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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Roda de conversa com juventude comemora 30 anos do CDCN - BA

O Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN) realiza na próxima segunda-feira (21), a partir das 14 horas, em Salvador, a roda de conversa “Diálogos com a juventude”, integrando a programação dos 30 anos do colegiado. O evento acontece no Centro Cultural Plataforma, reunindo conselheiros, militantes do movimento negro, jovens da região, além de representações governamentais. 

De maneira dinâmica e participativa, serão discutidos temas relacionados aos aspectos da cultura, educação, juventude, mulher negra, além da relação entre racismo e direito. Os debates serão intercalados com intervenções culturais das comunidades do entorno, além de apresentações de hip hop com o grupo Família Tríplice e MC Xarope. O evento conta com apoio das secretarias estaduais da Educação (SEC) e de Cultura (Secult), através do Centro Cultural Plataforma. 

Sobre o CDCN - Vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), o conselho tem caráter consultivo, formado por representantes do poder público e da sociedade civil. Tem por finalidade a formulação, proposição, controle social e acompanhamento de programas e políticas públicas de enfrentamento às desigualdades étnico-raciais no estado da Bahia.

Serviço:
O quê:  Roda de conversa “Diálogos com a juventude” – CDCN: 30 anos promovendo a igualdade. 
Quando: Segunda-feira, 21 de agosto de 2017, a partir das 14h.  
Onde: Centro Cultural Plataforma (Praça São Braz, s/nº, Plataforma – Salvador/BA).

Mais informações:
Assessoria de Comunicação - ASCOM
Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi)
Governo do Estado da Bahia
71 3103-1410 / 9 9983-9721

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Maria Firmina dos Reis: autora do primeiro romance abolicionista


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mulheres negras serão homenageadas por Bira Corôa e Benedita da Silva na Assembleia Legistativa - BA


O deputado estadual Bira Corôa (PT), presidente da Comissão Especial de Promoção da Igualdade, receberá pela quarta vez a deputada federal Benedita da Silva (PT) para mais uma sessão de homenagens à mulheres negras por meio do Troféu Pérolas Negras. A honraria será entregue no próximo dia 11 de agosto, a partir das 9h, durante sessão especial, realizada na Assembleia Legislativa da Bahia. Em alusão ao 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra na América Latina e no Caribe e Dia Nacional de Tereza Benguela e da Mulher Negra, a quarta edição do Pérolas Negras, terá como tema central Os Desafios de Ser Mulher Negra na Década Internacional Afrodescendente. 

Nesta edição, as homenagens se estenderão a grupos, coletivos e instituições que dedicam suas atividades ao empoderamento de mulheres negras, tendo por base a qualidade de vida e a construção do bem viver dessas mulheres. A lista inclui, por exemplo, o Coletivo Angela Davis, o grupo Maria Felipa da PM-BA, Instituto Odara, Rede de Mulheres Negras da Bahia, entre outros.  

Criado em 2011, o Troféu Benedita da Silva – Pérolas Negras foi pensado enquanto referência ao Dia de 25 de julho, com o intuito de homenagear mulheres negras cujas histórias de vida se destacam no processo de transformação de suas próprias vidas, da vida de outras mulheres e de seu próprio tempo. Desde então, tornou-se símbolo de (re) conhecimento estadual dessas mulheres, imprescindíveis à construção de um mundo solidário, multiétnico e pluricultural. 

A criação do troféu é uma consequência positiva do trabalho iniciado em 2007 pelo deputado Bira Corôa, que, ao assumir os trabalhos da Comissão de Promoção da Igualdade, ampliou e fortaleceu, na Casa Legislativa, o diálogo e o debate sobre questões relacionadas às mulheres negras, suas subjetividades e modos de vida.  

