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Calendário Feminista

24 de fevereiro – Dia da conquista do voto feminino no Brasil
8 de março – Dia Internacional da Mulher
30 de abril – Dia Nacional da Mulher
28 de maio – Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Redução da Morte Materna
25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha
29 de agosto – Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil
23 de setembro – Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
28 de setembro – Dia pela Descriminalização do aborto na América e Caribe
10 de outubro – Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher
25 de outubro – Dia Internacional contra a Exploração da Mulher
25 de novembro – Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher
6 de dezembro – Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres

quinta-feira, 31 de maio de 2012

SPM abre amanhã (01/06) inscrição para encontro nacional de delegacias de atendimento às mulheres

Durante o sexto aniversário da Lei Maria da Penha, delegadas e delegados de todo o país se reunirão, em Brasília, para tratar do papel da autoridade policial nos casos de violência contra as mulheres

Começa nesta sexta-feira (01/06) o período de inscrição para o encontro nacional 'O Papel das Delegacias no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres',  que acontecerá, nos dias 7 e 8 de agosto, em Brasília. O evento é promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) e pelo Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

De 1º a 30 de junho, delegadas e delegados, responsáveis por equipes de atendimento às mulheres, poderão fazer suas inscrições em formulário on-line disponível no portal da SPM.

O encontro é uma oportunidade para discutir o fim da impunidade frente aos casos crescentes de violência de gênero, tendo como referencial os seis anos da Lei Maria da Penha, a serem completados em 7 de agosto. De acordo com dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, de janeiro a março deste ano, 60% dos encaminhamentos para os serviços públicos foram direcionados à segurança pública.

"A autoridade policial representa a porta de entrada para o atendimento. Essa autoridade é composta por delegacias e profissionais da segurança pública e está definida na Lei Maria da Penha", explica Aparecida Gonçalves, secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM. Segundo ela, o encontro é uma oportunidade para discutir o fim da impunidade frente aos casos crescentes de violência com requintes de crueldade.

O encontro tem como objetivo fortalecer as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e pactuar as Normas de Atendimento às Mulheres, de acordo com a Lei Maria da Penha. Também faz parte da estratégia de alcance das metas do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher de cobrir 10% dos municípios brasileiros com serviços especializados à mulher em situação de violência e aumentar em 30% a quantidade dos serviços em todo o país.

Solicitações de informação poderão ser encaminhadas para o e-mail: encontrodeams@spmulheres.gov.br

Encontro Nacional 'O Papel das Delegacias no Enfrentamento à Violência contra as Mulheres'
Data: 7 e 8 de agosto de 2012
Local: Brasília - DF
Período de inscrição: 1º a 30 de junho de 2012 - acesse aqui o formulário on-line

Assessoria de Comunicação Social

Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM

Presidência da República - PR
61 3411 4214 / 4228 / 4229 / 5887

 

