os mesmos sentidos a ele atribuídos em contextos anglo-americanos.  Portanto, para os propósitos do congresso, ‘queering’ implica questionar, contrastar, desafiar e destabilizar a heteronormatividade, não se restringindo a ela: o alcance da sua análise inclui a homonormatividade, normatividade de classe, religião, raça, e a normatividade científica e/ou disciplinar.
O objetivo do congresso é, portanto, analisar o status quo e os desafios para o futuro dos Estudos Queer e dos Estudos LGBTIQ a partir de uma perspectiva ampla e inter/multidisciplinar, com vistas a problematizar/desestabilizar (i.e. queer) discursos essencializados e paradigmas totalizantes.  Para discutir pesquisas sobre práticas sociais queer e LGBTIQ, nossa intenção é de colocar em diálogo pesquisadores/as de vários países e de diversas áreas de investigação, incluindo, mas não se limitando a, antropologia, sociologia, estudos da linguagem, teologia, ciência política, direito, medicina social, filosofia, geografia e psicologia social.
Propostas para trabalhos e sessões coordenadas (panels):

Convidamos propostas para trabalhos e sessões coordenadas (panels) sobre qualquer aspecto dos Estudos Queer ou LGBTIQ. As áreas temáticas para submissão de trabalhos são:
·         Queering ética
·         Queering instituições
·         Queering práticas da linguagem
·         Queering artes e literaturas
·         Queering práticas midiáticas
·         Queering raças e etnias
·         Queering epistemologias e metodologias
·         Queering ativismos
·         Queering temporalidades e geografias
·         Queering corpos, corporificações e identidades

As propostas serão sujeitas a um processo de avaliação por pares pela nossa comissão científica internacional e devem ser enviadas pelo nosso site: http://www.alab.org.br/eventos/queering-paradigms-iv, até o dia 15 de dezembro 2012.

·         Propostas para comunicações individuais: Resumos com um mínimo de 1500 e um máximo de 3500 caracteres, seguidos por três palavras-chave.
·         Propostas para sessões coordenadas: As sessões coordenadas devem ter entre quatro e seis participantes. A inscrição deve ser feita pelo/a coordenador/a, e deve incluir o resumo da sessão e os resumos de cada participante. Cada resumo deve conter um mínimo de 1500 e um máximo de 3500 caracteres, seguidos por três palavras-chave.

As propostas podem ser submetidas, e os trabalhos apresentados, em inglês, português ou espanhol; porém, devido ao caráter internacional do congresso, o uso do inglês é fortemente encorajado. Os resumos devem ser escritos na língua na qual o trabalho será apresentado. Para aqueles/as que falam inglês como segunda língua ou como língua estrangeira, enfatizamos que para nosso congresso o que importa não é a precisão gramatical dos/as supostos/as falantes nativos/as, mas a capacidade de comunicarem suas idéias eficazmente, com a ajuda de suportes visuais como slides/datashow. Os trabalhos podem ser realizados em co-autoria. Cada participante pode submeter até duas propostas.
Os anais do congresso serão preparados para publicação avaliada por pares na Queering Paradigms Series, publicada pela editora acadêmica internacional Peter Lang.
Para entrar em contato utilizem nosso e-mail: queeringparadigms4@gmail.com. Mais informações estão disponíveis em nosso site (http://www.alab.org.br/eventos/queering-paradigms-iv), em nossa página do Facebook (Queering Paradigms 4) e em nosso Twitter (@QueeringP4).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Manifesto da 2ª Marcha das Vadias (SLUTWALK)- Salvador/2011

As mulheres saíram às ruas com o objetivo de reafirmar a autodeterminação sobre os seus corpos e para combater a sociedade androcêntrica, que privilegia o discurso masculino, que não empodera as mulheres, as educa a serem tratadas como objeto sexual e a aceitarem em silêncio a impunidade de agressores.

Pela 2a vez saímos na...s ruas de Salvador da Bahia, ocupando o espaço público. Saímos no desfile do 2 de Julho- Independência da Bahia, da Lapinha ao Campo Grande, protestando contra todas as formas de repressão sexual e denunciando todas as formas de violência psicológica, moral, física,sexual e patrimonial, visando desconstruir as manipulações dos discursos hegemônicos dos aparelhos de dominação do Estado de que nós mulheres somos culpadas pelos estupros que sofremos.