Serviço:
O que: Sessão Especial com entrega do troféu Benedita da Silva - Pérolas Negras
Quando: 11 de agosto, sexta-feira, a partir das 9h
Onde: Plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, CAB - Salvador

Aprendendo com as nossas mais velhas: Lélia Gonzalez


Aprendendo com as nossas mais velhas: Lélia Gonzalez


sábado, 29 de julho de 2017

Eu marcho, tu marchas, elas marcham. Por que marchamos? (Zelinda Barros)


Nós, mulheres negras, historicamente familiarizadas à rua como um espaço de trabalho e luta pela sobrevivência, no contexto contemporâneo de luta pela afirmação de direitos, temos ocupado esse espaço como forma de denunciar violações e afirmar nossa humanidade. As marchas são estratégias de ocupação coletiva da rua com intenções expressamente políticas. São momentos de luta pelo reconhecimento da dignidade de mulheres e homens negros, sejam elas/es conscientes ou ignorantes quanto à importância da organização coletiva para o enfrentamento do racismo, do sexismo, da homofobia e de tudo o que nos oprime. Além do enfrentamento à violência, que incide sobre nós e os nossos das mais variadas formas, o empoderamento por meio da estética tem sido uma das pautas que contribuem para pavimentação desse caminho político traçado há séculos.

Os passos daquelas e daqueles que nos antecederam fortalecem a nossa caminhada, nos fornecem pistas dos caminhos que devemos trilhar. Esses passos reverberam o passo calmo das nossas avós, o passo ligeiro dos quilombolas em fuga e o passo altivo das/os nossas/os lideranças, mas, sobretudo, traduzem luta, inventividade e resistência. Nesse sentido, quem marcha nunca marcha sozinha/o, leva consigo o bastão forjado nas lutas passadas, que revigora e renova os horizontes que seguirão orientando a nossa caminhada em busca de paz para existirmos.

Nas narrativas sobre nós, negras/os, é muito comum a ênfase ao que o racismo destruiu e destrói - o que é compreensível, dado o seu potencial devastador. No entanto, é preciso que, sem ingenuamente pensarmos que não falarmos sobre ele dará conta do problema, marchemos também para celebrar o que construímos coletivamente, apesar do racismo. Como negras/os, não podemos nos dar ao luxo de pensar, seguindo o teorema de William Thomas (teórico interacionista simbólico), que apenas por definirmos uma situação como real, ela será real em suas consequências, pois pesa sobre nós o fardo do racismo, que nos atinge sem que com ele tenhamos qualquer sintonia ou intenção vivificadora.

É preciso seguir e nos mantermos de pé, revelando e renovando os conhecimentos produzidos por nossos antepassados e, principalmente, buscando facilitar a criação de possibilidades para que os/as nossos/as jovens desenvolvam suas potencialidades e consigam driblar a morte planejada no conforto dos lares abastados e nos bastidores institucionais.

Devemos nos lembrar dos exemplos de luta, recuperar estratégias coletivas de resistência que possam nos manter firmes e não nos fazerem sucumbir. Para isso, precisamos manter nosso amor próprio, cuja permanência requer o amor pela outra pessoa negra também destituída de amor. Com isso, debelaremos uma estratégia de dominação típica de contextos como o Brasil, onde a dominação colonial se perpetua na colonialidade do poder, que controla e inibe os vínculos e os afetos que fazem nascer o sentimento de pertencimento.

Marchamos porque resistimos!
Marchamos porque existimos!