sábado, 26 de maio de 2012

2ª Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres - BA

Acontece nesta 3ª feira, dia 29, a Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres, na Estação Central da Lapa, em Salvador, a partir das 17h30. Essa vigília também tem como intuito lembrar a data do dia 28 de maio, Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna e Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres.
            De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto. Isto significa que são mais de 1.400 mortes por dia. No Brasil, a morte materna – define-se morte matrena durante a gravidez, o aborto e o pós-parto precoce (até 42 dias) ou tardio (de 42 dias até um ano) – é uma das 10 principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde a razão dessas mortes foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Porém, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é que haja, no máximo, 20 casos de morte materna a cada 100 mil nascidos vivos.  
            As mulheres estão morrendo dentro dos hospitais por sofrerem maus tratos, racismo e outras formas de violência institucional nas unidades de saúde. Em todo o mundo, mais de 90% das mortes maternas poderia ser evitadas e no Brasil mais de 70% das mortes são decorrentes de omissões, intervenções ou tratamento incorreto. Cerca de um milhão de crianças ficam órfãs a cada ano e essas criaças têm risco de 3 a 10 vezes maior de morrer antes de completarem dois anos do que aquelas que vivem com suas mães.
        Para assegurar o direito à atenção humanizada e não discriminatória existe no país a Lei 11.108/2005 ou a Lei de Acompanhamento que garante o direito da mulher grávida a ser acompanha durante o pré-parto, o parto e o pós-parto. A escolha dessa pessoa fica a critério da gestante e deve ser respeitada.   
            As principais causas da mortalidade materna são: a hipertensão arterial, a hemorragia, as complicações decorrentes do aborto realizado em condições inseguras e a infecção pós-parto. Para promover uma redução nesse quadro é necessário estimular a participação dos conselhos estaduais e municipais de saúde na definição de conteúdos e estruturação do Pacto Nacional, além de qualificar e humanizar a atenção ao parto, ao nascimento e ao aborto legal e garantir que mulheres e recém-nascidos não sejam recusados nos serviços de saúde e que sejam assistidos até a transferência para outra unidade.
            Essas mortes são o retrato da exclusão social de uma parte importante da população feminina, onde morrem as mais pobres, mais jovens, de menor escolarização, menor renda e usuárias do SUS. As mulheres negras morrem, em média, três vezes mais que as brancas. Na luta contra a mortalidade materna e pelo fim da violência contra as mulheres essa vigília tem a organização das seguintes entidades: Articulação Nacional de Negras Jovens Feministas, CEAFRO/UFBa – educação para igualdade racial e de gênero, Coletivo de Mulheres do Calafate, Estação da Lapa (administração), IMAIS, Observatório da Equidade Racial, Odara – Instituto da Mulher Negra e da Rede Feminista de Saúde – Regional Bahia.
 
SERVIÇO
O Quê: 2ª Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres
Quando: 29 de maio de 2012
Onde: Estação Central da Lapa
Horário: 17h30min
Entrada Franca
 
Mais informações através dos contatos abaixo.
Organização da Vigília
Emanuelle Góes: (71) 9137-1309
Louisa Huber: (71) 8852-0024
Ass. Comunicação do CEAFRO
Camila de Moraes (71) 8127-7035

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Ativistas promovem mobilização contra morte materna por meio de rede social

www.unfpa.org.br  Qui, 17 de Maio de 2012 10:36 |   
A intenção é ampliar o debate público sobre o direito das mulheres em ter todas as gravidezes desejadas e todos os partos seguros

Ativistas de 17 redes e organizações de diversos estados do Brasil (AL, BA, DF, MT, PB, PR, RJ, SP) voltadas para a promoção do direito humano à saúde estão promovendo, por meio de uma página na rede social Facebook, a “Mobilização pela promoção dos direitos das mulheres e redução da morte materna”, ação que terá o 28 de maio, Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, como data marco. A principal intenção é chamar a atenção da sociedade brasileira para o problema das mortes maternas e ampliar o debate público sobre o direito das mulheres em ter todas as gravidezes desejadas e todos os partos seguros. De acordo com as Nações Unidas, em todo o mundo, cerca de 536 mil mulheres e meninas morrem por ano de complicações relacionadas à gestação e ao parto, isto é, são mais de 1.400 mortes por dia.


No Brasil, a morte materna é uma das dez principais causas de óbito entre mulheres de 10 a 49 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2010 a razão de morte materna foi de 68 óbitos por 100 mil nascidos vivos. Apesar da redução registrada nos últimos anos, os números ainda são muito elevados: a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que haja, no máximo, 20 casos a cada 100 mil nascidos vivos. Para que o Brasil atinja a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 5, de saúde materna,  será preciso reduzir a razão de morte materna para 35 óbitos por 100 mil nascidos vivos até 2015, mas infelizmente as projeções para o ano indicam um número acima do esperado. Por essa razão as Redes reunidas em Brasília decidiram se mobilizar e ampliar o acesso às informações sobre este tema.