Marchamos para combater a violência cometida contra as mulheres no nosso Estado! As estatísticas provam que hoje a Bahia desponta em 3º lugar em violência doméstica, no âmbito nacional e em número de chamadas ao Serviço 180.

Segundo dados da DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) só no primeiro mês de 2011 foram registrados 733 ocorrências policiais relativos a crimes praticados contra a mulher, isso significa que 22 mulheres, em média, são agredidas diariamente. O que abrange desde ameaças até lesões corporais, espancamentos e estupros. Dado considerado alarmante segundo os órgãos de segurança pública e de saúde.

Marchamos pela efetividade da Lei Maria da Penha 11.340/06, que este ano completa 5 anos de sanção e que precisa ser integralmente aplicada.

A MARCHA DAS VADIAS acontece, porque somos chamadas de vadias todos os dias por usarmos roupas curtas, por transarmos antes do casamento e por lutarmos por respeito, justiça, liberdade e garantia de nossos direitos. Já fomos chamadas de vadias por sermos divorciadas, por simplesmente dizermos “não” a um homem, e ainda hoje somos chamadas de vadias por sofrermos estupro. Já fomos e somos diariamente chamadas de vadias apenas porque somos MULHERES.

Chamam-nos de vadias por ousarmos desafiar esta lógica pré-estabelecida há séculos pelo discurso machista dominante, imposta por uma cultura que subordina as mulheres, e moldada sobre os alicerces patriarcais de nossa sociedade. Somos protagonistas basilares das conquistas de todos os nossos direitos e de instrumentos e estruturas políticas importantes de enfrentamento e combate à violência de gênero.

Entretanto, alterar as leis, criar mecanismos de proteção, fazer denúncias ainda não acabou com o “costume” de matar, agredir, humilhar, abusar, explorar suas companheiras, esposas, filhas, irmãs... enfim mulheres e meninas.

Por isso nós marchamos!

Para prevenir a violência, pela igualdade de gênero em todos os espaços, pelo direito à voz e à participação política, pelo capacidade de assumirmos o comando de nossas vidas e de nossos corpos, pela liberdade de ir e vir com segurança, pelo direito de dizer SIM ou NÃO em todas as relações, sem sofrermos qualquer tipo de rotulação, discriminação ou preconceito.

Nós marchamos, pois infelizmente a violência contra as mulheres é um fenômeno mundial e nos atingem em todas as idades, etnias, classes sociais, raças, gerações e nacionalidades. Marchamos por aquelas que sofreram ou sofrerão algum tipo de violência ao longo da vida, seja simbólica, psicológica, física ou sexual.

Quais as reivindicações priorizadas pela Marcha das Vadias de Salvador :

Políticas públicas para mulheres;
Descriminalização e legalização do aborto;
Parto humanizado;
Efetivação da Lei Maria da Penha;
Reestruturação e ampliação da casa-abrigo;
Ampliação do orçamento público para atender às mulheres;
Estado Laico (liberdade de crença religiosa);
Proteção às mulheres carcerárias;
Inclusão do kit homofobia nas escolas;
Educação com recorte de gênero para irmos desconstruindo o machismo.
Estamos reivindicando, principalmente, o direito de decidirmos sobre os nossos corpos e sobre a nossa vida. De termos condições materiais, psicológicas, afetivas de sermos mulheres!

Tomaremos as ruas para sermos reconhecidas como MULHERES, como pessoas LIVRES e IGUAIS. Somos fortes, somos donas de nós mesmas, somos capazes. Não importa se nos chamam de vadias ou vagabundas, temos o direito de agir, de nos vestir e de nos expormos do jeito que desejarmos. Somos mães, filhas, irmãs, cidadãs, aprendizes. Somos LIVRES!

E a partir de agora, mexeu com uma; mexeu com todas!

Lançamento pesquisa-ação: mulheres em movimento - PA

No dia 13 de setembro, às 15 horas, Sodireitos lançará a pesquisa-ação "Mulheres em Movimento: Migração, trabalho e gênero em Belém do Pará". O lançamento acontecerá no auditório David Mufarrej da Unama. http://www.sodireitos.org.br/interna.php?idn=271&con=n

Quem tem interesse no livro desta pesquisa, entre em contato com sodireitos@gmail.com

O grupo de pesquisa foi constituído 13 pessoas, 11 agentes de pesquisa e 02 pesquisadores, coordenadores desta pesquisa. As agentes de pesquisa são mulheres que viveram experiência de migração internacional e retornaram ao Brasil.