Texto originalmente publicado nos Cadernos Sisterhood, v. 2, n. 1, maio 2017, p. 23-24. 

domingo, 23 de julho de 2017

PPGCS/UFRB abre inscrições para Aluna/o Especial de Estudos Interdisciplinares de Gênero - BA

ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DE GÊNERO - CAH 528
INSCRIÇÕES ABERTAS PARA ALUNAS/OS ESPECIAIS
PERÍODO DAS INSCRIÇÕES: 20 a 31/07/2017
LOCAL: prédio do Hansen Bahia, sito à Rua 13 de Maio, 13, Centro, fundo da Igreja Matriz de Cachoeira-BA, Cep: 44.300-000. A inscrição também pode ser feita via Correios, por SEDEX, para este endereço
NÚMERO DE VAGAS: 15 (quinze)
EDITAL COMPLETO PARA MAIS INFORMAÇÕES: https://www.ufrb.edu.br/pgcienciassociais/images/EDITAL_DE_SELE%C3%87%C3%83O/EDITAL_ISOLADAS_PPGCS_-_2017.2_vers%C3%A3o_final_1.pdf


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nós, mulheres negras, marchamos!


Nova edição dos Cadernos Sisterhood!


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Estudos pioneiros sobre Feminismo Negro no Brasil


LEMOS, Rosália de Oliveira. Feminismo Negro em construção: a organização do movimento de mulheres do Rio de Janeiro. 1997. Dissertação (Mestrado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social) – Instituto de Psicologia da UFRJ, Rio de Janeiro,1997.

É o primeiro estudo acadêmico sobre Feminismo Negro no Brasil

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MOREIRA, Núbia Regina. O feminismo negro brasileiro: um estudo do movimento de mulheres negras no Rio de Janeiro e São Paulo. 2007.   120 p. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP, Campinas/SP, 2007.

A dissertação foi publicada em 2011, com o título A organização das feministas negras no Brasil (Edições UESB).

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BISPO, Silvana Santos. Feminismos em debate: reflexões sobre a organização do movimento de mulheres negras em Salvador (1978-1997). Dissertação (Mestrado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, Salvador, 2011.


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CARDOSO, Cláudia Pons. Outras falas: feminismos na perspectiva de mulheres negras brasileiras. 383 p. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, Salvador, 2012.

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lélia Gonzalez: o feminino negro no palco da história


No ano em que se inaugura a Década Internacional dos Afrodecendentes (2015) e no mês em que Lélia Gonzalez completaria 80 anos de idade, a Fundação Banco do Brasil, em parceria com a Rede de Desenvolvimento Humano - Redeh e a Brasilcap, lança a nova edição do Projeto Memória - “Lélia Gonzalez: o feminismo negro no palco da história”. Uma das precursoras do feminismo negro no Brasil, Lélia Gonzalez é a homenageada, com exposições itinerantes, livro fotobiográfico, almanaque, documentário em DVD e website. Saiba mais em http://www.fbb.org.br

terça-feira, 11 de julho de 2017

Câmara Municipal de Salvador homenageia Luiza Bairros - BA



Luiza Bairros Vive!

Dia 12 de julho, completa 1 ano que Luiza Bairros  tornou-se uma ancestral. Estamos sem sua presença física, mas sob a poderosa influência do seu legado. Por este motivo, nesta quinta-feira 13, às 18 horas, a Câmara Municipal de Salvador por meio do mandato do vereador Silvio Humberto, realizará uma sessão de homenagem intitulada Negras Mulheres, Femininos Poderes – Luiza Bairros, um Poder que Nos Move.

Por articulação das mulheres negras de Salvador e a convite do mandato do vereador Silvio Humberto, algumas mulheres foram convidadas para falarem sobre o convívio com Luiza Bairros e sobre a inspiração que sua trajetória legou, aonde o grande ponto de convergência e o tom da solenidade será o da continuidade. De como de seus lugares de fala e de construção, mulheres fazem luta contra o machismo, a misoginia, contra o racismo e constroem redes de apoio e de empoderamento.

A solenidade acontecerá em julho, um mês emblemático e estratégico para as mulheres negras. Um momento para refletir sobre o que já foi feito, sobre a penetração alcançada e afiar estratégias de enfrentamento. O Plenário Cosme de Farias da Câmara Municipal de Salvador, nesta noite, se transformará no lugar de corpos negros, de cabelos altos, assim como de ideias altas e prontas para urdir teias, tramas, conspirações e lutas por dignidade, por direitos e por liberdade, para nosso povo, pela honra dos que nos antecederam e pela garantia da vida dos que ainda estão por vir.