Ações pelo Brasil


Quem tiver interesse em saber mais sobre as atividades que serão desenvolvidas em diversos locais do país (oficinas, seminários, audiências públicas, rodas de conversa, panfletagens), poderá visitar no Facebook e curtir a página “Mobilização pelos direitos das mulheres e redução da morte materna”. Para compartilhar informações (materiais, informes, noticias, convites para eventos) e também participar da mobilização,  os interessados e interessadas podem enviar os contatos (e-mails, telefones, organização que pertence e local/região) por mensagem na página e/ou enviar para reducaomortematerna@gmail.com e promocaodosdireitos@gmail.com . As informações publicadas na página serão compartilhadas com as demais pessoas que curtem a ação na rede social.

O compromisso da Mobilização já foi assumido por:  Criola, Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, RNAJVHA - Rede de Jovens Vivendo com HIV/Aids, Articulação Negras Jovens Feministas, CEAFRO -  Educação para Igualdade Racial e de Gênero da Universidade Federal da Bahia, Odara - Instituto da Mulher Negra, Associação Cultural de Mulheres Negras - ACMUN, Rede Lai Lai Apejo: População Negra e Aids, Núcleo de Jovens de Criola em Magé, Fórum Nacional de Juventude Negra, Fórum de Ações Afirmativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rede de Comunidade Saudável, Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas, Rede Mulheres Negras do Paraná, Núcleo de Jovens de Criola-Magé, Rede Nacional Afro-Atitudes, Sapatá - Rede Nacional de Promoção e Controle Social das Lésbicas Negras, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.

Confira o Mapa de Atividades da Mobilização, clique aqui.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Minicurso sobre Teoria crítica, raça, sexualidades menosprezadas e gênero - BA


XXXII Encontros Nietzsche: Verdade e linguagem
 
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia, com o apoio do Pronex Filosofia e Ciências (FAPESB/CNPq), promove minicurso sobre Teoria crítica, raça, sexualidades menosprezadas e gênero, ministrado por Ricardo Ribeiro Terra, Professor Titular de Teoria das Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador do CEBRAP e bolsista de produtividade do CNPq (1A), sendo autor de diversos trabalhos, a exemplo dos livros A Política Tensa: Ideia e Realidade na Filosofia da História de Kant (Ed. Iluminuras), Passagens: Estudos sobre a filosofia de Kant (Ed. UFRJ) e Kant e o Direito (Ed. Zahar).
O curso será realizado no auditório da FFCH-UFBA, no Pavilhão Raul Seixas, de 28 de maio a 01 de junho, das 10 às 12 horas.
Quem quiser certificado de participação, deverá pagar taxa de R$ 10,00 (dez reais).

Informações e inscrições na Secretaria da FFCH-UFBA, das 8:30 às 12:30 horas. Tel. 3283.6431.

sábado, 12 de maio de 2012

Piauí realiza seu I Encontro de Mulheres Quilombolas - PI

O I Encontro Estadual de Mulheres Quilombolas do Piauí acontece nesse mês de maio. O evento começa no dia 13 de maio e está previsto para encerrar no dia 16, na comunidade quilombola Contente, município de Paulistana.  A comunidade, possui vários marcadores históricos da escravidão, restos de fazendas daquela época, troncos, e materiais que eram utilizados na escravização do nosso povo negro. O tema do encontro é: mulheres quilombolas combatendo os impactos sociais, ambientais e culturais. A expectativa é participem mais de 400 pessoas.

A Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Estado do Piauí – CECOQ-PI foi iniciada em 1989 por um pequeno grupo que ao longo destes anos vem se ampliando. O trabalho tem como objetivos principais: Ressignificar a história dos negros e negras no Brasil, preservar e valorizar a cultura afro-pindorâmica no Estado do Piauí e combater o racismo, o preconceito e a violência em geral e a luta em defesa dos direitos do povo quilombola no Piauí e no Brasil.

Para isso, a CECOQ-PI vem trabalhando principalmente através da organização e formação das comunidades, mantendo permanentemente um trabalho de formação política e social que envolve crianças, adolescentes, jovens, adultos da 3º idade, homens e mulheres de todas as comunidades identificadas pela CECOQ-PI no Estado do Piauí.