Foi um trabalho de pesquisa baseado nos relatos de vida. Retratos, fragmentos que evidenciaram projetos de vida, mostraram necessidades, fragilidades e fortalezas, rupturas e onde foi inevitável o confronto entre as fronteiras de territórios e aquelas simbólicas, invisíveis de que também somos feitos.

Quem são e como se constroem estas mulheres é assim o tema central deste livro e este tema nos permite abordar as questões mais profundas e ao mesmo tempo mais elementares da vida: ser mulher, mães, filhas, migrantes, prostitutas, babás, domésticas, trabalhadoras, guerreiras, enfim, como elas mesmas se definem. E o que cada um destes papéis ou posições implica, como definem e são definidos, as verdades contidas em cada um destes, e os mitos, os temores, desejos, riscos e vontade de lutar por uma vida melhor, que é no fundo, o que todos nós almejamos.

Identidade, família, trabalho, educação, relacionamentos amorosos, direitos e políticas públicas são as questões que permeiam estas trajetórias, traduzidas em acesso e oportunidades ou não-oportunidades e seus significados.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Convocatória Vulva la Vida 2012 - BA

No dia 28 de Setembro de 2011, o Coletivo Vulva la Vida lança sua convocatória, no mesmo dia em que milhares de mulheres no Brasil estão numa sinergia pelo Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto. É na inspiração dessa energia, dessa vontade de decidir sobre nossas vidas, que abrimos nossa segunda edição da Convocatória com o lançamento do documentário “Vulva la vida, vida lá vou eu”, fruto de toda provocação feminista gerada na primeira edição do Festival Vulva la Vida. O documentário resgata a experiência da primeira edição do Festival que aconteceu em Salvador (BA), entre 19 e 23 de janeiro de 2011 e abarcou shows, oficinas, e debates voltados para a construção de valores e práticas anti-sexistas e o fortalecimento da solidariedade feminista. O vídeo conta com falas de organizadoras e participantes do festival, que compartilham suas leituras sobre o evento, enfatizando desde o processo de construção do Vulva la Vida, até avaliações sobre a repercussão do mesmo, que de forma autônoma e idependente conseguiu atrair mulheres de diversos contextos, tanto da Bahia quanto de outros estados.
Não é a toa que o entusiamos e a união fez constituir o Coletivo Vulva La Vida, que agora chama mulheres/garotas interessadas em participar na construção autônoma e faça-você-mesma de uma festança contracultural feminista que será a segunda edição do Festival, marcado para Janeiro do ano que vem. A proposta do coletivo é agregar diversão à politica, baseando-se na cultura Riot Grrrl, resgatando o espirito rebelde para o feminismo. Estará aberta a convocatória, entre os dias 28 de setembro à 28 de outubro. Sendo assim, envie suas sugestões para o e-mail vulvalavida@gmail.com para: ministrar oficinas, facilitar discussões, socializar debates, criações, danças, artes, músicas, etc. É só chegar, tem espaço para tudo isso e muito mais. Participe e divulgue!
Nos encontramos, no lançamento do “Vulva la vida, vida lá vou eu”
Local: Sala Alexandre Robatto – Biblioteca dos Barris (Salvador/BA)
Data: 28/09/2011 (quarta-feira)
Horário: 19h

Mestrado em Estudos sobre as Mulheres a distância

Candidaturas para o ano lectivo 2011-2012

Informamos que está a decorrer,
até 13 de Setembro, a 2ª fase de candidaturas ao Mestrado em Estudos sobre as Mulheres da Universidade Aberta.

Este mestrado,
pioneiro em Portugal, foi criado em 1994 e funciona, presentemente, em regime de e-learning. A igualdade entre mulheres e homens constitui um dos grandes desafios internacionais, presente nos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) da ONU. Este mestrado permite aprofundar a investigação neste domínio de estudos e desenvolver competências profissionais e de decisão para a implantação de Políticas para a Igualdade que tenham em conta os aspectos relacionados com o género na vida social e cultural, em relação com outras desigualdades sociais.

O curso funciona totalmente em regime de e-learning, permitindo construir conhecimento e partilhar experiências numa
comunidade de aprendizagem diversificada e operando em diferentes contextos sociais e culturais que esta modalidade de ensino oferece.

Todas as informações sobre o curso e documentação necessária para a candidatura podem ser consultadas em:
Agradecemos divulgação.
As coordenadoras
Teresa Joaquim e Rosana Albuquerque
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