Vem de nós a força do nascer, do mover e do revolucionar. Luíza Helena Bairros moveu a roda da história, nos alimentou e nos alimentará para sempre. Agradecemos o mais digno exemplo que foi sua trajetória e o mais encorajador desafio de sermos cada dia mais MULHERES NEGRAS. Aceitamos o desafio de ser o poder de comunicar, de religar, de descontruir, de construir, de liderar, de juntar e de desobedecer. Somos parte engajamento, parte beleza e luta, Somos! Somos Negras Mulheres, temos Femininos Poderes e Luiza Bairros é um Poder que Nos Move.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Módulo Formativo do Vamos Opará Saberes? para download


A pós colonialidade trouxe consigo profundas opressões de gênero por critério racial. A violência letal contra a juventude negra, o sistema penal genocida, o racismo institucional, a prisionização e os feminicídios - mecanismos centrais de controle biopolítico. Com efeito, para o enfrentamento de tais opressões, é interessante a instrumentalização intelectual, uma vez que o nosso ingresso no mestrado e doutorado pode favorecer saberes políticos em defesa do Estado Democrático de Direito. Diferente disto, não estamos tendo êxito no pleito à pós graduação. Há escassez de material bibliográfico, inabilidade com as epistemologias feministas e com aportes metodológicos, empecilhos para a produção intelectual engajada, bem como à aprovação nas seleções de mestrado e doutorado.
Para quem discute racismo institucional, prisão, saúde da mulher e violências de gênero, queremos dar uma mãozinha!



CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O MÓDULO I 

domingo, 9 de julho de 2017

Que foi Harriet Tubman?

Mulher Negra Todo Dia: Trabalhadoras Domésticas


25 de Julho: Marcha pela Vida das Mulheres Negras em Salvador - BA



Chegamos ao “Julho das Pretas”! Continuamos firmes em nosso propósito de nos fortalecermos cada vez mais para lutarmos contra o racismo, o machismo e a misoginia. 

Reverenciando o 25 de Julho - Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha, a Marcha das Mulheres Negras 2017 traz como tema “Pela Vida das Mulheres Negras”, destacando a necessidade de mais ações coletivas e políticas públicas que visem ao enfrentamento da violência recorrente e sistemática contra mulheres e meninas negras. 


Esta data, estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana), celebra as contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais das mulheres negras para o desenvolvimento histórico do continente e reafirma a nossa luta contra a violação de direitos. Ao mesmo tempo, essa conexão entre mulheres negras dá força às vozes femininas na luta pela garantia de direitos.



Segundo o Mapa da Violência - 2015, em apenas 10(dez) anos, o número de casos de feminicídios envolvendo mulheres negras aumentou 54%, o que mostra o quadro dramático vivido por nós, mulheres negras, no Brasil. Essa situação de violência racista e misógina que se expressa de múltiplas formas: via extermínio, epistemicídio, racismo institucional, lesbofobia, etc. Dia 25 é dia de marcharmos, e é PELA VIDA DAS MULHERES NEGRAS que iremos às ruas.



Juntem-se a nós!