IMPACTOS: O PORQUÊ DO TEMA

A cidade de Paulistana não é um caso isolado. Assim como vários municípios do Piauí e muitos estados do Brasil, Paulistana passa por obras do (PAC I) Programa de Aceleração do Crescimento, um programa do governo federal brasileiro que engloba um conjunto de políticas econômicas . Ao todo, os impactos referentes a esse Programa, no Piauí, tomarão proporções  ao tamanho do estado de Sergipe, segundo estudos da Professora Drª Maria Suely Rodrigues de Sousa, Coordenadora do Projeto de pesquisa e extensão "Conhecimentos tradicionais e quilombolas na conservação da biodiversidade piauiense numa perspectiva sócio-jurídica", da Universidade Federal do Piauí. 
Em Paulistana, o maior impacto está sendo o da construção da Ferrovia Transnordetina. Com a obra da Ferrovia, a comunidade já está sendo literalmente atravessada. De um lado estão as casas e do outro está a principal fonte de água da comunidade quilombola, um açude, que fora construído com o intuito de minimizar o clima semi-árido. A ferrovia é bastante alta, não é certa com o chão, e funcionará por cima de um aterro que passa no meio do açude. Depois de construída ela será protegida por cercas, as quais a comunidade não poderá atravessar para ter acesso à água, num lugar muito seco e com bastante dificuldade de acesso à mesma.
No atual momento, a via já foi construída e só resta colocar os trilhos. Quem está fazendo o processo de indenização das famílias é o governo do estado, ocasionando outro impacto social. O governo estadual não tem nenhuma medida mitigadora para esse impacto e segundo o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, as indenizações '' não pagam nem o papel pelo qual está sendo feito''. As indenizações vão de 3 mil a apenas 6 reais em alguns casos. A professora Suely avalia essa situação como uma violação aos direitos humanos da família.
Somado a isso, a comunidade Contente, que estava em processo de titulação das áreas da comunidade, está agora, ao mesmo tempo, passando por mandado de deslocamento compulsório. Suely explica: ''Um  braço do governo está dando de um lado e retirando do outro''.
Nesse contexto, as mulheres de Paulistana  estão sendo impactadas de modo diferenciado, por isso a importância desse Encontro. '' Com as obras da Ferrovia, haverá muita migração e a mulher responde por si e por toda a unidade familiar. Como homens e mulheres são assistidos diferenciadamente por esses impactos, o objetivo é discutir isso entre as próprias mulheres, o que está acontecendo e o que virá. Refletir sobre a auto organização das mulheres negras rurais bem como seus marcadores da identidade negra'', defende a pesquisadora Maria Suely que estará presente no Encontro. 

OBJETIVOS

O trabalho da CECOQ tem contribuído tanto para a ressignificação da identidade e da autoestima do povo negro, quanto para desenvolver as potencialidades dos (as) participantes, favorecendo assim a profissionalização e fortalecendo as comunidades.

Todo este trabalho tem como enfoque o aspecto cultural, ambiental e social das comunidades e a geração de oportunidades, principalmente para as mulheres que sofrem duplicidade de discriminação.

O I Encontro Estadual de Mulheres Quilombolas do Piauí tem também como meta garantir às mulheres quilombolas do Piauí a oportunidade de discussão para o empoderamento da mulher na sociedade para que as mesmas ocupem seus espaços e participem com poder de decisão. No Encontro também serão retiradas as delegadas e elaborada a construção de propostas para as mulheres quilombolas do Piauí. Estas serão apresentadas no Encontro nacional das mulheres quilombolas que será em Setembro de 2012 em Brasília - DF. 