sexta-feira, 7 de julho de 2017

Tereza de Benguela, a rainha quilombola


Angela Davis no CAHL/UFRB - BA

O Curso Internacional “Decolonial Black Feminism in The Americas” é uma iniciativa de uma rede internacional de organizações feministas e descoloniais que traz à Cachoeira a filósofa e ativista Angela Davis, referência internacional das lutas anti-racista e feministas contemporâneas.  As professoras Ochy Curiel, da Colômbia, e Gina Dent, dos Estados Unidos, também serão docentes do curso, que é voltado a pesquisadores, ativistas e feministas negras brasileiras e de outros países e tem como propósitos: a) fomentar o compartilhamento de experiências e conhecimentos entre as participantes; b) deslocar a geografia da razão, motivo pelo qual foi escolhido o Brasil e, em especial, a cidade de Cachoeira, conhecida pela centenária irmandade feminina negra da Boa Morte, e c) propiciar e ampliar o diálogo entre o Feminismo Negro e Decolonial numa perspectiva de intervenção junto aos movimentos sociais e a universidade.  Com isso, pretendemos criar um espaço de interlocução onde a reflexão, as estratégias de intervenção e atuação política caminhem lado a lado.  




Além do curso, cujo acesso é restrito às participantes, haverá a Conferência de abertura, proferida por Angela Davis, e a Mesa Redonda “Práticas e desafios do Feminismo Negro”, abertas ao público. A Conferência será no dia 17 de julho, às 10 horas, no auditório do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira. A Mesa Redonda ocorrerá no dia 21 de julho, no mesmo local, às 17 horas. As inscrições para o curso já foram encerradas, mas as atividades abertas não requerem inscrição prévia.

ONDE? Auditório do CAHL, Cachoeira-BA

QUANDO? Conferência, 17/07/2017, às 10 horas, e Mesa Redonda, 21/07/2017, às 17 horas

FONTE: site da UFRB

Mulher Negra Todo Dia: Cientistas


Nossas ancestrais: Mãe Beata de Yemonjá


1º Encontro Nacional de Mulheres Negras, Valença/RJ (1988)


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Curso Black Feminism traz Angela Davis a Cachoeira - BA

O curso Black Feminism é uma iniciativa de uma rede internacional de organizações feministas que traz a Cachoeira a filósofa e ativista Angela Davis, referência internacional das lutas feministas contemporâneas. 
O curso ocorrerá entre os dia 17 e 21 de julho no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), em Cachoeira. Além do curso, haverá uma mesa-redonda e uma conferência, abertas ao público. A conferência será no dia 17 de julho, às 10h, no auditório do Quarteirão Leite e Alves.

ONDE? Auditório do CAHL, Cachoeira-BA
QUANDO? Atividades abertas: 17/07/2017, às 10 horas, e 21/07/2017, às 17 horas

Direitos humanos das mulheres negras na África e na América Latina - BA


Mulher Negra Todo Dia: Cantoras




terça-feira, 4 de julho de 2017

Produção teórica de feministas negras: Ana Cláudia Pacheco

PACHECO, Ana Cláudia Lemos. “Branca para casar, mulata para f... e negra para trabalhar”; escolhas afetivas e significados de solidão entre mulheres negras em Salvador, Bahia. / Ana Cláudia Lemos Pacheco. - Campinas, SP : [s. n.], 2008.

Esta tese pretende discutir os aspectos relacionados com as escolhas afetivas e significados de solidão entre mulheres negras em Salvador, Bahia, tendo em vista, particularmente, os critérios de raça e gênero. Para tanto, selecionei como recorte empírico, dois conjuntos de mulheres negras sem parceiros fixos: o primeiro, constitui-se de ativistas políticas, integrantes do movimento de mulheres negras e / ou do movimento negro; e o segundo, de mulheres não ativistas. Foram selecionadas 25 mulheres de vários segmentos sociais, tais como: trabalhadoras domésticas, professoras, intelectuais, trabalhadoras autônomas. A escolha desse objeto de estudo está baseada em alguns estudos demográficos dos anos 80 e em entrevistas realizadas que apontaram a cor/raça como um elemento precedente na preferência afetivo-sexual de parceiros. Como resultado dessas escolhas, haveria um “excedente” de mulheres negras “solitárias”, isto é: i) sem parceiros afetivos fixos; ii) sem relações afetivo-sexuais estáveis, em relação às mulheres pertencentes a outros grupos raciais. A fim de analisar como esta premissa se processa em contextos sociais específicos, optei por fazer uma pesquisa qualitativa baseada em observação, entrevistas em profundidade, análise de trajetórias e narrativas. Outras fontes complementares foram utilizadas: revistas, relatórios, recursos fílmicos, dados demográficos, históricos e literários e referências bibliográficas. As questões colocadas são as seguintes: como raça, gênero e outros marcadores sociais operam nas escolhas afetivas das mulheres negras investigadas? Como percebem as experiências da solidão?
Palavras-chave: Gênero, raça, escolhas afetivas, mulheres negras, solidão, afetividade.

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Boletim GEMAA 2: Raça e Gênero no Cinema Brasileiro (1970-2016)

O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ) acaba de publicar em seu site o Boletim GEMAA 2: Raça e Gênero no Cinema Brasileiro (1970-2016)
Este boletim expande o horizonte temporal dos trabalhos anteriores feitos pelo GEMAA sobre diversidade no cinema brasileiro. Com base nos dados disponibilizados pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA-ANCINE), computamos as informações de gênero e raça das pessoas que desempenham as atividades de maior notoriedade na produção audiovisual (direção, roteiro e atuação), levando em conta todos os filmes que obtiveram público acima de 500.000 espectadores entre os anos de 1970 e 2016. Como podemos constatar, em quase meio século de cinema nacional, a despeito das mudanças de regime político e de governos, intensas desigualdades continuaram a marcar esse campo da indústria cultural, no qual predomina o gênero masculino e, sobretudo, as pessoas de cor branca.
Para visualizar o Boletim do GEMAA, clique aqui.

Mulher Negra Todo Dia: Escritoras


domingo, 2 de julho de 2017

Produção teórica de feministas negras: Denize Ribeiro

RIBEIRO, Denize de Almeida. Concepções e Estratégias de Segurança Alimentar e Nutricional entre os Terreiros de Candomblé de Novos Alagados/BA. Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA, como requesito parcial para obtenção do título de Doutor em Saúde Pública, 2013.

O presente trabalho de pesquisa foi desenvolvido junto aos terreiros de Candomblé de Novos Alagados, região situada no Subúrbio Ferroviário de Salvador. O estudo tem o objetivo de discutir a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) e o papel da alimentação, destacando a percepção da falta do alimento como algo que tem um significado além da esfera biomédica na vida das pessoas, bem como compreender as concepções que o povo de terreiro considera no que se refere a SAN e as estratégias utilizadas diante das situações de não garantia deste direito. Foi realizado um trabalho etnográfico recorrendo a entrevistas semiestruturadas, registro fotográfico, observação participante e aplicação de um modelo adaptado da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar e Nutricional – EBIA, a fim de conhecer a percepção que os sujeitos têm sobre a SAN, além disso, recorri também a dados secundários das organizações que atuam nesta área e dados governamentais. Os resultados obtidos foram categorizados e analisados a partir da técnica de análise de conteúdo e recorrendo a uma interpretação feita a partir do ponto de vista das mulheres negras, que foram as principais informantes neste estudo. Em 25% dos terreiros pesquisados, na percepção das zeladoras, a situação de SAN estava dentro da perspectiva adequada para as necessidades sócio-religiosas e de suas famílias biológicas, mas, para a maioria dos terreiros deste estudo, 75% das casas pesquisadas vivenciam algum grau de Insegurança Alimentar (IA) e, destes, 55,5% encontram-se em condição grave de IA, ou seja, apresentam muitas situações de limitação de acesso aos alimentos habituais, tanto para suas famílias biológicas, quanto para as obrigações sócio-religiosas. Fortalecer a energia vital (Axé) é essencial neste contexto, onde dar de comer é algo extremamente valorizado, do mesmo modo muitas são as proibições alimentares que devem ser respeitadas para a manutenção do equilíbrio e propagação da força que compõe e mantém um terreiro. A concepção do alimento como direito de todos, anterior a qualquer outro direito humano, prevalece nos terreiros. A justiça redistributiva da filosofia africana, Ubuntu, faz-se presente, pois o alimento existe para o bem de todos e de tudo, assim ele é distribuído na comunidade não importando o segmento a que cada indivíduo pertença, ou quem chega à busca desse benefício. Neste sentido, os terreiros tornaram-se atores interessantes para a implementação das políticas de SAN desenvolvidas no país nas últimas décadas.
Palavras-chave: Segurança Alimentar e Nutricional. Terreiro de Candomblé. Ubuntu. População Negra.