FONTE: Correio Nagô

quarta-feira, 9 de maio de 2012

SPM prorroga até 31/5 prazo para recebimento de projetos de enfrentamento à violência e promoção da autonomia

Serão financiados  projetos relacionados ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à promoção da autonomia. Propostas devem considerar valores mínimos de R$ 100 mil para serviços comuns e R$ 250 mil para obras e serviços de engenharia

A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) recebe até o dia 31 de maio propostas para financiamento de projetos relacionados ao enfrentamento da
 violência contra as mulheres e à promoção da autonomia, conforme anunciado nesta quarta-feira (9/5) no Diário Oficial da União. De acordo com os editais públicos, podem participar da seleção órgãos da administração pública estadual, municipal e do Distrito Federal, além de instituições privadas sem fins lucrativos cuja finalidade se relacione diretamente às características dos programas e ações aos quais concorrerão. As propostas devem observar o valor mínimo de R$ 100 mil para os serviços comuns e de R$ 250 mil para as obras e serviços de engenharia.

As instituições interessadas têm prazo, até o dia 31 de maio, para encaminhar os projetos.  Para apresentar a proposta de trabalho, é necessário  que os proponentes sejam credenciados e devidamente cadastrados no
 Portal do Sistema de Gestão e Convênios e Contratos de Repasse (Siconv). Após o encerramento dos editais, os projetos serão analisados por uma comissão técnica, de acordo com a política traçada no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e estabelecida no Plano Plurianual 2012/2015.

ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA - O edital de chamada pública 01/2012 oferece financiamento a propostas referentes ao enfrentamento à violência contra as mulheres por meio de quatro ações: ampliação de consolidação da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência; apoio a iniciativas de prevenção à violência contra as mulheres; capacitação de profissionais para o enfrentamento à violência contra as mulheres em situação de violência; e apoio a iniciativas de fortalecimento dos direitos das mulheres em situação de prisão. 

Nessa temática, serão priorizadas as iniciativas que visam a ampliação da Rede de Atendimento à Mulher, composta por delegacias especializadas de atendimento à mulher, centros de referência de atenção à mulher, serviços de saúde especializados, juizados de violência doméstica e familiar, varas adaptadas, promotorias especializadas, institutos médicos legais. Entre o público beneficiário prioritário, estão as mulheres do campo e da floresta e as mulheres negras.

Será creditada maior pontuação a projetos a serem implementados em áreas de fronteira, de obras prioritárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de rotas de turismo sexual e tráfico de mulheres, e em áreas atendidas por programas sociais do Governo Federal, como Territórios da Cidadania, Minha Casa Minha Vida e Brasil sem Miséria. Vulnerabilidade e ocorrência de violência e capacidade financeira, técnica e operacional são critérios para recebimento de maior pontuação.

AUTONOMIA - O edital 002/2012 receberá propostas que tenham como objetivo a promoção da autonomia das mulheres em cinco ações. A primeira versa sobre a produção e divulgação de informações, estudos e pesquisas sobre as mulheres com ênfase para o mundo do trabalho em geral e atividades, oficinas e estudos relativos ao trabalho doméstico remunerado e não remunerado.

A segunda ação destina-se a projetos que tenham como referência os eixos temáticos do II Plano Nacional de Políticas para as Mulheres: protagonismo e formação das mulheres jovens; capacitação e fortalecimento das políticas ao público LBT (lésbicas, bissexuais e transexuais); capacitação e fortalecimento das políticas públicas dirigidas às mulheres dos povos e comunidades tradicionais, para as mulheres do campo e da floresta; promoção de educação não sexista, não racista, não lesbofóbica e promoção da saúde e dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das mulheres; realização de jornadas, encontros, seminários e palestras; e capacitação e/ou profissionalização das mulheres. 

As propostas da terceira ação deverão estar relacionadas à  incorporação da perspectiva de gênero nas políticas educacionais e culturais por meio do apoio a projetos sobre promoção da educação para o mundo do trabalho e promoção de uma cultura igualitária, democrática e não reprodutora de estereótipos de gênero, raça, etnia, orientação sexual e/ou geracional. A quarta ação está voltada ao apoio a organismos de promoção de direitos e de políticas para as mulheres por meio de organismos governamentais de políticas para as mulheres estaduais e/ou municipais e a núcleos de gênero, mulheres e feminismo. A quinta e última ação prevê financiamento de projetos de incentivo à autonomia econômica e ao empreendedorismo das mulheres, tomando como base o empreendedorismo e as atividades de promoção e divulgação da igualdade no mundo do trabalho.