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Produção teórica de feministas negras: Cláudia Pons Cardoso

CARDOSO, Cláudia Pons. Outras falas: feminismos na perspectiva de mulheres negras brasileiras. 383 p. Tese (Doutorado em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, Salvador, 2012. 

Esta tese investiga trajetórias de mulheres negras ativistas brasileiras para compreender como as desigualdades de raça, gênero, classe e sexualidade são transformadas em instrumentos para a construção de uma organização própria, espaço de protagonismo e exercício de experiências exitosas no desafio aos poderes constituídos. Explora, ainda, como o discurso feminista é recriado a partir de demandas específicas das mulheres negras. O argumento central está na afirmativa de que as ativistas negras, no Brasil, elaboraram um pensamento feminista próprio à luz de saberes, práticas e experiências históricas de resistência das mulheres negras. Um pensamento feminista crítico alimentado por valores, princípios e cosmovisão organizados a partir de referenciais negro-africanos, que defende a pluralidade epistemológica para revelar a contribuição das mulheres negras em diversas áreas do conhecimento. Um pensamento feminista negro que sustenta uma teoria e uma práxis, visando não só transformar efetivamente a vida das mulheres, mas a própria sociedade, na medida em que se assenta no enfrentamento de estruturas de poder: racismo, sexismo, divisão de classes e heterossexismo. Um pensamento que visa a descolonização do conhecimento, isto é, aposta no desprendimento epistêmico do conhecimento europeu para pensar a própria história a partir de categorias baseadas em nossas experiências de mulheres negras na diáspora. Adoto na tese como lente para ler a realidade sobre a qual as ativistas se voltam, a perspectiva interseccional, lente usada também pelos movimentos de mulheres negras brasileiras para empreender suas ações de intervenção política. A categoria se mostra útil para o reconhecimento do modo como diferentes eixos de opressão se configuram, produzindo desigualdades e situações adversas de múltiplas discriminações a grupos específicos de mulheres, como as mulheres negras. Utilizo como orientação teórico-metodológica a História Oral para recuperar e registrar os depoimentos de 22 ativistas integrantes dos movimentos de mulheres negras brasileiras, obtidos por intermédio de entrevistas. Na História Oral opto por entrevistas de história de vida realizadas de forma a revelar a relação entre a história social e trajetória individual de cada depoente e assim entender como construíram suas identidades a partir de referências de gênero, raça/etnia, sexualidade, religião, entre outros, tendo por cenário os acontecimentos da sociedade brasileira.
Palavras-chave: mulheres negras. gênero. raça. feminismo negro. epistemologias feministas. diáspora negra.

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Produção teórica de feministas negras: Zelinda Barros

BARROS, Zelinda dos Santos. Casais inter-raciais e suas representações acerca de “raça”. 2003. 204 p. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Salvador, 2003.

Estima-se que o casamento inter-racial, utilizado por alguns como reforço ao argumento de igualdade existente entre negros e brancos no Brasil, representa apenas 20% do total de casamentos, o que denuncia a existência de uma idealização das relações raciais nesta sociedade. A investigação das representações acerca de raça nos permite perceber de que forma se manifestam as tensões envolvidas na construção de representações e, simultaneamente, compreender as contradições de uma sociedade que elegeu a mestiçagem como marca identitária e que tem na raça um dos mais importantes elementos de clivagem. Ao identificar as representações de casais inter-raciais (branco/negro) percebemos como estes operam com o conceito de “raça”, ao mesmo tempo em que podemos notar a influência de classe e gênero nestas representações. Esta dissertação propõe-se a investigar casais racialmente heterogêneos de classe média, residentes em Salvador (Bahia/Brasil), cujos cônjuges são brancos e negros, de modo a: 1) identificar suas representações raciais; 2) compreender como gênero e classe se articulam nesse processo e, a partir disso, 3) perceber como tais representações ensejam a afirmação de identidades raciais. Mais especificamente, pretende: (a) compreender como o racismo é considerado por casais inter-raciais de classe média; (b) entender até que ponto o racismo se configura como um problema para este tipo casal; (c) identificar se existem e quais são as estratégias de enfrentamento ao racismo adotadas pelo casal (socialização dos filhos, relacionamento com a família etc.) assim como (d) perceber de que forma os conflitos decorrentes da identificação racial dos cônjuges (em família, com os amigos, parentes) se apresentam.

Palavras-chave: Casamento. Representações. Raça. Racismo. Gênero.

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Produção teórica de feministas negras: Vilma Reis

REIS, Vilma. Atucaiados pelo Estado: as políticas de segurança pública implementadas nos bairros populares de Salvador e suas representações (1991-2001). Dissertação de Mestrado em Ciências Sociais, UFBA, 2005.

As políticas de segurança pública implementadas nos bairros populares de Salvador, entre os anos 1991 a 2001 e as representações dos gestores da polícia na Bahia, sobre a população negra é o centro da pesquisa realizada nesta dissertação que, a partir do exame de fontes documentais e dos depoimentos dos gestores, tenta compreender os desdobramentos que as ações da polícia e de grupos criminosos tolerados pelo Estado têm tido na vida de jovens-homens-negros, resultando em muitas mortes prematuras e criminalização dos que não morreram, impactando diretamente na vida das mulheres negras. Os mecanismos de filtro racial e a aplicação de um modelo policial de polícia comunitária, baseado no modelo nova iorquino, de tolerância zero ao crime, se desenvolveu em Salvador ao longo da década de 90 e segue no novo milênio. Essa atitude, tornou a política de segurança pública um simulacro de polícia comunitária, pois ao se realizar em Salvador ela se constituiu em caminho legal de licença para matar. Ao longo de dez anos, a polícia na Bahia, através da SSP-Ba e do Comando da PM, buscou construir instrumentos formais para conter a brutalidade policial e mudar a sua imagem diante da população, da mídia e outros atores da sociedade baiana, com destaque para o que foi feito em Salvador, onde ocorreu a implementação do Projeto Polícia Cidadã; mas, a situação de violação dos direitos humanos da maioria, só tem se aprofundado, no que diz respeito à diminuição de conflitos, tendo a polícia como mediadora, e a maior confiabilidade nas ações da polícia, a partir do uso da investigação, ações baseadas em análises com bases estatísticas confiáveis, planejamento e outros instrumentos utilizados dentro dos modelos de polícia comunitária existentes no mundo, foram deixados de lado pelos dirigentes das políticas de segurança pública na Bahia. A pesquisa revelou que qualquer política pública pensada atualmente para a população em Salvador e na RMS tem que levar em conta a possibilidade da existência e continuidade do segmento jovem, as condições de sua sobrevivência, e a violência urbana letal, que impõe aos jovens-homens-negros a perda em média de 44 anos de vida, alterando profundamente o perfil epidemiológico entre esses, que antes chegavam às emergências dos hospitais 11 públicos feridos, e agora, em geral, chegam mortos. As políticas de segurança pública, neste contexto, cumprem papel central na medida em que são os desfechos e as principais responsáveis por esse quadro direitos violados e vida ceifadas.

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