Veja aqui o Edital 01/2012 - enfrentamento à violência contra as mulheres

Veja aqui o Edital 02/2012 - promoção da autonomia das mulheres

Portal Sinconv: www.convenios.gov.br

  
Comunicação Social
Secretaria de Políticas para as Mulheres - SPM
Presidência da República - PR

terça-feira, 8 de maio de 2012

Dissertação da UNEB aborda a representação de mulheres negras em Alice Walker - BA





Título: Representações de sexualidades de mulheres negras na literatura de Alice Walker
Mestranda: Raphaella Pereira de Oliveira
Local: Auditório Carolina de Jesus (prédio novo do Mestrado), UNEB - Cabula
Data: 17 de maio de 2012
Horário: 10 horas

domingo, 6 de maio de 2012

Seminário e treinamento abordam sexualidade, gênero e direitos humanos - BA

Vicente Andrade
Núcleo de Jornalismo
Assessoria de Comunicação

Difundir conhecimentos científicos sobre a sexualidade na perspectiva dos direitos humanos, buscando contribuir para a diminuição das desigualdades de gênero e raça e também para o fortalecimento da luta contra a discriminação das minorias sexuais no estado da Bahia.
Esse é o objetivo do programa multi-institucional, multidisciplinar de treinamento em metodologia de pesquisa em sexualidades, gênero e direitos humanos da UNEB, que vai abordar a temática em seminário e treinamento que serão realizados concomitantemente entres os dias 29 de maio e 4 de junho.
As atividades serão sediadas nos auditórios do Ministério Público (MP), na capital, e da Câmara Municipal de Vereadores de Salvador.
As ações são voltadas para profissionais de educação, pesquisadores, promotores de Justiça, estudantes, advogados, integrantes de movimentos sociais, instituições públicas e privadas do Brasil.
Para os interessados no treinamento (20 vagas), as inscrições estão abertas, gratuitamente, até o dia 20 de maio, pelo e-mail mulheresmasculinizadas@gmail.com.
Já as inscrições para o seminário (200 vagas) seguem abertas até o primeiro dia do evento, pelo e-mail grupoenlaceuneb@gmail.com.

Programação

A programação reúne seis mesas-redondas que enlaçam os estudos sobre sexualidades, com debates sobre gênero e direitos humanos, o corpo, religiosidade, musicalidades e relações interraciais, estado, nação, branquitude e africanidades.
A abertura das atividades acadêmicas acontece às 10h, com a participação das docentes Estela Aquino, da Universidade Federal da Bahia (ufba), e Maria Luiza Heilborn, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenadora do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (Clam).
Entre os convidados do evento de outros estados, estão ainda as professoras Laura Moutinho, Eliane Maio, Nádia Nogueira, Rosa Oliveira, Irina Bacci e Joselina Silva.
Segundo a professora Suely Messeder, coordenadora do programa, a sexualidade não se restringe ao movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), mas e sim a todos os segmentos da sociedade.
“Nesse sentido, todos devem se sentir envolvidos na temática sem as famosas dicotomias, que colocam de um lado a heterossexualidade e do outro a homossexualidade”, frisa Suely, que ocupa o cargo de primeira secretária da Associação Brasileira de Estudos de Homocultura (Abeh).
As atividades contam com o apoio das pró-reitorias de Pós-Graduação (PPG) e de Extensão (Proex) da universidade, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e do MP.
O programa, que promove ainda pesquisas sobre temas como masculinidade em corpos femininos e suas vivências, é vinculado ao Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XIX (Camaçari) da UNEB, sob coordenação do grupo de pesquisa Enlace e participação do Doutorado Multi-Institucional, Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento e do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (Pós-Crítica) do Campus II (Alagoinhas).

Informações: PPG/Campus I – tel. (71) 3117-2319.
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